domingo, 24 de maio de 2009

Sonho de uma noite de inverno

Freud e Jung.

Um sonho brusco e ávido de realidade
Um mar, um mar de vinho, um útero de vinho
Entrarei na água para lembrar-me o útero
- Quem me dera fosse um útero de vinho!

Iara, mãe das águas, divina e etérea
Questionou a Feiticeira, numa discussão puramente livre, no Tempo sagrado do há-de-haver
Na espetacular lógica mitológica o mar, agora, é vinho
- Agora sim, Humanos, nascerão embriagados, vale-me um ponto para a nova teoria!

Iara foi-se embora, esperando a nova teoria virar teorema
Quando, imediatamente, virou-se, viu Feiticeira dentro do mar e a açoitar a água
- Você deve observar a água e não entrar.

Chorando milhas de lágrimas que se entrelaçavam com o vinho
Feiticeira clamava mais ainda, queria alguns novos humanos
- Mas agora me sacrificarei, entrarei neste universo cheio de éticas e regras e verás que a bebida, se umbilical, faz com que liberem...tudo.

Deste entrelaçamento de lágrimas e vinho nascera o homem moderno
E a mãe das águas, agora, é a Feiticeira
Mãe das facetas humanas, no qual nada é perpétuo, tudo é inédito
- Ei de querer mais vinho e mais lágrimas.