sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Discography | Bonerama

Discography | Bonerama:

'via Blog this'

Banda muito bacana. Das melhores que já ouvi: funk, rock, soul, brass, blues e jazz ao som de trombones. De primeira.

Abraços,

Ouvindo outra maravilha, a música "Baby, please make a change" do disco "Let them talk" do Hugh Laurie.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A União do Vegetal (UDV)

A Religião:

O Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, sociedade religiosa sem fins lucrativos, tem por objetivo, contribuir para o desenvolvimento humano, com o aprimoramento de suas qualidades intelectuais e suas virtudes morais e espirituais, sem distinção de cor, credo ou nacionalidade.

A UDV fundamenta seus ensinamentos no princípio da reencarnação evolucionista, preceito milenar adotado tanto pelo espiritualismo do Oriente como pelos primeiros cristãos até o século V da nossa Era.

Este princípio fundamenta-se na convicção de que, através de sucessivas encarnações, o espírito evolui, desenvolve gradual fidelidade à prática do Bem, até atingir a Purificação - a santidade, para as tradições ocidentais.

A União do Vegetal reconhece Jesus Cristo como o Filho de Deus, pautando as orientações espirituais de sua doutrina pelo princípio máximo da cristandade, de que "o discípulo deve amar ao próximo como a si mesmo para ser merecedor do símbolo da União: Luz, Paz e Amor" - conforme as Leis do Centro.

A doutrina é transmitida exclusivamente em seus rituais religiosos. Distribuído pelo Mestre, o chá Hoasca, denominado Vegetal, tem o objetivo de proporcionar aos discípulos um estado equilibrado de concentração mental.

O uso ritualístico do chá Hoasca é assegurado por lei no Brasil, onde se originou, e nos demais países onde a União do Vegetal mantém núcleos de associados que se reúnem regularmente em seus rituais religiosos, Estados Unidos e Espanha.  

Os ensinamentos espirituais são transmitidos na UDV por tradição oral e exclusivamente no âmbito do seu ritual religioso. Não há referências escritas para as orientações doutrinárias, cabendo aos dirigentes transmiti-las a partir dos registros de sua própria memória.

Outro aspecto marcante da prática religiosa da União do Vegetal é a atenção com o grau de desenvolvimento espiritual dos discípulos. Cada um deles recebe a instrução dos ensinos de acordo com o lugar que ocupam na escala hierárquica do Centro.

A UDV não difunde dogmas. Os discípulos são estimulados ao exame livre do que se transmite e, sem nenhuma forma de imposição, cada um adquire, a seu devido tempo, a compreensão gradual dos ensinamentos.

É recomendado aos seus discípulos constituírem suas vidas de acordo com princípios morais definidos, buscando a evolução espiritual de maneira equilibrada. A orientação necessária para isto está prescrita nas Leis do Centro.

A doutrina da União e o exemplo dado pelos seus dirigentes desperta o filiado para a necessidade de se responsabilizar por suas decisões, atitudes e palavras.

A prática constante do que orienta esta doutrinação amplia a capacidade do discípulo de aprender com as experiências pessoais e evitar sentimentos e atitudes negativas.
São, todos que adotam tais princípios, conduzidos ao reconhecimento gradual dos seus limites, e estimulados em sua capacidade de superá-los e fortalecer suas virtudes e coerência pessoal, com a busca de uma constante prática do Bem. 

A União do Vegetal surgiu na floresta, mas sua doutrina é igualmente assimilada tanto pelas comunidades amazônicas e pelas coletividades urbanas, local para onde se expandiu.

Após meio século de sua fundação, seguindo um processo natural de expansão, a UDV está presente em todos os estados do Brasil, nos Estados Unidos e Espanha. Com mais de 20 mil filiados de diversos níveis sociais, representativos da sociedade. Suas leis situam a cidade de Brasília – Distrito Federal, Brasil – como Sede Geral.


A origem.

Em 22 de julho de 1961, a União do Vegetal foi criada, ainda nos seringais da Amazônia próximos da fronteira do Brasil com a Bolívia, no estado do Acre, por um homem de nome José Gabriel da Costa, nascido no município de Coração de Maria, no estado da Bahia, no dia 10 de fevereiro de 1922.

José Gabriel chegou à Amazônia alistado entre os soldados da borracha, como eram chamados os homens simples que, saídos em sua maioria das regiões do semi-árido do Nordeste brasileiro, foram para aquela região trabalhar na colheita do látex da Seringa, matéria-prima para a produção de borracha.

Utilizando a Hoasca como veículo de concentração mental, Mestre Gabriel reunia regulamente os primeiros seguidores, instaurando a tradição da transmissão oral de sua doutrina espiritual, voltada para o amor ao próximo e a prática fiel do Bem, de acordo com os princípios da evolução reencarnacionista e em comunhão com os ensinamentos do Divino Mestre Jesus, a quem sempre prestou reverência e dedicou, em sua prática por toda a vida, uma firme fidelidade.


O chá, Hoasca.

O uso ritualístico do chá Hoasca entre os povos amazônicos remonta aos períodos anteriores ao descobrimento da América, no século XVI. Durante séculos, este chá, sagrado para os seus usuários, foi comungado pelos povos da floresta sem ritual específico ou mesmo uma doutrina espiritual comum
O chá Hoasca (Ayahuasca, “vinho da alma” em quéchua), que também chamamos de Vegetal, é resultado da decocção de duas plantas: um cipó, o Mariri (Banisteriopsis caapi) e as folhas de um arbusto, a Chacrona (Psychotria viridis), largamente utilizado há muitos séculos pelas comunidades amazônicas e povos andinos em rituais religiosos e de cura.

O Mestre Gabriel já afirmava nos primeiros documentos do Centro assinados por ele que o “Vegetal que chamamos de Hoasca” é "comprovadamente inofensivo à saúde", consciente de que a comunhão desse chá era benéfica à transformação da consciência humana, quando bem orientada.

A partir da década de 60, deu-se a expansão do uso ritualístico da Hoasca para além das fronteiras da Amazônia e a formação de diversas comunidades urbanas usuárias do chá, tanto na UDV quanto em outras entidades de cunho religioso.

Com isto, começaram a surgir questionamentos das autoridades públicas em relação ao uso do Vegetal em rituais religiosos até que, em 1985, o cipó Banisteriopsis caapi foi temporariamente incluído na lista de substâncias proscritas da Dimed, órgão do Ministério da Saúde.

Observando a necessidade de assegurar aos seus filiados o direito de uso do Vegetal em seus rituais religiosos, a Direção do Centro instituiu, em 1986, o Departamento Médico-científico – Demec, criado para atuar como um canal permanente de relacionamento da UDV com a comunidade acadêmica.
Através dos programas do seu Departamento Médico-Científico, a União do Vegetal mantêm abertas as suas portas para que as autoridades públicas e as instituições acadêmicas possam observar, sem restrições ou constrangimentos, o desenvolvimento da nossa prática religiosa e os benefícios notáveis que o uso da Hoasca promove na vida dos discípulos do Centro.

Fonte:  www.udv.org.br 
(Site Oficial do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal)


Estudo Científico:

A seguir, as principais referências bibliográficas e da internet a respeito do chá Hoasca.


Farmacologia Humana da Hoasca - planta alucinogena usada em contexto ritual no Brasil - Português - 1996
Human Psychopharmacology of Hoasca - a plant Hallucinogen used in ritual context in Brazil - English - 1996




sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Maturidade

Sempre que utilizamos dessa denominação para nos referirmos se uma pessoa é ou não responsável pelos atos que ela faz, responsabilidade consciente e não só na maioridade referente a idade que possui na carne.
Maturidade está intimamente ligada a dois conceitos, ignorância e sabedoria, ignorância como sendo aquilo que não se conhece, sem conhecimento de causa e obviamente consequências daquilo que é feito. A sabedoria é o oposto do que foi descrito em relação a ignorância, sabedoria é o conhecimento das causas que levam a pessoa a agir de determinada maneira, e todas as suas consequências após ter realizado o ato.


A maturidade é a vivência de algumas atitudes realizadas com ignorância, e que se após analisada do por que foi feita, adquire-se sabedoria. No caso se houve um resultado benéfico e positivo, essa atitude poderá ser realizada outras vezes dependendo apenas das oportunidades que advém do universo. Se no caso o resultado for negativo, desagregador, então só será repetido se a pessoa agir peço vício, sena uma atitude consciente, ela no caso sofre de uma patologia moral, que é algo a ser tratado em outro texto. No caso não houve maturidade intelectual para o aprendizado positivo.
No meu ponto de vista existe diversos tipos de maturidades, citarei as que tenho como uma relevância maior no desenvolvimento dos humanos como SER. Ser algo.


Maturidade intelectual, é a que nossa sociedade dá mais valor, capacidade de aprendizado para alguma realização material. Estudos que são voltados para o nível acadêmico e após isso para o mercado de trabalho. Maturidade que se desenvolve para obter algo de concreto no sentido material da palavra.
Adquire-se lendo e estudando obras de cunho puramente acadêmico. É um fator que deve ser desenvolvido por todos, pois quanto maior a maturidade intelectual, maior o nível de poder, referente a formação de novas opiniões que você pode ter, dá para ser usada como forma de manipular, conquistar, convencer ou explicar aquilo que você quer. Quanto maior a maturidade intelectual, maior o N° de causas que se conhece, isso o distingue do meio comum, é um atributo bom, só que deve ser utilizado com sabedoria, pois maturidade intelectual não tem ligação alguma com a maturidade moral.


Maturidade moral, é aquela que comanda a pessoa a agir Bem, está ligada ao grau de consciência que ela possui em seus atos, atos que podem ou não ter manifestação material, quanto mais se tem, maior é a influência direta dela nessa mundo. Atos aqui são, pensamentos, intenção, palavra e ação, em ordem de poder de mudança direta perceptível. A maturidade moral influi na intelectual, a intelectual não influência e nem flui na moral. Existe moralidade em peões de roça, lixeiros, nos seres encarnados quase invisíveis de nossa sociedade. A moralidade é a partícula de consciência em nossos atos e como todo tipo de maturidade, ela só se desenvolve, praticando. Praticando atos bons e não dando vazão as sementes de atos ruins, a semente é o pensamento. Conheço poucas pessoas que tem o poder de construir e destruir um maus pensamentos, por isso se você não tem essa capacidade, domínio, dont try it.


Maturidade espiritual(NOBREZA), esse tipo de maturidade está ligada ao elemento fogo. Quem conhece algo a respeito sabe que nem preciso escrever muita coisa.
A maturidade espiritual é a mais difícil de ser notada, pois é uma das mais sublimes, pessoas com cascas grossa não percebem e acham que não existem, se ouvem falar acreditam se tratar de alguma mentira.
Maturidade espiritual engloba todas as outras maturidades, ela é a manifestação do conjunto das maturidades, e por estar/ser todas, não se percebe com facilidade. Em uma analogia, seria a água para o peixe. Sublime e essencial. A maturidade espiritual compreende os vícios que os humanos possuem, quem desenvolve esse tipo de maturidade não importa com os julgamentos que os outros lhe oferecem, possuem vidas mais introspectivas e por isso são mais extrovertidas. Isso não quer dizer que não ficam tristes quando algo não muito benéfico ocorre, apenas entende que isso é necessário para o seu desenvolvimento.
É realmente dar sem esperar o retorno, oferece apenas aquilo que deseja para si. E por ser sublime é o que mais penetra em todos.




São pensamentos que tenho a respeito do que vivo, possuímos todos os tipos de maturidades, algumas latentes outras despertas. exercemos todos os tipos em menor ou maior grau, dependendo da situação, quem consegue manter sempre o mesmo grau, já alcançou o equilíbrio naquele tipo de maturidade.
Sei que sou imaturo em várias, por isso se você que está lendo me conhece, peço um pouco de paciência se eu falhei em algum atributo positivo que citei.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quem são os "donos da ayahuasca"?


Há alguns meses atrás tive uma conversa, muito positiva por sinal, com uma historiadora do Grupo de Trabalho do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) sobre o processo e curso de patrimonialização da ayahuasca.

Percebe-se que o caminho encotrado no Brasil para o uso legal da ayahuasca se dá através do conceito de liberdade religiosa. Até aí tudo bem. A questão é que a ayahuasca em seus milênios, nunca foi religão por si só. Segundo os estudos antropológicos a respeito, a bebida era muito mais um "acessório" dentro de uma cosmovisão já existente (até por que o conceito de religião parece estranho aos povos indígenas). É muito mais um instrumento de acesso a esta cosmovisão do que um eixo a qual orbita a comunidade e a "religião".

No Brasil, o cilo da borracha fez com que os seringueiros nordestinos tivessem contato com a bebida milenar (alguns arqueólogos apontam vestígios de seu uso de mais de 10 mil anos, no rio Napo - Equador) e a partir daí fundissem sua visão cristã com o novo elemento. Através destas reigiões, (especialmente duas: Santo Daime e UDV, a terceiraBarquinha, não se expandiu fora do Acre) a sociedae brasileira pasou a tomar conhecimento da existênca da ayahuasca.

Dentro deste processo é natural que agra, cada vez mais pessoas se interessem em conhecê-la em sua origem ou seja, a partir dosoos idígeas que faze seu uso desde os seus primórdios.

Conversava neste final de semana justamente sobre isso com o cacique Nixi Waca do povo Yawanawá, mais conhecido no Acre, como Biraci Brasil.

Nixi Waca reconhece a importância das religões ayahuasqueiras para o reconhecimento da sociedade nacional sobre os conhecimentos indígenas. Para ele, a existência de grupos ayahuasqueiros em todo país cria uma comunidade significativa de potenciais aliados do movimeto indígena Mas para que isto se torne uma realidade é preciso que se conheça a verdadeira origem deste conhecimento.
"As pessoas querem beber o uni (ayahuasca) com liberdade, mas também com responsabilidade. Para iso, estão buscando nas origens. Quem foi que trouxe essa bebida, foi Cristovão Colombo? Foi Pedro Álvares Cabral? Não, isso é nosso, é dos povos indígenas. Tem gente que diz: veio do Peru. E o que é o Peru? Quem criou o Brasil, a Colômbia e o Equador. Antes era tudo nosso, dos povos indígenas. Nós nascemos junto com esta bebida que não conhece fronteiras. Tem gente que esconde a verdade: de que a ayahuasca é algo da cultura indígena e dos povos indígenas. Mas esta é uma época em que as máscaras estão caindo. Tanto as máscaras do mal, quanto as do bem. Eu tenho a minha máscara de uma jibóia toda pintada. Uma máscara que mete medo, mas por trás dela sou uma pessoa que ama seus filhos, que brinca com os menoriznhos, que se torna criança também, sem medo. E tem gente que usa uma máscara bonita e por trás dela é uma pessoa que só quer as coisas para si. Esta é uma época do fim das máscaras, para que todos conheçam a verdade."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A influência e o influenciado, por um mundo melhor.

Baixa qualidade na música, no jornalismo, no radio, na TV, em propagandas, produtos e no Brasileiro...
Vem de quem produz, influencia a desgraça diretamente, ou indiretamente.
Vem da ignorância popular, do gosto povo, que consome coisas ruins.
Mas o povo consome por ignorância, já quem cria, tira proveito da ignorância, transformando o produto a altura da ignorância do povo, ação criminosa disfarçada.
Ainda é cedo para falar em desenvolvimento, sem desenvolver os valores morais e intelectuais da nossa sociedade.
O Brasil está como uma fruta perdida. Bonita por fora e podre por dentro.
Eu estou falando da educação da nossa sociedade. O Brasil tem uma população que não é educada.

E isso está no espírito em si do povo ou é manipulação e influência de quem tem poder?

Examinando:

O Brasil gosta de porcaria
(na musica, jornalismo, publicidade, cinema)
Porque a “indústria da desgraça” só produz isso, alienando a população.
Sendo assim, o poder (autoridades, imprensa, influencias) o vilão da história.

O Brasil gosta de porcaria porque o povo é ruim mesmo, gosta de coisa ruim
(tem coisa boa, mas o povo não consome, não vota ou não apóia)
Ou seja: o povo é que pede produto ruim, dando o rumo e consequência a uma desgraça social.
Sendo assim, o povo o vilão da história.

A indústria da desgraça (o poder político, imprensa, artistas...) faz coisas ruins e o brasileiro ridiculamente aceita as porcarias, empurradas goela a baixo.
Sendo assim, tanto quem produz, quanto quem consome, vilão da história.

A indústria produz porcaria, o povo consome e a “parceria do cão” está feita.
Seria mais cômodo, e “talvez” injusto, dizer que a influência ou o poder sobre o povo é que dá o rumo de toda nação, ignorando a capacidade humana de discernir as coisas, simplesmente dizendo que o povo é burro e alienado, procurando somente um vilão.
Mas, tanto quem influência quanto quem é influenciado tem culpa.

Talvez isso nos leve a pensar que está tudo perdido, que não podemos acreditar no povo.
O povo que consome, dá audiência, valoriza coisas banais, ridículas deixando os valores morais, intelectuais, um exame profundo, o pensamento crítico de lado optando quase sempre pelo senso comum, deixando assim uma sociedade mal vista à beira da descrença social. Mas posso ainda culpar uma minoria?

É melhor atribuir a culpa a nós e a todos, combatendo o comodismo e lutando por uma sociedade melhor, acreditando que o povo é capaz de mudar o rumo e dizer não. Assim como a influência pode despertar no povo um olhar diferente do senso comum. E assim acabando a produção de porcarias no país. Acreditando que as indústrias, produção artística, imprensa, que as autoridades resolvam assumir um compromisso com a mudança para melhor, evoluindo e desenvolvendo o Brasil, o mundo.

Política, religião, educação (com valores morais), são ferramentas capazes de dar a liberdade das pessoas da maldade, da ignorância, da desgraça que domina, para um mundo melhor. Mas para isso, alguém tem que ceder. Se o povo ou o poder, começar. Esse sistema já se desestabiliza. Não há poder sem subordinados. (não há influência) Que o poder saiba influenciar de maneira positiva, contribuindo para a liberdade e estimulando o povo a sair da ignorância, da miséria cultural e que sejamos instrumentos de uma boa mudança social.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Fim do Mundo no ano 1000

No limiar do ano 1000, todos eventos considerados "anormais" eram relacionados ao "fim dos tempos" ou "apocalipse".

Semana passada entre os assuntos mais comentados na internet esteve a decepção do pastor evangélico Harold Camping e de seu séquito que havia marcado a data do fim do mundo para o dia 21 de maio de 2011. (para os menos informados a nova data agora é 21 de outubro). Ficaram de cara pra cima, esperando pelo "arrebatamento' que não veio.

O número "cabalístico" 2.000, suscitava os mais eloquentes discursos apocalípticos. Tinha até a história do 'bug do milênio" que geraria uma apagão nas telecomunicações e anunciaria "o ínicio do fim". Aí veio o ano 2000, nada aconteceu, e os apocalípticos de plantão foram para casa esperar pelo "próximo fim do mundo". Então desenterraram o "calendário maia", que diga-se de passagem não tem nada a ver com o "Apocalipse de S.João" e marcadaram a data do fim do mundo: 2012.

Os maias não eram tão idiotas assim, eles estipularam um calendário de mundanças de ciclos, avaliando o movimento do sol e do sitema solar em torno do eixo galático. Não tem nada de "fim do mundo". Falam apenas de mudanças e transformações. Mas aí, o Mel Gibson que segue ao pé da letra a cartilha do Bispo Hatzinguer leia-se Papa Bento XVI, aquele que fez escola no Tribunal do Santo Ofício, leia-se Santa Inquisição, em pleno século XXI, e transforma os maias em um povo decadente e sedento de sangue (erro histórico: quem tinha este comportamento eram os aztecas) com uma história de um eclipse e coloca os espanhóis cristãos como "salvadores" dos pobres índios maias, o Tribunal do Santo Ofício agradece a Mel Gibson pelos serviços prestados.

Ano 1000


Bem, mas esse não é o tema central da postagem, mas sim, um estudo que fiz na Faculdade de História da USP, nas aulas de historia medieval, muito elucidativo na compreensão do fenômemno também conhecido como "milenarismo". Estudamos uma coletânea de textos medievais produzidos nas proximidades do ano 1.000. (Para quem se interessar o autor é Georges Duby). É relamente incrível ver como funciona o pensamento humano, prioncipalmente quando é dirigido, manipulado, por assim dizer com o propósito escuso de "arrebanhar almas".

Nas proximidades do ano 1000, com, a escassez de informações e meios de comunicação todo e qualquer evento considerado "anormal" era tido como "sinal dos tempos". Um texto de um monge trata que em um comunidae rural da europa central, o nascimento d euma galinha com duas cabeças (fato comum estudado na escolas de zootecnia) causou grande alvoroço, fazendo com que afluíssem à catedral, centenas de crisãos penitentes querendo se redimir do pecados antes do fim do mundo.

Da mesma forma, pragas e pestes (que sempre assolaram a humanidade), guerras ou mesmo casos de violência gratuíta entre pessoas da mesma família, eram atribuídos ao "anti-cristo". Surgiram pregadores por toda europa e memso a igreja oficial também se beneficiou dos eventos.
E quando chegou o ano 1000 e o mundo não acabou, sabe o que aconteceu: os "apocalípticos de plantão" marcaram nova data 1.033, ou seja, o aniversário de mil anos de morte e ressureição de Jesus.
Os estudos destes textos me trouxeram a certeza de que muitos eventos que são interpretados como "anúncio de fim de mundo", são na verdade mais comuns do que possamos imaginar.

Mas o que é o apocalípse afinal?

Apocalipse não tem nada a ver com "fim do mundo", o termo significa "revelação" e já lí interpretações, muito plausíveis de que na verdade os textos de S.João tentam descrever o processo de acese, algo que os hindus descrevem como a "subida da kundalini".
O "arrebatamento" seria na verdade um processo individual de acese ou assenção espiritual e não uma fantasia coletiva de gente subindo aos céus "com tripa e tudo".

A energia primal contida no chacra básico (sexual) faz sua passagem por cada um dos seis chacras acima (sete selos). Um processo de fato 'apocalíptico", pois a energia selvagem da vida destruiria no seu caminho todas as idéias de conforto e bem-estar projetadas pelo meio social em nossa mente. Passaria pelo coração (o "Cristo") e terminaria por se projetar através do chacra coronário, reestabelecendo definitivamente o contato céu-terra, através do homem, perdido no tempo mítico da queda do paraíso. Tudo isso é simbólico, até por que o "céu", começa de fato, na nossa cabeça. O processo é descrito com a subida de uma 'serpente" ou também do despertar de um "dragão". Uma metáfora ao poder destrutivo da energia selvagem e descontrolada, que não se contém mais pelo molde social e somente pode ser guiada, dirigida pelo coração (o Cristo).
A Bíblia é riquíssima, mas a pobreza está na maneira com que vem sendo estudada e transformada em um grilhão para a consciência. Estudar e conhecê-la através de seus símbolos permite uma alcance muito maior da própria consciência, uma liberdade de interpretação que é sobretudo o indesejável para a s instituições religiosas que preferem ter o domínio dos corações e mentes e ao invés de libertá-los para o verdadeiro vôo da consciência.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O caso do Teatro Grande Otelo

Ao se avaliar a reação de algumas pessoas sobre a reconstrução total (e necessária) do Teatro Grande Otelo, parece até que se propôs demolir a Capela Sistina e o magnífico afresco de Michelangelo que adorna seu teto. Menos pessoal, menos. Sou seguramente contra a demolição de qualquer monumento de real valor histórico, por mais insignificante que possa parecer a muitos, disso ninguém duvide. Mas no que diz respeito ao teatro em questão, venhamos e convenhamos não há nada, absolutamente nada que justifique reações tão iradas, nervosas e intempestivas.
William H. Stutz 
Veterinário Sanitarista
Três meses depois da declarada opinião do sanitarista William H. Stultz pelo Jornal Correio de Uberlândia,  e de decorrentes manifestações contra a demolição do Teatro Grande Otelo, hoje, 23 de Maio de 2011, foi assinada pelo Juiz João Ecyra a liminar que impede a demolição do Teatro, construído em 1966 e revelado patrimônio da cidade. Liminar com certeza também vista  pelo veterinário sanitarista como uma reação "não justificada, irada, nervosa e intempestiva", com a diferença que agora a ira é "legal".

A cerca da visão atada do veterinário,  tenho a opinar que ela se explica por sua formação acadêmica, mas não se justifica quanto a seu cunho pouco totalizante. A opinião que tenho a dar nessa resenha também pode se limitar a minha formação de arquiteta e urbanista mas jamais entrarei em aspectos que desconheço ou limitar a discussão sem prever o contexto material e imaterial que circunda o Teatro Grande Otelo.

O laudo técnico apresentado pelo prefeito Odelo Leão, que afirma a necessária demolição do teatro não está errado. E eu nem teria um contra-argumento para "desmentí-lo" ou contestá-lo. Mas a discussão não é a validade do laudo apresentado pelo prefeito! Veja bem Senhor Stultz! Do que vale um atestado de demolição sem um atestado de restauração? Sem um projeto de revitalização e readequadamento do espaço? Sem a garantia que os profissionais que dependem desse tipo de edifício terá o Teatro Grande Otelo reconstruido?  Profissionais esses que não estão irados sem justificativa mas desiludidos com as promessas já descumpridas ene vezes. Demolido para vir a ser erguido daqui mais 10, 15 ou 20 anos, prefiro que a natureza seja encarregada de encerrar o ciclo vital do Teatro Grande Otelo!

O que o prefeito Odelmo Leão não reconheceu não foi o que o Juiz João Ecyra alegou ser o Teatro Grande Otelo - um patrimônio integrante do contexto urbano da cidade e por isso passível de proteção legal - mas o  fato incontestável de que estamos fartos de atestados. Atestados de demolição...atestados do descaso do poder público ou o atestado de nossa tardia manifestação. O que se reinvindica é uma ação que justifique qualquer mínima intervenção desse patrimônio, e que, principalmente, suceda seu uso para aqueles que dependem desse espaço cultural, profissionais e gozadores de produção cultural. Distante disso, dou a natureza todo poder...meu culto à ruína.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quem paga o preço?

Ao próprio corpo

Foi debatido muito nos últimos dias a questão homossexual, casamento e etc. Este tema também pode caminhar junto à onda das coisas que  são ruins, ou boas, o que é muito relativo, porque o que é bom para mim pode não ser para o meu próximo e vice-versa.
Quando o estado decide que um homem pode casar oficialmente com outro homem, ele contribui para a diminuição do pré-conceito, facilita as relações homossexuais e até contribui` com o movimento GLS. Antes não havia um reconhecimento das leis quanto a união civil. Agora é direito do cidadão ser reconhecido oficialmente pela sua relação afetiva com pessoas do mesmo sexo. Mas até onde o estado pode intervir positivamente ou negativamente na maneira de viver da população? Exemplo: Se um casal de gays, agora casados oficialmente, fizerem sexo anal, o estado jamais poderia intervir. LÓGICO! SERIA UM ABSURDO. Mas se o mesmo casal decidir acender um cigarro de maconha, “o bicho pega.” Da mesma maneira que a lei não deve dizer o que você pode fazer com o seu corpo para a questão homossexual, ela também não deveria ter que dizer o que o ser humano pode ingerir em seu corpo.
Até onde vai a autonomia política capaz de decidir a vida dos seres humanos em geral? Se houvesse uma pesquisa entre fumar maconha ou se casar com uma pessoa do mesmo sexo (incluindo fazer o que eles fazem durante um casamento) certamente a maioria iria preferir fazer a cabeça. Mas a lei não precisa decidir o que um individuo deve ou não fazer com o seu próprio corpo, desde que o mesmo homem seja educado corretamente.

O papel do estado

Existem modelos de educação familiar com liberdade e orientação e proibição sem orientação. O Brasil, atualmente adota praticamente a segunda opção e quando resolve liberar,  não orienta.
Mas o estado deve apenas cuidar da prática burocrática do casamento, legalizar ou não a produção industrial da droga e controlar. Se o resultado é bom? Já é outra estoria. Mas não é desculpa dizer que causariam transtornos caso liberasse, porque se o argumento for esse, teremos que proibir outras drogas também.
Mas o trabalho ainda não é esse, o trabalho é ORIENTAR e dar EDUCAÇÃO para que as pessoas possam decidir o que elas querem da vida. Porque até então, mesmo proibida, há um consumo razoável que poderia ser controlado, colocando um fim no tráfico que mata milhares de famílias. Resta saber o que mata mais. O tráfico ou a droga? A maconha já está em uso mesmo sendo proibida e o tráfico também. Já dá pra saber. Vale a pena ir além e olhar os índices da bebida Alcoólica. " A droga legal. " O mínimo para o estado seria não induzir. Mas as leis não vão contra os empresários, porque políticos querem dinheiro e dinheiro vem dos consumidores que consomem das industrias que levam o dinheiro até o governo que leva o dinheiro até os políticos.

A publicidade defende a droga

Enquanto isso, o consumidor é bombardeado de propagandas induzindo ao consumo(rodas de amigos bebendo, esportistas, ídolos e mulheres gostosas).
Já foi um passo dado proibir as propagandas de cigarro. Era ridículo ver um famoso, um atleta escalar uma montanha e acender um cigarro ao topo. Ao menos  o astro poderia escalar a montanha e acender um cigarro de maconha para relaxar. Quimicamente falando teria mais sentido do que um cigarro de tabaco cheio de tóxico. Mas fumaça, drogas e esporte não combinam nada bem. Avisa isso para o Cafú, Luis Fabiano(Guerreiros da Brahma) para o Ronaldo, que fazia gol seguido do símbolo da brama com o dedo indicador. Qual a diferença das propagandas de cerveja (permitidas), para as  de cigarro que já foram proibidas? Qual a diferença da maconha(proibida) para a bebida que é permitida e estimulada, sendo que os índices de desgraça(mortes) pela bebida no trânsito, nas famílias e na juventude são desastrosos. Para saúde, ambas são ruins. O álcool não é bom suficiente para ser induzido na TV para quem quiser ver.
“ Criancinhas, olha o que vocês poderão beber no futuro, é uma delícia.” Imagine a interpretação da criança ao ver ídolos fazendo propaganda, somado ao papai bebendo no churrasquinho de quintal. Seria melhor o locutor dizer no final do comercial: “ Brasil, formando alcoólatras.” Publicidade vende mentira! Que tal colocar o Ronaldo, o Cafú, o Luis Fabiano, a Ivete Sangalo pedindo a população para praticar esporte, cultura e se livrar do álcool. Dizendo o quanto faz mal tais drogas lícitas. Esses personagens querem dinheiro, mas garanto que, para campanhas como essas, tem até quem faça de graça, ou nós pagamos através do governo. A gente já paga tanta coisa, que nem sabemos, um pagamento a mais ou a menos não faria diferença, a causa é melhor do que o preço que pagamos pela consequência das negativas propagandas. Publicidade que diz verdade não faz dinheiro e sim valores morais e sociais. O que vale mais a pena, investir em produtos ou investir na formação do ser humano?

Um sonho

Se houver orientação e uma boa educação (inclui ensino antidrogas em geral) a coisa melhora. Nas escolas existem, por exemplo, ENSINO RELIGIOSO na qual esse ensinamento é uma boa pauta para começar e é melhor do que ensinar a bíblia, apesar de ser um livro sagrado não é papel da escola. Sem contar as aulas de ciência que pode mostrar os efeitos das drogas (inclusive cervejinha e cigarrinho
Ao invés de gastar dinheiro com policiais nas ruas , com traficantes, usuários, jovens desorientados na cadeia... Gaste com lazer, cultura, esporte ou até mesmo com mais um turno escolar.
            Leis são criadas proibindo drogas, mas não são criadas para tirar dinheiro das industrias de bebidas. Não sou especialista mas a ordem deveria ser algo assim:

Primeiro: É proibido estimular comercialmente qualquer tipo de drogas.
(Serve para remédios. O médico é quem deve dizer qual é o melhor remédio e não a publicidade)

Segundo: O dinheiro arrecadado de impostos de industrias, comércios com drogas lícitas, deve ser revertido em orientação sobre a própria droga nos meios de comunicação, nas escolas e em órgãos de tratamento da própria droga.

Se após esses investimentos, o governo perceber que o dinheiro não está sendo suficiente para reparar os estragos que a legalização faz, talvez seja mesmo a hora de rever o que deve ser liberado e o que deve ser proibido ou então controlar o consumo e continuar a orientação.


Ciência e legalização

            Na natureza existem muitas drogas. Não seria melhor tratar as drogas como são tratados venenos? Eu nunca encarei beber veneno de árvores com medo do resultado. Mas encarei cerveja porque ela é “normal” (mesmo sendo álcool) E ninguém precisou proibir, a não ser a recomendação da mamãe. Inclusive o álcool(tampa azul, álcool mesmo) não é proibido e também ninguém quer. Mas se fosse misturado com leite condensado, produzido, comercializado e induzido... iria ser comprado. Temos que ter base científica para que dizer o que é bom e o que é ruim para depois legalizar ou proibir.

Legalização deve ser uma questão mais química do que financeira.
 (No Brasil é ao contrário)

O preço da desgraça

Mas financeiramente compensa pra quem?
Algumas empresas, jornalistas, militares, delegados, médicos, juízes, motoristas, clínicas, funcionários em geral, vivem disso. Quantas profissões são criadas para atender essa demanda e quantas pessoas precisam viver da desgraça. A legalização da maconha aumentaria essa demanda e todo esse sistema ficaria mais rico ainda, mas vale a pena investir?
O dinheiro arrecadado de impostos com empresas de bebidas e cigarros, depois de serem indiretamente roubados por corruptos(que se beneficiam do sistema) são gastos com a consequência da legalização e o consumo do produto.
O que vale mais a pena? O tráfico e o estimulo ao consumo, ou a legalização junto a uma boa orientação e controle da produção?
A questão já não é proibir ou legalizar e sim fazer um sistema digno funcionar e orientar. Eu não quero medir o que vale mais a pena, mas posso dizer que quem quiser se alterar psicologicamente, a natureza está ai para lhe atender. A natureza já legaliza. É muito fácil. Para impedir isso a única maneira é utilizar o dinheiro que é gasto com o crime, com armas e publicidade em orientação a verdade as nossas crianças e a população.  Ou continua toda a população pagando o preço.

As religiões

A maioria dos Brasileiros são cristãos, distribuídos em diversas religiões. Faz parte da filosofia cristã, da bíblia, o livre-arbítrio, citado nas escrituras sagradas, na qual o homem pode fazer o que quiser e assumir as consequências. As vezes as leis humanas interferem diretamente no livre-arbítrio, dizendo o que você deve ou não fazer e lhe forçando consequências. Então, se Deus dá ao Cristão o livre-arbítrio porque o cristão-político, tira o livre-arbítrio do ser humano proibindo algumas ações que muitas vezes atrapalham tão somente ao próprio individuo. Numa democracia, a lei representa quase todos e quase todos são cristãos. E se a gente trocasse todas as nossas leis pelos mandamentos bíblicos com algumas inserções da palavra de Deus? O que aconteceria? Não seria impossível num país de tantos religiosos, nesse sistema democrático. A minoria teria que se adequar as ideologias da maioria, mesmo sendo contra. Isso já acontece. A mesma maioria que se diz Cristã está dizendo através de leis: “Cerveja e cigarro é legal, maconha é ruim.”  Neste caso, evangélicos, maconheiros... tem que aceitar a ideia, mesmo sendo contra. Existe um ditado que diz: “Quem quer agradar a todos, não agrada a ninguém.” Ou libera tudo, ou proíbe tudo. Fácil não é? Não é bem assim. A liberdade era para ser lógica aos cristãos porque há o livre-arbítrio, inclusive é uma ideia fácil de ser assimilada não são eles que dizem que o ser humano pode fazer tudo(livre-arbítrio), mas também deve assumir tudo(plantio e colheita). Livre-arbítrio e anarquia caminham juntos. Mas não sabemos ainda viver sem leis. É ai que entra a religião, porque quem sabe se tivermos mais amor, verdade, perdão, paz, luz, caridade... o ser humano não consiga se livrar das leis que tanto desagrada alguns e agrada a outros.
Enquanto isso.... No Brasil existem muito mais botecos do que igrejas, o que é “justo” afinal o brasileiro trabalha a semana inteira esperando a sexta-feira chegar para se embebedar.
Atenção cachaceiros, também vamos ser justos com os religiosos, enquanto vocês esperam a sexta feira chegar eles esperam o dia de suas reuniões, do culto, etc... para  se reunirem. Temos que reconhecer que há muitos casos de  “salvação” de alguns indivíduos da sociedade que já mataram, roubaram, assassinaram, se drogaram e se viciaram e agora estão melhores de vida. Não vale a pena julgar, nesses casos a religião teve um papel importante. Enquanto isso a saída para os que são contra a única saída para alguns é “Adotar a Deus” .
Só não vale trocar um vício por outro, o ideal é buscar sempre o equilíbrio.
Quanto as drogas, ciência e religião, no geral, falam basicamente a mesma coisa. “Drogas são ruins” e quando não falarem a mesma coisa, em temas sem comprovação, como a origem do ser humano, o ideal é mostrar os dois lados, afinal tem coisas que a ciência não consegue provar totalmente e a religião explica a sua maneira e as nossas crianças, com conhecimento de ambas ideias podem tirar suas próprias conclusões quando estiverem adultas, assim deve ser tratado diversos temas.

Justo

O ser humano tem o livre-arbítrio além de seus direitos assegurados por lei. Só não é justo e democrático, que alguém que não queira fazer uso de drogas, ou não queira se beneficiar dessas leis, pague o preço. É preciso deixar o ser humano ser livre para fazer suas escolhas e orienta-lo de maneira correta quanto aos malefícios das coisas, pra isso existe a ciência, que define e estuda as coisas químicas legalizadas ou proibidas.

Conclusão: A questão não é legalizar ou proibir, o caminho é educar e orientar.

Mas se ainda sim, não quiserem trocar um sistema consumista pela verdade,  ao menos não estimule milhares de crianças, jovens e pobres a se drogarem através da publicidade e do mal exemplo as nossas crianças e jovens que serão o futuro do nosso planeta.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fora de sala de aula

Alunos recebem passe livre para fazer o que quiser com amparo dos pais e da escola. De quem é a responsabilidade?

Todo mundo se preocupa com a educação dos jovens em sala de aula. O que está sendo passado aos alunos, o que eles estão aprendendo. Mas não sabe que a sala de aula é um compromisso de apenas 4 horas. O que acontece no contra-turno?

Essa semana eu tive contato com um caso de um aluno, em que o Professor pediu para que os alunos apresentassem uma receita alimentícia. Eles não poderiam escolher seus integrantes do grupo, poderia ser uma atitude preconceituosa, então os alunos com amparo escolar fizeram uma reunião na casa de um colega.
Ai, eu me pergunto: Alguém pode me afirmar o que foi feito lá além do trabalho? E se tivéssemos entre os integrantes usuários de drogas (o que não é raro) jovem em plena puberdade a fim de perder a virgindade procurando parceiros? Na certa essa seria uma boa oportunidade. Eu já aproveitei muitas oportunidades do tipo. Mas eu não sei o final sobre esse caso. Otimista, eu acredito que o trabalho foi bem aproveitado. Mas só Deus sabe.
 E se tivermos um caso diferente na qual o filho utiliza do recurso para fazer um trabalho fantasma? O pai certamente irá liberar, já que é comum a escola amparar essas atividades. Os jovens estarão com passe livre para fazer o que quiserem durante o “trabalho escolar”.
Para reuniões como essas a escola deve pedir uma autorização para os pais?
A responsabilidade é da escola, do professor ou do maior de idade dono da área externa? Do menor de idade é que não é.
Enquanto isso o pai está tranqüilo e o aluno está na execução de um trabalho escolar. Será?
Há casos em que o aluno não gosta de participar das atividades, mas não pode dizer não com medo de perseguição por parte dos alunos e até do professor. Mas se sente obrigado a fazer com medo de perder nota.

Existe uma orientação das autoridades ou das escolas sobre essas atividades? Do tipo: 

Trabalhos escolares em grupo devem ser realizados no âmbito escolar ou mediante pedido oficial de autorização, da direção da instituição, aos pais 

Eu sei que devo estar atrapalhando muitos esquemas, mas é bom que os pais fiquem de olho, que as escolas (públicas e particulares) deixem claro até onde vai a sua responsabilidade e que passem ao professor o que deve ser feito durante a execução de idéias de trabalhos a ser passado aos alunos.

Segundo Leandro Altheman, que além de jornalista é pai.  “O mais correto é que as escolas tenham um espaço adequado para estes trabalhos, bibliotecas, salas de leitura, para receber grupos de trabalhos escolares no contra-turno escolar. Resolveria mais da metade dos problemas sociais se as escolas tivessem estrutura para oferecer esporte, cultura e lazer no contra-turno. Que tal usar a grana do pré-sal para isso?”

Que as autoridades assumam o papel de se responsabilizar pelo jovem dentro e fora da sala de aula com opções de lazer e cultura, através de leis regulamentem a execução de tarefas em grupo fora das instituições escolares.

Piadinha de história

Beatificamos um papa  
Casamos um príncipe  
Fizemos uma cruzada
Matamos um mouro

Voltamos à idade média.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Você se considera um marxista?

Eu tenho meu pé atrás com quem se diz Marxista em pleno século XXI. Tanto porquê posso dizer com absoluta certeza que grande parte dessas pessoas só leram (se leram) Marx no colegial, incentivados pelo professor de sociologia. E isso porque não acredito que um adoslecente de 16, 17 anos consiga ler Marx. (Eu, com meus vintes e poucos não consigo se não tiver um professor do meu ladinho explicando tudo.) Minha pergunta sempre foi: Será que devemos ainda enxergar a sociedade como um atrito burguesia x operários? Comunismo x Capitalismo?

Já em 1918, o teórico Antonio Gramsci discutia a morte e a ressureição do Marxismo. Granmsci atualizou Marx para a democracia e o pensamento esquerdista e considerou a luta não-armada e cultural como o processo para as novas revoluções. O texto Marx e o Reino da Consciência é uma leitura gostosa pra quem compartilha comigo os mesmos questionamentos. O texto já começa com uma frase um tanto pertubadora:

Somos marxistas? Existem marxistas? Somente tu, estupidez, és eterna. Essa questão provavelmente ressuscitará estes dias, por ocasião do centenário, e consumirá rios de tinta de estultice. A vã quinquilharia e o bizantinismo são heranças imarcescíveis dos homens. Marx não escreveu um catecismo, não é um messias que tenha deixado uma fieira de parábolas carregadas de imperativos categóricos, de normas indiscutíveis, absolutas, fora das categorias do tempo e do espaço. Seu único imperativo categórico, sua única norma é: "Proletários do mundo inteiro, uni-vos." Portanto, a discriminação entre marxistas e não marxistas teria de consistir no dever da organização e da propaganda, no dever de organizar-se e associar-se. Isto é muito e, ao mesmo tempo, muito pouco: quem não seria marxista? E, sem dúvida, assim são as coisas: todos são um pouco marxistas sem o saber. Marx foi grande e sua ação foi fecunda não porque tenha inventado a partir do nada, não por haver engendrado com sua fantasia uma original visão da história, mas porque com ele o fragmentário, o irrealizado, o imaturo, se fez maturidade, sistema, consciência. Sua consciência pessoal pode converter-se na de todos, e já é de muitos; por isso Marx não é apenas um cientista, mas também um homem de ação; é grande e fecundo na ação da mesma forma que no pensamento, e seus livros transformaram o mundo, assim como transformaram o pensamento. (continue lendo aqui)

sábado, 14 de maio de 2011

A história das coisas


-  Porque tantas coisas são criadas?
-  Para onde vão parar todas as coisas?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

momentos...

em algum instante devemos parar e pensar:
"o que valeu a pena?"
se tudo vale a pena,
deve-se imaginar até que limite agir,
até onde podemos ir,
até quando podemos resistir...

ação requer desejo, vontade, gana
gana de vencer, de ganhar, de ser
vontade de fazer acontecer,
desejos que vem do sonhar!

ir até onde nos pés nos levarem,
até onde nossa mente permitir,
ate onde o coração iluminar,
até onde sonhar nos faça existir!

resistir significa viver,
significa sobreviver em meio a uma conflituosa sociedade,
viver sobre tantos e quantos acontecimentos
que nos fazem pensar:
"vale a pena?" ou "valeu a pena?"


Yuri Augustus

PS: acredito que valha, desde que possamos sonhar, sem sonhos nada somos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Leandro Altheman


Leandro Altheman é jornalista, radicado na Amazônia Ocidental desde 2000. Formado na USP, transmite seus ideais pela televisão e nas ondas do rádio. Coordenando o departamento de jornalismo do Sistema Juruá de comunicação, no Acre, realiza estudos entre povos nativos da região afim de realizar o "Em visita a aldeia". A repórter Jackeline Teles pode conhecer e mostrar um pouco mais sobre os nativos com um diálogo entre a cultura tradicional e a sociedade. “Aceitei o desafio de promover o diálogo entre desenvolvimento e preservação”.

Além de ser mais um contribuinte do Idearium escreve no www.juruaonline.com.br e no www.terranauas.blogspot.com.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

Quem for contra o casamento gay... Não case com um gay!


Provoquei os mais veeementes protestos dos leitores evangélicos com a postagem no Jurua online. Uma pena que a maioria das pessoas parece não perder tempo para ler , somente escrevem em cima de impressões.

O fato é que sou contra o casamento gay. Por isso não caso com gay!

Em dez anos de jornalismo e quinze de xamanismo, aprendi uma lição: opinião não é conhecimento. De que vale minha opinão pessoal diante do fato consumado de que devem existir pelo menos centenas destas uniões em todo Brasil.

A postagem é antes de tudo em defesa da separação entre Estado e Igreja. Alguns leitores vieram lá com os seus versículos para justificar a não-união entre pessoas do memso sexo.

Ora, é justamente sobre isso que venho falando: usar a bíblia como código civil não é muito diferente de usar o alcorão como constituição, que é o que acontece nos países fundamentalistas. Aliás, um pelo outro, eu prefiro o alcorão, que pelo menos permite um homem casar com quatro mulheres.

Deixando de lado as preferências sexuais e concepção religiosa de cada um, vamos aos fatos:

1º - A união civil entre pessoas do mesmo sexo, apenas garante direitos civis para este tipo de união, chamada “homoafetiva”. Na prática, o Estado brasileiro apenas reconhece a legitimidade de direito, para um tipo de união que já existe de fato.

2º - A decisão do STF baseia-se claramente no princípio de separação entre Igreja e Estado, e o STF, de maneira muito clara e objetiva analisou a questão sob o prisma do Estado e não da Igreja. Cabe ao estado reconhecer o direito de seus cidadãos.

3º - O mesmo princípio de separação entre Igreja e Estado, a priori, impede qualquer tipo de ingerência do Estado sobre os assuntos da Igreja. Ou seja, o Estado brasileiro, jamais poderá obrigar qualquer igreja a realizar algo que vá de encontro aos seus princípios.

O episódio é mais um desafio para o estado laico brasileiro e se opõe frontalmente à tendência de as igrejas dominarem o debate político.

Pessoalmente, posso ser até contrário a este tipo de união, mas como defensor das liberdades individuais, jamais poderia aceitar que por razões religiosas e morais, pessoas nestas condições não tenham acesso à cidadania plena.

Tenho sido, por exemplo, um crítico contumaz do proselitismo homoafetivo nas novelas da rede Globo, mas isso não me impede de enxergar que a decisão do STF é a mais correta do ponto de vista jurídico: ou seja, de que direitos devem ser reconhecidos pelo Estado.

O que muitos parlamentares não vêem ou não querem ver, é que o mesmo Estado Laico, aquele que separa as razões de estado e igreja, é na verdade a única garantia de que as liberdades religiosas continuarão a serem respeitadas. Ou seja, se uma igreja, a partir da interpretação doutrinária de suas escrituras, entende que o homossexualismo é condenável, está no seu pleno direito de pregar contra esta prática, no seu âmbito religioso.

Em outras palavras, ao Estado cabe reconhecer direitos, e à Igreja cabe convencer seus fiéis a terem uma conduta condizente com sua base doutrinária. Cada qual no seu papel. Simples assim.

Que se use agora o pulpito, e não a tribuna, para pregar valores morais:

"Meus irmãos, Deus não quer que você dê o seu boga!"

Deixar que razões religiosas interfiram nas políticas de estado, seria se aproximar perigosamente dos regimes fundamentalistas do oriente, onde a base legal é dada pelo Alcorão.

Por outro lado, permitir a ingerência do estado em questões religiosas, nos aproximaria de um regime chinês, onde as razões de estado sufocam as liberdades individuais e interferem no trabalho das igrejas, a ponto do governo nomear os sacerdotes.

Outra coisa: os pastores estão preocupados de que a PL 122 possa impedí-los legalmente de realizar pregações contra o homossexualismo. Me parece uma inverdade.

A PL 122 apenas altera o texto constitucional que criminaliza o preconceito contra raça, sexo e credo, acrescentando tb orientação sexual. Se fosse crime, já teria muito pastor preso por pregar contra o espiritismo, a umbanda, e o próprio catolicismo, não apenas dentro das igrejas, mas também no rádio e na televisão.


Aliás, todo ano, em época de novenário é amesma coisa: pastores pregando contra as procissões. Alguém uma vez respondeu judicialmente sobre isso?


Embora considere uma perda de tempo, usar o espaço sagrado de um templo para ficar falando mal de outras religiões, defendo o direito de que possam fazê-lo, afinal de conta, estão na casa deles e faz sentido que tentem convencer seus fiéis a terem um comportamento condizente com as escrituras.
Mas lembrem-se: o que serve para uns, pode não servir para outros. Isto é democracia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Moisés tomou ayahuasca?


A declaração foi feita pelo especialista em psicologia cognitiva da Universidade Hebraica de Jeruslaém, Benny Shanon.

Leandro Altheman

A palavra páscoa deriva do hebraico "pesach", nome que significa literalmente "passagem".

É uma alusão à passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho. Passagem que determinou a sua afirmação enquanto povo. O que a descrição bíblica quer ensinar é de que a travessia do impossível se torna possível a partir da fé e da orientação divina. Durante milênios os hebreus se reuniram para a comemoração em que este ensinamento é passado para as novas gerações, transmitindo a essência.

A páscoa cristã foi uma “reivenção” da páscoa hebréia . Conta a tradição bíblica que a ressurreição de Jesus que ocorreu durante a comemoração do "pesach". Também há aí o sentido de uma passagem através do impossível, ou seja, a própria morte.

Agora, voltemos a Moisés e de onde exatamente ele recebeu a orientação divina para a sua missão de conduzir o povo.

A história bíblica conta que Moisés subiu o Monte Sinai e lá, diante de uma "Sarça Ardente", teve as revelações divinas com as quais conduziu o seu povo. "E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui". (Exôdo. Cap. 3).

Apesar de não trazer detalhes de como teria sido esta conversa entre Moisés e a "Sarça Ardente"; mas o fato é que uma planta serviu de ponte entre homem e Deus.

“Foi em virtude deste acontecimento que Moisés passou a referir-se à Deus, como aquele que habita na sarça o que fez pela primeira vez durante a bênção das tribos de Israel” (Deuteronômio 33:16).

O professor israelense Benny Shanon, da Universidade Hebraica de Jerusalém causou protestos entre os judeus ortodoxos ao sugerir que o profeta Moisés teria ingerido Ayahuasca. O professor teve contato com a bebida em 1991 na Amazônia Brasileira, mais exatamente em Rio Branco, Acre.

A Molécula da Fé

Pesquisadores do inovador campo da consciência humana associam que importantes "passagens" da humanidade tenham ocorrido através da liberação do DMT (dimetil-triptamina) no organismo. O DMT é uma substância produzida pelo próprio corpo, o que justifica a denominação de enteógeno (ente=ser) ao invés de alucinógeno.

Jejuns, determinadas doenças, vigília prolongada, situações extremas e outras privações são capazes de estimular a produção do DMT pelo organismo.

Uma das reações do DMT no organismo seria a percepção ampliada do Universo e a sensação de que os limites humanos, normalmente experimentados no dia-a-dia, seriam apenas produtos de nossas projeções mentais, sem relação intrínseca com a realidade subjacente. Em outras palavras, o Universo revelado pelo DMT é aquele onde os milagres são possíveis.

Obviamente, o DMT pode ter também a sua produção estimulada através da ingestão de determinadas plantas.

Revelando a “Sarça Ardente”

Particularemente, discordo do professor Benny Shanon, apenas por uma razão: as plantas da ayahuasca não vingariam no solo desértico e montanhoso do Sinai.

Mas voltemos então, à sarça.

"Sarça" é uma espécie de nome genérico para um tipo de arbusto espinhoso, da família das acácias, a mesma da Jurema. A “Sarça Brasileira”, ou seja, a Jurema é uma planta espinhosa do sertão nordestino. Não por acaso, assim como a ayahuasca, a Jurema é também utilizada como forma de conexão com o mundo espiritual em rituais indígenas.

Ayahuasca, Jurema, Peyote, Wachuma, Iboga e tantas outras centenas de plantas já catalogadas e outras por serem descobertas pela ciência são capazes de elevar a consciência humana ao nível do divino.

Com tantas plantas espalhadas pelos cinco continentes do planeta, capazes de despertar a consciência através da molécula do DMT, fica difícil acreditar que Deus só tenha se manifestado no Monte Sinai, para o povo Hebreu, e que o restante deste lindo planeta com incontáveis culturas e tradições esteja desprovido da presença divina. Acreditar nisto seria o mesmo que negar a própria realidade.

Libertação

Diante do povo Yawanawá, a história de Moisés, me veio de outro modo. Lembrei que os hebreus viviam como escravos, trabalhando na terra dos outros, e tendo que esconder sua própria cultura, alheios à história dos seus ancestrais.

Então Moisés subiu a montanha e lá no Monte Sinai, através desta planta sagrada, conversou com Deus e este lhe ordenou que retirasse seu povo da escravidão e o conduzisse pelo deserto até a Terra Prometida, e também fez severas recomendações com relação ao culto religioso quer deveria seguir a mesma forma da aliança selada anteriormente com seus ancestrais: Abraão, Isaac e Jacó.

Lá nos Yawanawá, existe um terreiro sagrado, onde cresce uma de suas plantas sagradas. O Mucá. De joelhos no chão e pés descalços, as lideranças do povo recebem instruções e orientações para conduzirem suas vidas pessoais e da comunidade. É através de suas plantas sagradas que vêm buscando se re-conectarem com a verdade de seus ancestrais.

É graças à esta orientação que os povos indígenas vão se transformando, de ex-escravos em protagonistas de sua própria história. Mesmo após o estrago cometido por missionários que tentaram impor uma religião e cultura alheias a sua ancestralidade, através do seu próprio universo espiritual e de sua próprias conexões eles recobram as forças para expulsar os indesejados e retomar a sua própria Terra Prometida.

Deixando para traz um passado de opressão e atravessando o seu próprio “Mar Vermelho”, realizando no seu dia-a-dia o milagre do impossível: renascer das suas próprias cinzas.

As plantas de poder são uma dádiva legada por estes guardiões.

Compartilhadas por milhares de pessoas em todo mundo das mais diferentes raças e religiões, as plantas de poder que têm revelado o verdadeiro milagre que é a Vida e o Universo em que vivemos.