sábado, 6 de fevereiro de 2010

Documerica: 70's em fotos

Em 1970 deu-se início a preocupação acerca das questões ambientais e que dizem respeito a sobrevivência da raça humana. Produtos tóxicos, espécies em extinção e superpopulação. Preocupações como essas culminaram no primeiro Dia da Terra (Earth Day) no dia 22 de abril de 1970 que agregou cerca de 20 milhões de americanos demonstrando seu apoio a reforma ambiental.

Em resposta a essa massa de movimentos ambientalistas o governo Nixon criou a Agência de Proteção Ambiental (EPA) pra reforçar os padrões de preservação ambiental. No primeiro aniversário da EPA foi iniciado o projeto Documerica a fim de documentar os sucessos e falhas da instituição. A idéia era documentar a mudança iniciada para que as próximas gerações entendessem os sucessos e as falhas cometidas.

O objetivo do Documerica não era só documentar as condições ambientais mas sim criar uma coleção de fotografias coloridas que estariam livremente disponíveis para o uso pessoal e da mídia de forma geral.

O volume de fotos tiradas foi imenso e as publicações já eram feitas. Devido a natureza e longo período do projeto a idéia foi cancelada em 1977 e o acervo teve acesso limitado a escritórios regionais.

Mais de 30 anos depois cerca de 15000 imagens foram digitalizadas e disponibilizadas no Acervo Nacional Americano. O resultado disso tudo foi uma boa documentação do cotidiano nos anos 70. Para nós fica uma bela coleção de imagens bonitas de livre acesso e utilização que podem ser vistas nesta coleção. Veja abaixo algumas fotos selecionadas. É bom lembrar que o Arquivo Nacional Americano faz um ótimo uso do Flickr. Confira aqui.




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

High School Musical - o Desafio

URL do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=qTFBp3erYao

Mais críticas aqui
Ganhe ingressos para o filme, aqui.
High School Musical - o Desafio
(idem, Brasil, 90 minutos, 2010)
Dir.: César Rodrigues
Com Wanessa Camargo, Tereza Seiblitz, Herbert Richers Jr, Olavo Cavalheiro, Paula Barbosa, Renata Ferreira
Nota no vídeo!

Gafe em rádio FM - Pablo Cândido

Cruzeiro do Sul - AC, 04 de fevereiro de 2010.

Era na tarde de quarta feira após expediente de trabalho na rádio Juruá FM, uma das maiores estações de rádio do norte do país, que um acidente aconteceu.

Eu estava escutando a rádio via internet, em outra sala, quando escutei que houve um problema e a rádio estava fora do ar nas prévias do jornal da tarde. Então, eu fui ao outro estúdio para ver o que aconteceu. Um colega de trabalho operando a mesa de som não estava conseguindo colocar o jornal gravado no ar.

A mesa de som possui algumas entradas de cabos e microfones, sendo que um deles era o canal na qual o áudio do jornal era captado e o outro era o do microfone, que fica ao lado do telefone. Então o telefone tocou no estúdio e antes de ter arrumado qualquer coisa, enquanto a rádio estava em silêncio eu atendi, com o seguinte diálogo com a namorada.

- Rádio Juruá, Pablo boa tarde.
- Oi amor, boa tarde sou eu.
- Oi minha flor! Que saudade.
- Hum... - Respondeu friamente a minha namorada.
- Amor, eu falo com você carinhoso e animado e você não diz nada.
- Sim amor, estou falando normal.
- Ah, é esqueci. O seu normal é falar desse jeito? Bebê, retribui o meu carinho!
- Sim, estou com saudade também.
- Amor, eu te amo.

O colega de trabalho olhava atenciosamente para a mesa de som, pensativo procurando encontrar a solução para colocar o jornal no ar.

- Lindinha, vou ter que ficar até mais tarde, mas queria te ver.
- Mas você não sai daí!- Reclamou a namorada.
- Mas é que eu estou gravando aqui.

É quando eu escuto o som da minha voz soar longe, em minha frente o microfone ambiente, o silêncio do estúdio e o canal da mesa de som aberto, era pra ele ter ligado o canal do jornal e não o canal do microfe que estava ao lado, já se passara tempo, o jornal fora do ar, trocado pelas minhas falas amorosas para minha namorada. Os telefones da rádio tocando, os ouvintes perguntando o que estava acontecendo, quem estava namorando na hora do jornal, até que o pessoal entra no estúdio e pergunta o que eu estou fazendo, que a cidade inteira está escutando uma conversa ao telefone.

Um ouvinte amigo ligou para o diretor da rádio e disse:

- Rapaz, deram uma mancada lá, tem um cara namorando ao vivo e está todo mundo escutando e ele está apaixonado!

Apesar da punição do operador de áudio, quem sofre sou eu. Constrangimento. Estou com vontade de ficar uma semana sem sair de casa. Na hora eu fiquei tenso, mas agora já até dá pra soltar umas risadas, pena não foi gravado.

Até que não falei nada de mais ao vivo, mas deu repercussão, pro povo a minha namorada não é carinhosa e todo mundo fica imitando a conversa que ficou no outro dia na boca do povo.

Transmitindo via radio no vale do Juruá (quatro cidades, seringais...) e via internet (para todo Brasil) em horário de maior atração da rádio.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Em Feveiro tem mais que carnaval

Em Fevereiro, para os que gostam de pular carnaval (apagar na sexta-feira pré-carnaval e só voltar a viver após a quarta-feira de cinzas) acontece no Teatro de Bolso do Espaço Cultural do Mercado Municipal, Cine Clube da Esquina. A programação está interessante e com filmes de variada nacionalidade, vale a pena conferir. A entrada é franca e acontece toda quarta-feira às 19:30.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Crítica em vídeo: Amor Sem Escalas



Para ver mais críticas filmadas, clique aqui.

(Up in the Air, EUA, 110 minutos, 2009)
Dir.: Jason Reitman
Com George Clooney, Anna Kendrick, Vera Farmiga, Jason Bateman

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mais uma vez, Haiti

Pode parecer mais um apelo filantrópico barato, mas é simplesmente impossível ver toda a tragédia que aconteceu no Haiti nesta última semana e não se comover, não se assustar e não se expressar sobre o ocorrido. Sabe essa história de que não pode ficar pior? Pois é, apesar de ter um dos piores IDH da América e do mundo, um índice de miséria e violência assustador, o país ainda passou por um terrível terremoto que desolou Porto Príncipe e demais regiões.

O mundo está comovido, e não podia ser diferente. Mesmo com toda a desorganização e dificuldades a ajuda vem de todos os cantos do planeta, de todas as formas e com o empenho de todos os países. Os EUA tomaram frente da ajuda humanitária e do controle do tráfego aéreo, o que vem causando certo frisson, com toda razão, por parte de outros países e por uma parcela da população haitiana, mas isso já é assunto para outro texto. O Brasil, que sempre tomou frente da ocupação pela missão de paz no país, continua fazendo seu papel, agora mais importante do que nunca, com ajuda financeira, militar, humanitária e sinceramente sentimental.

Embora o telejornal de maior repercussão no Brasil já esteja considerando o assunto batido (sofrimento demais cansa) e tenha colocado a matéria sobre o desastre no último bloco no jornal passado e, pasmem, com os repórteres falando diretamente de... NOVA IORQUE (?!?!?!?) sobre a o ocorrido em nosso vizinho americano. Os brasileiros não podem esquecer do que está acontecendo.

Celebridades do mundo todo estão engajadas: Oprah Winfrey faz apelos constantes por doações em seu programa para a Cruz Vermelha, que recebeu também 5,9 milhões arrecadados por Michelle Obama; Angelina Jolie e Brad Pitt também já doaram 1 milhão de dólares para a organização internacional Médicos sem Fronteiras; Nicole Kidman e Maggie Gyllenhaal durante seus discursos na premiação do Globo de Ouro também fizeram apelos para que o mundo se mobilizasse.

George Clooney organizou um show Hope for Haiti que acontecerá nessa sexta feira, dia 22, e será transmitido ao vivo para todo o Estados Unidos, onde grande nomes da música se reunirão para arrecadar fundos pela causa. Mas para quem é um mero mortal e também quer fazer alguma coisa, aí vai:

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276 - Conta Corrente: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

Médicos Sem FronteirasDoações com cartão de crédito
http://www.msf.org.br

Nações Unidas – PnudBanco:
Caixa Econômica Federal
Agência: 0647
Operação: 003 - Conta Corrente: 600-1

Nações Unidas – UnicefDoações online
http://migre.me/gDP1
http://www.unicef.org/

Cáritas Internacional
Banco: Banco do Brasil
Agência: 3475-4 - Conta Corrente: 23.969-0

Partners in Health
Doações por cartão de crédito
http://migre.me/gDPB
http://standwithhaiti.org

Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3CC: 91000-7 - CNPJ: 04170237/0001-71

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os piores filmes de 2009

Preparados para um show de horrores? Então aí vai a minha lista com os piores filmes de 2009. É claro que muito filme ficou de fora, afinal, eram apostas tão óbvias de serem ruins que nem me dei ao trabalho de conferir. Acho que esta é uma lista onde predominam os filmes que, na verdade, mais decepcionaram neste ano.

Antes da lista oficial, preciso citar dar menções desonrosas para dois filmes que assisti no FIC Brasília e que podem estrear no Brasil em 2010. Caso isso aconteça, corram léguas destes filmes. São eles Every Little Step (documentário sobre o musical Chorus Line. Ídolos deixa-o no chinelo); e Todos Mienten, que nem de filme eu chamaria (para mim, um compilado de situações desconexas e tremendamente entediantes).

Agora chega de enrolação, preparem os seus estômagos e confiram o Bottom 15/2009:



15º - Austrália (idem) – a saga que Baz Lührmann queria contar ficou tão confusa e melodramática que mais parecia um desfile de moda em novela mexicana do que propriamente um filme. Pobre da Nicole Kidman, que só tem errado nas escolhas dela.







14º - Os Normais 2 (idem) – os roteiristas perderam o espírito da série – e do primeiro filme – e fizeram elaboraram uma sequência infindável de situações grotescas e piadas batidas. Um desperdício. Nem Fernanda Torres conseguiu salvar o filme.







13º - Surf Adventures 2 (idem) – mais uma sequência nacional que não deu certo. Os depoimentos eram bem parecidos com os do primeiro filme, a proposta era a mesma, mas o encanto se perdeu. A falta de novidade e de ritmo fizeram deste documentário algo muito chato de se assistir. Merecidamente ignorado pelo público.







12º - Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler's Wife) – outro desperdício. Tinha uma proposta até interessante, mas pensem numa equipe perdida?! Nada deu certo e nem a apelação emotiva funcionou.









11º - A Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – The Age the Dinosaurs) – quanta decepção. Os dois primeiros filmes da série do brasileiro Carlos Saldanha eram tão divertidos, que assistir a terceira parte (cheia de novos e desnecessários personagens) foi um programa frustrante. Fora o oportunismo de lançar o filme em 3D (que de tridimensional pouco tinha), o que fez muita gente pensar que a nova tecnologia não era tão boa assim.




10º - Budapeste (idem) – ainda não foi dessa vez que conseguiram fazer uma boa adaptação de uma obra do Chico Buarque. O diretor de fotografia Lula Carvalho fez um bom trabalho, mas nem só de beleza vive um filme.






9º - Inimigos Públicos (Public Enemies) – o excesso de ação arrastada e o roteiro fraco e cheio de furos foram os principais responsáveis pelo fracasso deste filme. Arrecadou um bom dinheiro, mas poderia ter saído-se bem melhor. Fora a exaltação ao vilão. Ninguém merece aquela deturpação de valores. Para mim, a expectativa mais frustrada do ano.






8º - A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth) – fórmula reducionista, atuações preguiçosas e piadinhas machistas acabaram com este filme. E o que foi aquele efeito horroroso do balão, na cena final? Micão.






7º - Che: Parte 1 (Che) – a primeira parte da saga de Che Guevara foi tão arrastada que nem tive coragem de ver a segunda. Steven Soderbergh faz um filmes interessantes, mas definitivamente não dá para confiar.








6º - X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine) – Hugh Jackman se deu mal este ano. Foi elogiado pela apresentação do Oscar, mas depois do fiasco de Austrália, ainda protagonizou esta obra caça-níquel vazia e mal acabada. Hajam efeitos visuais ruins. Bryan Singer faz muita falta para os filmes dos mutantes.






5º - Transformers 2 (idem) – Michael Bay sempre fez filmes visando lucro, sem ligar para a qualidade. Mas desta vez, ele se superou. Um dos filmes com mais clichê por metro de película que eu já vi. Só serviu para inspirar-me para uma das minhas críticas mais divertidas. Preferia não ter assistido.






4º - Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic) – futilidade irritante, protagonista histérica, realidade pararela, de um mundo em que poucos vivem. Senti-me um desneurado assistindo isso.





3º - Spirit (idem) – Frank Miller pensou que seria fácil dirigir um filme sozinho. Se deu mal. Além de ter uma fotografia instável (mesclando uma bela plasticidade com tosqueiras), ainda se perdeu em meio à falta de história. Até o elenco parecia não saber o que estava fazendo ali. Merecidamente, foi um fiasco de público e de crítica.







2º - Bela Noite Para Voar (idem) – efeitos horríveis, roteiro fraquinho e interpretações limitadas fizeram deste o pior filme nacional deste ano.  JK deve ter remoído-se no túmulo. Corram!





1º - 2012 (idem) – eis um dos maiores absurdos que eu já vi. Tá para nascer um diretor mais oportunista do que Roland Emmerich. O cara pensa que destruir o mundo é sinônimo de grande bilheteria. Estava certo, mas foi difícil encontrar alguém que tivesse gostado do filme. Usar de um pretexto marketeiro (a profecia maia do fim do mundo), para enganar o público não se faz. Não tinha história, não tinha elenco e os efeitos bons estavam todos no trailer. Quem ainda não viu, não veja.



É claro que depois da tempestade vem a bonança. Então, quem quiser pode conferir a lista dos Melhores de 2009, no blog Fred Burle no Cinema!

Um feliz 2010 para todos!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Passagem

Grau para suportar a dor que sou
Luz na minha pele,
Óh! noite não venha me apertar
Que seja dia, sempre um bom dia
Não quero um vazio no peito
Quero ar de amor um ar puro
Eu quero voar e quero luz nos dias escuros

domingo, 3 de janeiro de 2010

Real

Bem creio em coisas que algumas pessoas pensam não ser real, mas essa palavra é um tanto quanto misteriosa, real, palavra que para muitos determina aquilo que é apenas material.

Quando se fala de amor, é algo real, mas real no plano sentimental e não no plano físico e grosseiro da matéria, e existe vários outros planos onde existem seres, energias reais mas que não se apresentam no plano material e mesmo não se apresentando manifestam sua influência de uma maneira sutil que somente pessoas com uma percepção maior podem notar.

É isso, idéias a serem consideradas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Acompanhe a COP15

Está acontecendo em Copenhague a 15ª Conferência das Partes da ONU, ou simplesmente COP15. O evento está na reta final e acaba dia 18.

Espera-se que finalmente assinem um acordo climático global considerando a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos. Milhares de ativistas estão protestando em Copenhague a fim de pressionar os presidentes e chefes de governo a tomarem medidas concretas.

No meio de tanto movimento é necessário acompanhar o que está sendo discutido pra sabermos se realmente um acordo será possível. É importante também dar nome aos que mais ajudam e aos que mais atrapalham nas negociações. Pra isso separei alguns links que fazem uma boa cobertura do evento.

Canais oficiais
www.en.cop15.dk
www.youtube.com/user/Cop15
www.twitter.com/COP15

Canais em português
www.noticias.terra.com.br/ciencia/cupuladoclimacopenhague
www.bbc.co.uk/portuguese/especial/mudancasclimaticas.shtml
www.cop15brazil.gov.br
www.tvcultura.com.br/cop15
www.planetasustentavel.abril.com.br/cop15

Canais em inglês
www.live.tcktcktck.org
www.live.reuters.com/Event/COP15
www.treehugger.com/copenhagen-climate-change-conference

Acompanhe também o twitter do coletivo Carta da Terra Uberlândia, (twitter.com/cartadaterraudi) grupo de discussão e ação acerca das mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. Lá está sendo publicado um apanhado de matérias relevantes sobre a conferência. Olhe também a lista "verde" que agrega eco twitters em português e a lista "green" que agrega os em inglês.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O mundo hoje em imagens

Apresento aqui dois ótimos blogs fotográficos, o The Big Picture e a sua versão brasileira Olhar Sobre o Mundo. A premissa é simples: mostrar os acontecimentos atuais em tempo real e em alta resolução. E o resultado é fantástico. São sets maravilhosos que mostram acontecimentos relevantes de forma pouco comum, que são as fotos de ótima qualidade e alta resolução contrapondo as fotos pobres e em formato reduzido dos portais de notícias. Clique nas imagens abaixo pra visualizar alguns dos meus sets preferidos.

Fotos de murais publicitários gigantes ao meio da paisagem urbana antes de entrar em vigor a lei Cidade Limpa em São Paulo. Essa é a exposição que mais gosto. Veja mais no Olhar Sobre o Mundo.


No meio da euforia de ser escolhida como sede das Olimpíadas de 2016 e uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 o Rio de Janeiro sofre intensos combates entre a polícia e traficantes. Veja algumas fotos dos resultados deste conflito no Olhar Sobre o Mundo.


Cerca de 40% da população humana vive a uma distância de até 100km da costa. O aumento do nível do mar é um assunto que preocupa a todos nós. Veja algumas fotos da costa de todo o planeta no The Big Picture.


O LHC foi lançado o ano passado como um marco para o desenvolvimento científico mas sofreu graves danos devido a problemas técnicos. Depois de mais de um ano de reparos o LHC está pronto pra ser testado novamente. Veja as fotos dos danos e reparos no The Big Picture.

domingo, 22 de novembro de 2009

Perpendicular 2009

Semana que vem, do dia 25 a 29 de novembro acontece no Mercado Municipal de Uberlândia a III Mostra de Cinema e Vídeo do Triângulo. As exibições dos filmes acontecerão no pátio de estacionamento do Mercado e contará com 5 longas metragens, 30 curtas e terá também 4 oficinas e 4 mesas de debates com diretores. Para saber mais informações visite o site Perpendicular.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Playing for Change

O "Playing for Change", idealizado pelo produtor Mark Johnson, é um projeto que tem como preocupação promover a paz mundial. Usando a música como instrumento de conscientização, uma legião de artistas, de vários países, gravaram isoladamente sua participação, cantando ou tocando os mais variados instrumentos. O resultado disso são vídeos que contam com dezenas de músicos participando, com performances envolventes e emocionantes, fazendo com que músicas antigas, conhecidas por todos, ganhem uma cara nova. Hits como "Stand by Me" e "One Love" foram reformados e estão bombando no youtube.

Alguns artistas conhecidos participam, como Mano Chao e Bono Vox, mas a maior parte deles não eram conhecidos, pelo menos por mim. Não por isso são menos talentosos, o cantor holandês Clarence Bekker tem uma das vozes mais incríveis que eu já ouvi, e a cantora israelense Tula é uma das mulheres mais encantadoras que já vi, e quando começa a cantar faz derreter o coração de qualquer marmanjo! Depois de fazerem tanto sucesso na internet, nada mais esperado do que uma turnê pelo mundo! Alguns dos participantes se uniram em uma banda que anda fazendo belas apresentações, algumas delas também estão no youtube. Abaixo vocês podem conferir o projeto explicado pelo próprio idealizador, e uma de suas músicas que está rodando o mundo na net!



Stop motion do BLUBLU

Um pouco de stop motion.

Mais no www.blublu.org, entrem, vale a pena.




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dachau

Dachau é uma pequena cidade alemã situada a cerca de 5km de Munique (Bavaria) e famosa por ser onde se encontra o primeiro - e um dos maiores - campo de concentração de toda a Alemanha.

Eu tive a belíssima oportunidade de visitar (e entender) esse especial campo de concentração. Guiada por um australiano, conheci sobre a história desse lugar. Logo na chegada se vê um portão, com os seguintes dizeres:


"Trabalho faz livre"

Esse 'lema' iludia os prisioneiros que, ao se depararem com a frase logo no portão de entrada da prisão, acreditavam que quanto mais duro trabalhassem, mais cedo poderiam ser libertados. As construções são ainda originais, mas o portão é uma réplica, já que o original foi destruído por soldados americanos (que quando chegaram lá para dispersarem os prisioneiros e viram tantos corpos, alguns já em estado de decomposição, ficaram chocados e em estado de raiva. Tomaram pra si o lema "Take no Prisoners" e por vingança pessoal, começaram a matar alguns SS que viam pela frente).

Quando cruzei o portão, eu estava definitivamente no Campo. Campo onde cerca de 200 mil prisioneiros (de acordo com dados, acredito que bem mais) andavam por horas, sofrendo, agonizando e alguns até morreram. Do campo se pode ver as construções onde os prisioneiros dormiam e trabalhavam, algumas construídas pelos próprios. Dentro de uma, há réplicas dos modelos de móveis, 'camas' em que eles dormiam e móveis da 'cozinha'. Em outro, um museu com mais fatos, fotos, textos, peças de roupas, alguns documentos e modelos de aparatos que usavam pra tortura.


Nesse, por exemplo, os prisioneiros faziam uma fila e iam, um a um, apanhar. Enquanto apanhavam tinham que contar, em alemão, cada paulada. Se confundissem, esquecessem ou se perdessem a conta, voltava-se ao numero 1 e assim se seguia. Detalhe: grande parte dos presos não eram alemães, por isso, tinha-se a cultura de logo na chegada ao campo, aprender a contar em alemão. Os presos eram parceiros, então os que já sabiam contar ajudavam os outros a aprenderem. Se não me engane, eles tinham que saber até o 100, mas se resolvessem bater mais, também tinham que saber (eu, quando soube dessa historia, comecei a contar caladinha em alemão, só pra ver se eu conseguia mesmo).

De frente pro prédio que hoje é o museu, tem uma grande escultura feira por um dos sobreviventes do Dachau.


É um lugar bem interessante de se visitar. Além de ser carregado de historia, com relíquias e tudo mais, também temos um cenário bem bonito, cheio de árvores, que deixa o ambiente um pouco menos pesado e triste. Nas partes mais bonitas, em um bosque, por exemplo, é onde se encontra alguns corpos enterrados e dizeres e cruzes em memória aos que ali morreram injustamente. Também é perto do crematório e da câmara de gás que 'não possuem registros de que foram utilizados', mas que pra mim não faz diferença já que esse (que sou convicta de que foi sim usado) serviu de modelo pra muitos outros que tem-se registro de que foram utilizados. Quando se está lá é que cai a fixa de quão recente e real foi tudo isso, dá até um certo medinho de que aconteça de novo.


Enfim, o lugar desperta muitos sentimentos difíceis de serem explicados, porque apesar de ver sobre toda a história triste que aconteceu ali e não me sentir feliz por isso, eu me sentia feliz e de certa maneira aquele lugar dá a maior paz. Deve ser porque está vazio e inutilizado. Só sei que foi um dos lugares mais interessantes que já fui até agora e recomendo uma visita (no site, pelo menos, já que Dachau é um pouquinho longe).

www.kz-gedenkstaette-dachau.de

sábado, 7 de novembro de 2009

Je t´invite!

Para quem não anda muito antenado nas programações de Uberlândia, acontece até o dia 11/11 uma mostra de cinema francês contemporâneo no Teatro de Bolso do Mercado Municipal. Um filme diferente a cada sessão, às 19:30 e a entrada é franca. Vale a pena conferir, fica ai a dica! Para saber melhor a programação, visite a agenda do Página Cultural.

sábado, 31 de outubro de 2009

Hunger

Sinto-me mal. O estado de choque em que me encontro é indescritível. Poucas vezes um filme me levou a este extremo. Chega a ser deprimente. Passei boa parte do filme (baseado em fatos reais) sofrendo com o personagem central, Bobby Sands, que durante as suas seis últimas semanas de vida fez greve de fome e liderou um dos mais violentos motins contra os maus tratos no presídio de Maze, na Irlanda do Norte, em 1981.

As escolhas do diretor estreante Steve McQueen não podiam ser mais acertadas. Ao invés de filmar as cenas do motim, envolver imprensa e uma tonelada de diálogos (que é o que provavelmente seria feito se fosse um filme hollywoodiano), ele se concentrou na violência silenciosa que ocorria no interior da prisão, mostrando os motivos pelos quais os presos iniciaram a revolta. Eram privados de qualquer direitos humanos: higiene não havia, os presos não tinham roupa para vestir nem cama para dormir. Faziam protestos internos, por exemplo, sujando as paredes com merda, derramando toda a urina para fora da cela, tudo organizado pelo cabeça deles, o tal Bobby Sands. Eram ignorados e só tinham as celas limpas e direito a banho (debaixo de porrada até pra isso, claro) quando alguma autoridade maior fosse visitar a prisão. E se fizessem protesto diante dessas autoridades, depois ainda levam cassete em forma do famoso “corredor da morte”. Não havia respeito de nenhuma das partes. Os presos sofriam uma retalhação daqui e se vingavam acolá e a situação ia tomando contornos cada vez mais dramáticos. Até que iniciou-se o protesto mais doloroso e silencioso de todos: o da greve de fome.

Até chegar nesse ponto, somos conduzidos pela trama praticamente pelas imagens. Há poucos diálogos e música. Só o som da tortura. Uma cena excelente quebra o silêncio: Bobby Sands recebe a visita de um padre, logo antes de começar a greve de fome. É nessa cena que se concentram quase todos os diálogos do filme, com os argumentos de cada um. Vinte minutos dessa conversa, sendo cerca de 15 deles com um só plano estático. Diálogos tão bons que fica difícil se desconcetrar da longa conversa.

Depois o sofrimento maior começa: Bobby Sands passa por 66 dias sem comer e vamos, junto dele, agonizando e perdendo os sentidos gradualmente. A competente direção de fotografia de Sean Bobbit é responsável por ângulos e jogos de foco excelentes, nos faz perder a visão em uns momentos, aproxima-nos e afasta-nos dos personagens no momento certo, ajudando a construir o tom dramático que o filme pede.

O trabalho do ator Michael Fassbender é algo de excepcional. O martírio que seu personagem passa é incorporado com assombro por ele. O estado de magreza no qual ele chegou é assustador, mas não é só a isso que se limita sua atuação. Só um ator com muito amor ao seu ofício para conseguir isso. Algo muito parecido foi submetido Christian Bale no ótimo O Operário.

Se você é fraco (a) de estômago e não gosta de filmes torturantes, é melhor não assistir, senão terá que tapar os olhos boa parte do longa.

O filme foi vencedor de 28 prêmios, dentre eles o Camera D'or em Cannes 2008, o BAFTA de melhor estréia para Steve McQueen e o British Independent Award de melhor direção, melhor ator e melhor fotografia.

Infelizmente não conseguiu distribuição no Brasil e por isso, não acho justo sermos privados dessa grande obra e coloco aqui o torrent para vocês. Façam bom proveito!

Uma recomendação: não assistam comendo.

 

_________________________

Hunger

(Inglaterra/ Irlanda, 90 minutos, 2008)

Dir.: Steve McQueen

Com Michael Fassbender, Liam Cunningham...

Nota: 9,2

Para ver o trailer, clique aqui.

Postado originalmente no Blog do Fred Burle

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Estamos falidos

Outro dia em um evento estudantil recebi um pequeno jornal de um coletivo de universitários com o título: “Maio de 68 não morreu!”. No Brasil morreu sim, no mínimo está na UTI.  O movimento estudantil está falido e o problema talvez não esteja apenas na despolitização e falta de mobilização do atual estudante brasileiro.  O modelo de ensino nas Universidades do nosso país é claramente voltado para a intensa especialização e descontextualizado, das realidades sociais, econômicas e culturais do país.

Fazendo um apanhado histórico que é de amargurar qualquer ex-militante do movimento estudantil do século passado, o contraste com a situação atual é escandaloso, embora o contexto político “favorecesse”, “estimulasse” e “pedisse” uma maior participação do estudante. Começando pelo famoso ano de 68, em pleno decreto do AI-5 com as enormes manifestações pela redemocratização do país e contra a reforma universitária, sem falar na participação em peso na passeata dos 100 mil. No 2º governo Vargas os estudantes se mobilizaram (mas mobilização de verdade, importante, considerável), pela campanha “O Petróleo é nosso!” e pela entrada do Brasil da Segunda Grande Guerra. Em 1978 o congresso clandestino da UNE em Salvador, as Diretas já em 84 e o Fora Collor em 92. Um currículo que não é de se jogar fora, mas é o que está sendo feito. 

Que os militantes de plantão me desculpem, mas o atual movimento estudantil já não cumpre mais seu papel e cheira à insensatez. A UNE não funciona mais como defensora dos direitos estudantis e está claramente sujeita aos interesses de partidos políticos aliados ao atual governo, o que é comprovado pelo Congresso Nacional dos Estudantes, ocorrido em junho deste ano na UFRJ, onde milhares de estudantes se reuniram com o intuito de boicote e de se tornar uma alternativa à União Nacional dos Estudantes. Algumas ações ainda acontecem, mas sem a devida organização, mobilização e união dos estudantes, como a ocupação da Reitoria da UNB que derrubou o Reitor,  confrontos com a polícia na USP em protesto às ações da Reitora Suely e às eleições indiretas para a reitoria este ano, que uniu estudantes, professores e funcionários, ambas no ano passado. Destaque também para a louvável, embora pouco divulgada pela grande mídia, mobilização dos estudantes no Rio Grande do Sul este ano pelo impeachment da governadora tucana Yeda Crusius e sua (des)atuação lamentável na educação do estado.

Mas agora os ares são outros. A crise do Senado/Sarney passou, o ENEM foi cancelado, dentre dezenas de outros escândalos políticos que podem ser citados que aconteceram somente este ano e que foram na prática esquecidos. Nada foi feito, nenhuma tentativa. É, soaria muito artificial, para não dizer ridículo, um apelo ao “Estudantes de todo o país, uni-vos!”

 

 

Clara Sacco

Em vias de se tornar uma jornalista registrada no papel. Quer antes o lirismo dos loucos, dos bêbados, o lirismo difícil e pungente dos bêbados. Não quer mais saber de lirismo que não seja libertação.

Clique aqui
para ver todas as postagens desta autora.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Faltam 2 dias pras ações 350

Recentemente participando da Blog Action Day falei sobre a organização 350.org. E o Dia Internacional de Ações Climáticas está chegando e você está convocado a mostrar ao mundo o número 350 no dia 24 de outubro.

350 é o número máximo de partes por milhão (ppm) de gás carbônico na atmosfera que os cientistas dizem ser seguro para o planeta. Além disso, 350 é o número que os líderes mundiais precisam estar ciente ao se encontrarem em dezembro na conferência das nações unidas em Copenhagen (COP15) para firmarem resoluções acerca das mudanças climáticas.

Veja o mapa de eventos programados em todo o mundo. São mais de 4300 em 172 países. Ainda tem tempo de programar uma ação! Veja diversas ações criativas em todo o mundo aqui e comece a sua.