
Sempre achei um saco acompanhar meu pai quando ele vai à feira. Mas ultimamente, não sei se é por estarmos indo a uma feira diferente por semana, isso tem se tornado um evento cada vez mais interessante. Não sou das melhores pra escolher frutas, e nem sempre sei quando o legume está fresco ou não... Prefiro mesmo é ficar encarregada de segurar as sacolas e livre para ver o povo, esbarrar, pedir desculpas e nem sempre receber resposta, ver pessoas de todas as tribos, do salto alto ao chinelo de dedo, ouvir comadres e compadres se cumprimentarem, mandarem lembranças "e tudo e tal". Sentir os cheiros, da melancia cortada ao do óleo queimado do pastel.
É bom ver o usual das mais variadas formas, e até exoticamente, num mesmo lugar.
Foto: Itororó- BA, jan-2009. De passagem pela cidade, não resisti ao ver a feira e: "Nossa! Ó a feira, vamo lá olha?" Paramos, andamos, olhamos, nem tudo foi agradável, mas de ervas milagrosas a passarinhos típicos encontramos a venda. Nessas cidades do norte de Minas e da Bahia a feira ainda é o mercado, a compra da semana, o ganha-pão, o dia de ir à cidade, do encontro. Fantástico.