quinta-feira, 30 de abril de 2009

Uma doce lembrança


Já temos aqui uma espaço para reflexões, durante essas últimas 2 semanas me deparei com um saudosismo esportivo.

Na adolescência criamos inúmeros ídolos e passamos a adotá-los como referência. No meu caso, na fórmula 01 foi Ayrton Senna, no futebol foi Romário, no atletismo Carl Lewis, dentre outros. Em especial um se destacou (Ayrton Senna tb como referência) que foi Michael Jordan no Basquete, posso dizer que assisti uma das melhores gerações desse esporte, além de exemplo em quadra, fora dela um indivíduo fantástico e humano.

Em decorrência desse contato com time quase invencível na década de 1990, isso me levou a ter contato com outras épocas desse esporte magnífico, e então conheci Larry Bird, outro estupendo jogador e este contra aquele fizeram jogos antológicos, momentos que acalentam nossas mentem por toda a eternidade.

Outro fato, os dois atletas, tanto o do bulls quanto o do celtics, traziam uma referência única: esforço. treinavam como qualquer outro, esquecendo que eram os melhores em suas posições; jogam com gana e paixão, sem se importar com qualquer consequência; ou seja, faziam tudo com o máximo de vontade, daí com certeza o sucesso... como já dizia Fernando Pessoa: "Poem quanto és no mínimo que fazes."

Voltando ao princípio do texto, nessas duas últimas semana temos a oportunidade de presenciar os playoffs da NBA, e um dos confrontos é justamente Bulls X Celtics, e por mais que a época seja outra aparentemente os atletas encarnaram aquele espírito de luta de 2 décadas atrás.
se pegarmos um suspiro apenas do esforço de tais indivíduos talvez nossos dias rendam mais, e se não for desses, que seja dos monstros sagrados do passado recente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cachorro de olhos negros

Nick Drake, maravilhoso cantor e compositor britânico, que inspirou outros grandes nomes como: Belle and Sebastian, Renato Russo, Eddie Vedder, Jack Johnson, Iron & Wine, entre outros.

Heath Ledger, possível gênio da 7ª arte, que se consagrou nos filmes: O segredo de Brokeback Mountain e Batman: The Dark Knight.

Pois é, numa entrevista de divulgação do filme “I’m Not There”, o ator Heath Ledger disse:

"Nick Drake foi uma figura muito misteriorsa. Eu era obcecado por sua história e sua música e eu a persegui por um tempo, ainda tenho esperanças de contar a sua história algum dia.”

Essa fascinação o levou a fazer um vídeo da música Black Eyed Dog - composta por Drake e lançada no disco póstumo Time of no reply -, que só foi exibido duas vezes (uma delas em Los Angeles, num evento sobre Nick Drake). O vídeo caseiro, mostra cenas de Drake e termina com o ator filmando a si mesmo se afogando em uma banheira.

Como Drake, Ledger era tímido em público e também foi encontrado morto na cama, ao lado de vidros de anti-depressivos. Em ambos os casos houve rumores de suicídio.

Black Eyed Dog (cachorro de olhos negros) - cujo nome é uma referência ao “apelido” dado pelo Primeiro Ministro britânico Winston Churchill à sua depressão: "black dog" (cachorro negro) - foi a última música de Nick Drake, gravada pouco antes da sua morte.

Um CD e DVD está sendo gravado em tributo ao folkeiro Nick Drake. O DVD trará o raro video de Heath Ledger ao som de "Black Eyed Dog". Outros nomes que participarão do tributo, estes cantando e tocando no CD, incluem Dave Grohl, do Foo Fighters, Eddie Veder, do Pearl Jam, Norah Jones e Jack Johnson. O disco ainda não tem data de lançamento.

Veja aqui um trecho do vídeo.

Agradecimento

O coletivo idearium expressa aqui a sua enorme gratidão pela ajuda prestada pelo Arthur Pires, o homem dos códigos que facilitou a vida de todo mundo ao automatizar o cabeçalho das postagens. Valeu demais. O idearium é isso. É esforço coletivo e a ajuda do Arthur foi indispensável para um bom funcionamento do blog.

Conheça o 1ClickMusic, gerenciador de rádios online desenvolvido pelo Arthur. Entre em contato com ele pelo email arthurprs@hotmail.com.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Azar ou sorte?

O dia acabava
A noite chegava
A lua minguava
Pra tudo de novo





Um início, por hora[ou menos], sem grandes pretensões.

Marielle Tolentino

Marielle Tolentino nasceu em Uberlândia e por lá está há 18 anos. Hoje, aspirante a arquiteta e urbanista pela UFU, repara , mas nem sempre expõe seus múltiplos ou raros pontos de vista. Pela primeira vez em um blog, pretende não só explodir suas idéias, mas também manifestar o que anda consumindo culturalmente, uma vez que, assim como a maioria dos autores do Idearium, é apaixonada por arte.

Clique aqui para ver todas as postagens desta autora.

Em reformas

O blog idearium está passando por pequenas reformas. Se por acaso você encontrar algo fora do lugar, não se preocupe, logo tudo voltará ao normal e voltará melhor.

Dica de meditação transcendental eficaz

A figura de um bluesman original nunca foi tão modernamente esculpida como o nômade cansado Seasick Steve. Convenhamos... Yngwie Malmsteen virtuando na guitarra e espirrando técnicas enquanto temos o nosso velhinho sujo de graxa tocando numa guitarra terrivelmente ruim e com apenas três cordas. A diferença? Felling do bom e aquele velho blues que salva os corações desesperados com sua simplicidade e sabedoria.

Steven Gene Wold nasceu na Califórnia e aprendeu a tocar violão - e tempos depois decobrira que o que ele tocava chamava-se blues. Saiu de casa cedo e foi vivendo de comboio em comboio procurando empregos e vivendo como um Hobo. Como ele sempre escreve sobre esse termo em suas músicas, uma vez perguntaram o que era e ele respondeu:

"Hobos são pessoas que se deslocam à procura de trabalho, mendigos são pessoas que se deslocam, mas não procuram trabalho, e vagabundos são pessoas que não se movem e não funcionam. Eu tenho todas as três partes."

O velhinho toca um blues engraxado com as lamentações típicas e sabedorias que só um nômade poderia ter. Toca com intrumentos personalizados cuja guitarra Fender com três cordas possui um captador no qual foi pregado com fita adesiva, e seu slide é uma chave de fenda. O objeto intrumental que mais me chamou a atenção foi a caixa-metrônomo-percussão que ele usa em shows solos. E ele sempre conclui que a guitarra é "um pedaço de merda, mas a melhor merda do mundo, eu juro!".

Além de um bom compositor acerca do cotidiano rico em detalhes simples e cheios de notas desabafadoras, é um ser criativo e movido pela paixão de tocar. Sua barba grande, seu boné caminhoneiro e seu macacão de mecânico nos convida à um sorriso ameno e otimista sobre a vida - e suas lamentações. Um convite à uma longa estrada que lhe é pertencente e que nos pertence através de suas músicas e de todo aquele sentimento do estilo musical originado nas plantações de algodão e de um triste otimismo: ele reviveu isso, mas com aquela dose de humor abrangente.
Convido-lhes às notas perfumadas com fumaça de escapamento, tatuagens de prisão e um sorriso de papai noel! E como os outros velhinhos do rock and roll, ele é a prova viva da música: it's a long way to the top if you wanna rock and roll.

http://www.youtube.com/watch?v=pUzmZvwMNsw

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Identidade visual pronta

Hoje o projeto Idearium foi oficializado com um novo layout. Parabéns ao Frederico Oliva pela concepção e desenvolvimento da identidade visual do blog. Segue o que foi pensado pelo desenvolvedor:
Escrito à mão, como quem joga sem compromisso suas idéias no papel, e aplicado sobre o céu azul, ícone máximo da liberdade, ao meu ver, "Idearium" é branco como a paz, resultado óbvio do diálogo e da livre expressão de idéias divergentes de forma democrática, e traz consigo a luz da sabedoria e do conhecimento.
Bela descrição. Agora o blog está pronto pra ser divulgado. Convide seus amigo a conhecerem o projeto e espalhem o link da idéia por aí.

domingo, 26 de abril de 2009

Hair


Dica de filme, não se deve morrer antes de assistir Hair, um musical que marcou época, musical que foi adaptado para as telas do cinema, mostra a contra-cultura da época, o movimento hippie, nesse filme que demonstra como os hippie levavam a vida , no bem bom.

E em uma parte do filme ainda existe uma música que critica as atitudes de alguns hippies, como sair de casa e deixar a esposa e filho. Uma das músicas mais famosas é Aquarius. Clique aqui para escutar.

sábado, 25 de abril de 2009

Mário Quintana

Nesse primeiro post decidi colocar uma mensagem simples, mas profunda e muitos de nós se esquece de tal idéia, se esquece de como é simples viver... Um dos autores mais simples e importantes da literatura nacional é Mario Quintana, com poucas palavras ele sintetiza a essência do viver.

"A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."

Pensem nisso...!

Yuri Augustus

Professor na área de Literatura e Redação, atuo no colégio INEI COC, Ápice e ITV, palestrante em assuntos na área de cinema, arte e literatura, eterno estudante, formado no curso de Letras-UFU, Graduando no curso de Direito-UFU, cinéfilo, viciado em jogos eletrônicos, amor incondicional a literatura, eclético quando o assunto é música (mas sempre buscando algo de qualidade de som e de conteúdo)... isso é um pouco de mim...

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O tubista

Numa manhã, dessas meio bestas, meio úmidas
Ouço sem cerimônias uma banda tocar
No meio disso
Lembro da tuba
Do bombardão
.
.
.
Experimento uma cosmovisão
Que entrega
Que desapego
Apresento-lhes: o tubista

Grande homem dos bastidores das bandas, das filarmônicas, das sinfônicas e de tudo quanto há de aglomerados mais ou menos inspirados de músicos. Nesses grupos, não se vê a tuba esmerando-se em solos, em estripulias sonoras egoístas, porque o lugar dela é parece ser no pano de fundo das orquestras, esquecida em sua gravidade.

Além desses atributos capuchinhos, sobre o tubista, especialmente aos mais modestos em suas posses, ressalto a arte imprescindível de fazer caber esse generoso instrumento em seus carros populares, quem sabe até equilibrando-se em motonetas, motocas e lambretas, mas nesse quesito destaco com honrarias os tubistas que usam o transporte coletivo, os ônibus, os metrôs para tão nobre e distinta locomoção... Que devoção à música! Que odisséia apaixonada pela coadjuvância! Tubista - este devotado - esquecido pelo jazz, eclipsado pelo trompete, pelo sax, até mesmo pela suave e tímida clarineta. Quem são os grandes tubistas da história que minha ignorância, quem sabe, não me deixa ver? Quais são as peças musicais que os tornaram eternos? Quem foi seu Chopin, seu Coltrane, seu Moacir Santos? Tantas perguntas intrigantes, até revoltantes, mas em meio a isso tudo fica a pergunta maior, a mais incômoda para muitos: o que é mesmo uma tuba?

VS

A filosofia dentro da física quântica


Cada bando de seguidores do bestianismo...
A doutrina do amor fraco e perdido
Um dia hão de espirrar o cristianismo
E verão a histeria intelectual coletiva do tempo adormecido

A verdade ao ver o fatalismo empregado em Cristo
Àquele que o apocalipse é mera poesia do Malvisto
O bom, o sábio...e nós? Fracos.
Papagaios ambulantes de um ideal das trevas e de sangue - e o Pai Infantil da humanidade deu-lhes cavacos.

O fato socialmente experimentado: da dor vem a liberdade de sentir
E para os frouxos, da dor vem o Pai dos Céus
Doentio é a doutrina do amor supremo ao se exibir
Na receita de farinha, comida e continuar monstros em seus fidéus

Soluços providos do teatro bárbaro de falsa idolatria do amor
Do bom, do íntegro... do dissimulado...
Bestas-nós, o maior espetáculo do afirmador de dor...
O ódio não faz mal à besta humana
O odiado move montanhas e a querida causa de existir
Destruição em massa dessa atraente e “diabólica” membrana...

Performance visceral de Macaco Bong

Ontem foi o show dos cuiabanos Macaco Bong no Goma. Já tinha ido em um show dos caras na Jambolada e postado o álbum gratuito lançado pela Trama no Blog do Lenhador. O show foi lindo. Uma pancada pra qualquer ouvido. A proposta é um rock psicodélico instrumental pesado que abusa dos oitavados sem cair na mesmice presente no hardcore. O CD é ótimo mas o ponto alto da banda é a performance ao vivo. O Bruno Kayapy (guitarra) me impressionou novamente pela presença envolvente e vontade de nocautear todos com um som que deixou muitos abalados. O Ynaiã Benthrold (bateria) tem uma performance visceral. Parecia que a bateria iria desmontar a qualquer momento. O Ney Hugo (baixo) tem o ponto de equilíbrio da banda, unindo a porrada de Ynaiã com a virtuosidade de Kayapy.

Uma das coisas que mais admiro no Goma é a sua capacidade de inovação. Mas juntar o peso de Macaco Bong com um desfile de moda gerou no mínimo uma sensação de estranhamento que deu pra ser percebida no rosto da modelo. Uma banda dessas merece tocar num final de semana com a casa cheia. Tenho certeza que muitos perderam o show pelos compromissos do dia seguinte.

Outra coisa que me chamou a atenção foram as tatuagens do Kayapy. Ele tem tatuado no braço esquerdo "Stratocaster 69'", modelo clássico da guitarra imortalizada por Jimi Hendrix e que usa nos shows. Também neste braço ele exibe o logo do Espaço Cubo, entidade que movimenta a cena independente cuiabana, uma das mais fortes do país. Isso mostra o grande comprometimento que a banda tem com essa cena de que são filhos.

A sensação que ficou foi que Macaco Bong é uma banda autêntica. Kayapy tem um estilo único, desafio qualquer guitarrista a tentar tocar igual. O show foi um soco na cara e saí abalado com tanto peso e suor dos artistas. Macaco Bong é verdadeira em sua proposta e convence muito bem com uma performance que considero uma das mais viscerais que já presenciei. Curioso foi quando a correia do guitarrista arrebentou e o deixou em uma situação no mínimo curiosa. Foi inusitado ver Kayapy tocando com tanto gosto sentado com as pernas cruzadas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

População sobre Rodas

A Praça Tubal Vilela foi projetada pelo arquiteto João Jorge Coury, o primeiro a se fixar na cidade, também figura intelectual de importância no cenário social das décadas de 40, 50 e 60, período em que se constituiu a arquitetura moderna em Uberlândia. Como arquiteta [quase] me sinto no direito de discordar de uma nota publicada no nosso jornal a algumas semanas. [Leia a nota] É incrível como está incrustada nas mentes de alguns de nossos cidadãos, como em todo o Brasil, a idéia de que a o avanço tecnológico está intimamente ligado ao transporte, principalmente ao automotivo particular. Simples perceber quando sabemos que a invenção dos primeiros carros marca uma revolução industrial que irá dar início a mudanças significativas ao espaço urbano. O que não posso [podemos] aceitar é que nos escravizemos de uma tecnologia quando esta pode ser facilmente dispensada em diversos momentos. Afinal, vamos ao centro de carro quando este é totalmente servido de transporte público, vamos a faculdade de carro quando moramos a alguns quarteirões dela e ainda reclamamos de não achar vagas no estacionamento. Mais do que uma revitalização dos centros urbanos, ou um redesenho da circulação viária da cidade, é preciso redesenhar o nosso pensamento, torná-lo crítico, comunitário e auto-reflexivo. Pensar numa cidade sem praças, locais de encontro social e respiro urbano é quase um pesadelo tão grande quanto ao do Sr. Beregaray ao pensar que a cidade está se definhando por falta de estacionamentos. Definhada está a mente da população sobre rodas.

Frederico Oliva

Redator publicitário e entusiasta de experiências psicodélicas, Frederico Oliva é viciado em livros e gosta de boa música, aquela que o tempo não mata.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Acorde em Sol maior

Quando é despedida, alguém deu a vida
Alguém que tem dívida na vida
Eu digo adeus
Há quem tem ego e há quem divida tem muitos anos
A vida é eterna
Mente vivida, ainda esquecida
Tenho dor até na hora da partida
Na ida, um derradeiro dia, há dia
Um bom dia pro meu dia-a-dia
Não queira adiar o que pode ser fazer num dia
Não queira odiar ninguém nenhum dia,
No destino do errado tem um torto
No trilho do certo tem o porto
Mesmo no entardecer é dia de um ser
Vem tu, vento me balançar
No acorde em Sol maior, acorde o povo e balança o mar.

Apresentações

Caros leitores do Idearium,

Meu nome é Estéfani Martins, a convite do Felipe e do André, neste espaço coletivo e democrático idealizado por ele e amigos. Os assuntos serão aqueles que me movem, que me fazem acordar quando quero dormir, que me impelem adiante.

Sobre o convite para escrever nesse blog, fiquei muito feliz e honrado, porque se tratam de ex-alunos aqueles que me convidaram para ser colaborador do Idearium. Sei que esse papo de professor orgulhoso dos seus ex-alunos parece meio anacrônico, até brega, mas é bacana para um professor ver iniciativas como essa orquestradas por pessoas que inverteram o jogo, a saber: a de uma educação que não raro torna a relação professor/alunos distante, pouco criativa e vertical.

Aliás, é por esse paradoxo que eu começo, essas questões relativas a inoperância e as muitas falhas da educação brasileira parecem pela primeira vez serem pauta nas discussões diárias, mesmo que das formas mais superficiais e babacas, mas ao menos estão sendo discutida. Exemplos disso são as mudanças no vestibular da Vunesp e Fuvest (já concretizadas) e no Enem, ainda em fase de debate intenso em vários setores da academia e da sociedade. Em geral, essas mudanças tem um norte geral que aponta para concursos menos conteudistas e mais afeitos a avaliar a capacidade de raciocínio criativo e relacional por parte dos vestibulandos. A tese de que essas mudanças favorecem a escola pública, defendida por uns poucos, é tola, já que parte das escolas privadas já se adaptam a essas mudanças, lenta e dolorosamente, mas se adaptam.

Assim, para que essas mudanças servem, para muitos servem para reorientar o Ensino Médio no sentido de garantir uma educação mais significativa e útil para os alunos, muito amparadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais, o que particularmente acho muito oportuno e interessante para os envolvidos, entretanto discuto a forma assustadoramente rápida com que tudo está acontecendo. Diante disso, deixo algumas perguntas que me intrigam para discutirmos por aqui:

Os alunos de pré-vestibular e Ensino Médio no ano de 2009 não estão sendo prejudicados com mudanças tão ágeis como as propostas pelo MEC para o Enem?

Como contemplar numa prova para o Brasil muitas especificidades regionais nos programas de universidades como a História de estado, a Filosofia, a Sociologia?

Quem garantirá a qualidade técnica dessa prova, levando em consideração que o Enem não tem uma uniformidade de qualidade de um ano para o outro?

Quem garantirá a inexistência de fraudes num proccesso dessa magnitude? (estima-se que a prova deverá ser feita por milhões de pessoas)

"Feh"

Estéfani Martins, ouvindo Booker T and M.G.s, Green onion

Rosa-dos-ventos

Queria mesmo é viajar, desembestar mundo afora. Escalar os gélidos picos do Himalaia e caminhar pelas escaldantes planícies africanas, penetrar nas verdejantes florestas tropicais e me arriscar pela vermelhidão dos canyons americanos. Queria mesmo é viajar, juntar-me aos austeros monges tibetanos e pular com os barulhentos beberrões alemães, festejar a italiana e comer burritos.

Quero ir onde o sol nasce primeiro e os pássaros são mais afinados, onde as nuvens têm mais formas e o céu mais estrelas. Quero o ocidente e o oriente, o austral e o boreal. Quero a verdade e a mentira, o certo e o errado. Quero conhecer o mundo e quero me conhecer.

Estéfani Martins

Estéfani Martins (opera10@gmail.com) é professor de Redação e Atualidades do INEICOC, coordenador da CCCult-INEICOC, produtor cultural, gaitista amador, viciado em música, palestrante nas áreas de cultura e multimeios, colaborador do blog idearium.com.br e do Zine Páginas Vazias, criador dos blogs sambluesoul.blogspot.com e cervelejador.blogspot.com, sócio da Tarja Preta Design.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

sábado, 18 de abril de 2009

Abraço atômico

Uma bomba atômica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder imenso. Existem 2 tipos, a de fissão e a de fusão. A fissão é a quebra do átomo, essa quebra libera uma energia bem grande, já foi usada 2 vezes em Hiroshima e Nagasaki, destruiu legal aquelas cidades e deixou sequelas de anos. Outra bomba atômica que existe é a conhecida bomba H, ela pode ser até 750 vezes mais potentes que a bomba de fissão. A bomba H é criada a partir da fusão de 2 átomos de Hidrôgenio. Apenas 2 átomos e há uma liberação de energia enorme. O que quero explicar é que se em apenas 2 átomos isso ocorre, imagine o que acontece com a união de 2 pessoas, o que pode ser feito. A união produz energia e tem que saber para onde destinar essa energia. No caso de bombas nucleares é usada para destruição, mas é apenas energia, nem boa, nem ruim.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Eloqüência que mantém aceso

Clique aqui e veja um belo discurso de indignação ao sistema de controle e ao comodismo e indiferença das pessoas. A cena é do filme Waking Life, que é carregado de diálogos interessantes. O filme passa muita informação em pouco tempo, portanto, é interessante rever as cenas separadamente. Este é um dos discursos mais bonitos do longa, que possui trechos como: "Chega de questões irrelevantes. O século 21 será a era em que a humanidade defenderá algo puro e correto. Não devemos nos submeter à desumanização!"

Vivemos num tempo em que a informação tende a ser livre, e devemos trabalhar para que ela seja mesmo livre e atinja o máximo de pessoas afim de instigá-las a pensar diferente. Este blog desempenha um papel ativo neste processo todo. Devemos nos basear na ciência e no pensamento livre, combater a indiferença e o comodismo. Este discurso pode parecer batido, mas se não nos dedicarmos a educar nossos pensamentos, aos poucos coisas irrelevantes nos tomam mais tempo e deixamos de nos preocupar com as coisas que realmente importam. Já é tempo em que não devemos aceitar crenças sem fundamento. Devemos divulgar a ciência, valorizar os pesquisadores e buscar respostas bem fundamentadas.

Assistam grandes palestras em TED.com, como as de Richard Dawkins e Dan Dennett. E não deixem de assistir ao filme Waking Life, que, apesar de turbulento, discute questões importantes. Vejam também Zeitgeist. Ambos ilustram muito bem a luta contra a dominação.

Exterminando o futuro

Sou e estou em um dilema informático e social na onda dos bits e do tato humano. Frente a um punhado de conhecimento que gera a reclusão – não é à toa que filósofos precisam da solidão e são solitários. Mas, veja que estamos na era a caminho da robotização genética. A virtualidade é algo atraente em vários aspectos: solitude, desrepressão, banca de conhecimentos gratuitos (o Google é doutor em todas as matérias) sexo grátis... Mas, pois que isso tudo é a otimização do nosso intelecto superior aos animais irracionais - se bem que eu prefiro o cachorro ao homem. Na esquizofrenia a virtualidade é considerada loucura... No outro lado da reta finita temos o glorioso toque. O poder do toque é sem limites quanto aos benefícios (façam uma massagem, me liguem). Preciso dizer o quão gostoso é beijar a boca do ser que gostamos? Ou na tristeza infinita, a mãe que abraça o filho? Não, não preciso dissertar sobre isso. Por experiência empírica e própria, posso dizer que a virtualidade internética gera um vácuo tão grande de toque que a loucura vem para preencher a lacuna da solidão. Ao meu ver a loucura é algo tão saudável como um copo de água, mas isso é outra história. Até porque, um médico interessado acerca do toque observou que em um orfanato do México os recém-nascidos eram mais felizes, mais saudáveis do que em seu hospital. O médico ficara tão encucado que descobriu que as mulheres do bairro iam todos os dias abraçar e brincar com os bebês... ora, pois, pois, pois. Eis o homem. Em nossa digníssima pele existem receptores que detectam o tato e interpretam. A interpretação depende de experiências vividas grafadas no nosso Sir. Inconsciente. Se as crianças de hoje em dia, na adolescência preferirem fornicar virtualmente com uma mulher, elas não irão ter o estímulo do toque. Sendo extremista, será que daqui a cem anos esses nosso receptores cutâneos vão cair em desuso e vamos "evoluir" geneticamente para não tê-los? E será ainda que nossa pele virará uma coisa dura como a placa de aço dos cyborgs? Colegas, espero estar sendo extremista.

Colonizando o coração

Falsos filósofos, poetas, músicos... Camuflam no sistema. Dizem ser algo só por terem um papel em mãos. O pedreiro que não tem estrutura educacional e cultural, já não será. Hoje o mundo quer saber o que você tem, mas e o que você é? Eu não tenho nada, mas posso ser tudo. Quero ver o pedreiro ser um ótimo engenheiro, arquiteto. Não quero ver ele sempre subordinado a um cara que leu alguns livros e não praticou, ele teve oportunidade e soube aproveitar, mas o homem não escolhe sua profissão, um estudante escolar tira sua oportunidade na porta da universidade sem universo. O homem tem como recurso de conhecimento a própria mente é só fechar os olhos para a imaginação, o verdadeiro conhecimento não está escrito, olha pro céu, pra natureza a sua volta e procura descobrir. Lembra que já passou por aqui engenheiros de pirâmides sem compasso. Não quero criticar a metodologia das faculdades, mas o sistema ainda não forma o verdadeiro homem em seu lugar. Deixe que eu seja músico mesmo sem saber o quadrado da hipotenusa, fórmulas que eu tive que passar tardes decorando e agora estão na lixeira cerebral. O conhecimento não uma formação para a vida mas não se dormem mais em berços? São formados para a universidade, que obriga a todos, mas não suporta todos. Se aquela criança que gostava de tentar salvar passarinhos não tivesse tirado vermelho no boletim, provavelmente ela seria um médico, mas e o diploma dela? O diploma dela é ela, que tem carinho e sente amor, não tem medo de tocar na ferida. Os pais pressionam os filhos adolescentes que escolhem seu destino, em mais ou menos 15% em média de experiência de vida a escolherem um rumo intelectual. O caminho é, zele pela base, dê direito a educação e cultura a todos, pra que o pedreiro também possa ter a oportunidade de trabalhar junto ao atual patrão dele. Amanhã eu quero ver o professor ser a profissão mais valorizada, ele é a ponte do conhecimento. Qualquer profissional passou por ele, mas ele já está esquecido, dando aula em escola pública, preparando a matéria para, representantes do retrato da família popular e elitizada brasileira. Aquela matéria que ele preparou não vinculou... Faltou educação. De que adianta saber números sem saber amar? Pra mim a emoção sempre será superior a razão. Você pode saber todas as formulas e teorias, saber como se faz, mas se você estiver sentindo uma dor de cabeça, ou a perda de alguém você enfraquece. Eu acredito no sentir. Antes de tornar real você precisa passar na peneira do coração. Sou talvez um falso filósofo, olhando pelo conceito intelectual, de regras, mas sigo o principio básico, busco a verdade mesmo que ela seja mentira. Quero colonizar meu coração antes de colonizar as estrelas.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Egocentrismo

Se pudéssemos visualizar as raízes dos impulsos dos quais nascem as mais sublimes doutrinas morais, veríamos um monstruoso egocentrismo. Na frondosa árvore que nasce desse egocentrismo, está a idealização de si mesmo, a transformação de sua personalidade e de seus gostos pessoais em princípios superiores. Em todo caso, se o fizer com bastante encanto, talvez conseguirá seduzir um pequeno rebanho no qual poderá observar várias imitações de si próprio.

Egoísmo

O tempo passa, o planeta gira e a coisas vão tomando uma forma mais agressima e inóspita para as pessoas. Basta olhar ao redor que percebemos que os indivíduos se tornam mais egoístas a cada dia, e muito mais voltadas para a busca e o atendimento de seus interesses imediatos, exclusivos e indiferentes ao próximo, utilizando o outro como mero instrumento ou escada.
Quando aplicado na medida certa, até mesmo o veneno da cobra pode curar infermidades ao invés de matar. Da mesma forma é o egoísmo. Na quantidade certa é benéfico, proveitoso, salutar, por representar em cada um de nós uma tendência inata de nos preservar a todo momento e, sobretudo, de crescer, densenvolver, progredir, evoluir. Mas o sentido moral da palavra aponta para uma direção bem diferente. Um sentido em que só o que vale e importa é o amor exclusivo ou excessivo a si mesmo, pouco ou nada importando os interesses do próximo. E este é o sentido que parece ter fincado âncoras nas sociedades modernas. Tudo passa a ser permitido quando o egoísmo é cultuado e elevado ao ápice do exagero. O importante é chegar ao outro lado do rio, mesmo que pisando, afogando e asfixiando todos a sua volta. Absolutamente nada deve ser obstáculo para que os objetivos sejam conquistados na tão conhecida cantilena de que os fins justificam os meios. Não há limites nem escrúpulos, tudo passa a valer: a mentira, a traição, a conspiração,... Os valores que imperam são a ambição e a inveja. Neste contexto, o outro é sempre um obstáculo, um eterno adversário, um ameaçador concorrente, um perigoso competidor, jamais um colaborador, um leal aliado, um companheiro. Nada de divisão, de solidariedade, de compartilhamento, pois implicaria em acumular menos, em defenestrar o benefício próprio.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Qualidade de confluir

Todas as palavras serão falhas enquanto a sua não for capaz de frasear a minha e a minha preferir o meu complemento a buscar na sua a melhor síntese.

Uma boa conversa pode mudar muita coisa. Essa conversa, que tem como parceiro todos os acasos do momento, é, além de qualquer outra coisa, prazerosa e significativa. Flui simplesmente por não ter a necessidade de te fazer pensar diferente. Não quero que pense como eu penso, quero que todos cultivem pensamentos diferentes. Mas que cultivem, pensem e não simplesmente achem, ou, como alguns, repetem.

Discordar é legal, e melhor ainda é quando discordam de você. A briga não existe quando pensamos de forma clara e quando gostamos de idéias. Uma vez me disseram que é hipocrisia falar que não quero mudar o pensamento do amigo que me escuta, pois, em qualquer discurso, o objetivo principal é persuadir. Pode ser. E é assim que nossas cabeças se envolvem de forma a não percebermos o tempo, e é assim que elas se misturam até todos saírem ganhando.

A sociedade bitchun de Cory Doctorow

Imagine um lugar onde tudo o que é necessário para termos um bom padrão de vida é disponibilizado para todos pelo governo. Imagine também que nesse lugar o desenvolvimento tecnológico está tão avançado que o orgânico e o digital se confundem. Os habitantes dessa sociedade já conseguiram driblar a morte e acabaram com o dinheiro como o conhecemos. O que rege o mundo agora é o Whuffie, uma espécie de capital social que é acumulado de acordo com o seu papel desempenhado na sociedade e de acordo com as suas relações sociais. Esta é a sociedade Bitchun descrita no primeiro livro do escritor de ficção científica Cory Doctorow. Simplesmente fantástico.

(foto de eschipul sob uma licença Creative Commons)

Dita mole de idéias

Entre um reto e um torto
Alguém está certo,
Mas não se sabe quem é reto e quem é torto
Mesmo que relativo há o absoluto
A gente procura e não chega a nada
Há gente que não sabe de nada,
O certo tem palavra mas é mudo
E a gente fala muito,
Fala do que não sabe o que sabe
Mas mesmo assim a gente não sabe
Fala o que acredita
A nossa verdade é dita e mole
Porque não temos ditadura
A verdade tem que ser dita, seja ela qual for
A gente representa a mente
Juntamos as idéias num liquidificador

Sobre a veracidade do conhecimento

Nossa visão do mundo é apenas mental, constitui-se de idéias e noções abstratas. Usamos os dados fornecidos pela civilização e pela experiência para construir nossa representação da realidade. Nosso conhecimento é como um corpo de idéias coerentes entre si, e desenvolve-se de modo orgânico – crescendo, entrelaçando-se, sendo lapidado ao longo do tempo. Nossa visão de mundo, portanto, não pode ser mais do que um afloramento, um desenvolvimento das premissas que usamos pára ancorá-la. Diga-se de passagem, é por isso que aquele que questiona a veracidade das premissas fundamentais de toda a sua visão de mundo sente um enorme peso sobre suas costas. Assim, devido ao modo caótico como os dados chegam a nós, o conhecimento abstrato tem seus perigos -- se a premissa que usamos para julgar os fatos for falsa, isso faz ruir todo o edifício do nosso conhecimento. E afinal, quem garante a veracidade dos alicerces, das premissas? Ninguém. Nosso conhecimento não passa de uma suposição. Entretanto, se quisermos pelo menos tentar estar próximos da realidade, devemos sempre escolher premissas que se ancorem em fatos que podem ser verificados, para que possamos ver se nossas noções possuem alguma correspondência na realidade. Isso é o fundamento de toda idéia que se pretende científica. No fundo, isso também não garante coisa alguma, mas, sendo humanos, é o melhor que podemos fazer.

domingo, 12 de abril de 2009

Paulinha Tavares

Ana Paula Tavares é uberlandense, arquiteta de formação e grande fã das práticas amadoras. Talvez uma dia ela decida o que ama mais fazer. Por enquanto exercita seu amor em pequenas porções de passatempos irresolutos. Conheça seu blog pessoal.

Clique aqui para ver todas as postagens desta autora.

Eduardo Janú

Eduardo Janú é uma interregoção em pessoa, questiona tudo que lhe interessa, assuntos ligados ao esoterismo, quadrinhos e mangás é alguns do que ele mais gosta. Hoje escreve de Belo Horizonte, se orgulha de ser uma metarmose ambulante, acredita que a expêriencia é a melhor professora, só diz daquilo que cre conhecer ou saber algo para dar um palpite, do contrário sabe que o silêncio é melhor do palavras jogadas ao vento. Estilo músical variado, sempre preferindo letras a musicalidade, pois não entende nada de música. Praticante de ioga, está disposto a aprender tudo que é oculto e não está tão claro para as pessoas, gosta de desafio e é um amante da natureza.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

Anna Clara

Anna Clara escreve com personalidade, não mede suas palavras e possui uma característica única ao registrar seus pensamentos. É apaixonada por blues e tem isso gravado na pele. Conheça seu blog pessoal.

Clique aqui para ver todas as postagens desta autora.

Pablo Cândido

Pablo Cândido é brasileiro, músico compositor, poeta e arranjador, estudante de música, filosofia, espiritualidade e está em busca de conhecimentos práticos em sua pequena bagagem. Mineiro de Patos de Minas, criado em Uberlândia, considerado Acreano. É admirador das coisas simples, crítico e defensor da educação como fonte de um crescimento social e econômico. Acredita que a missão do ser humano na terra é a evolução através do autoconhecimento e da prática do bem. Conheça seu blog pessoal e participe de sua comunidade no orkut.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

pablitocandido@hotmail.com (pessoal – msn)

André Campos

André Campos escreve de forma atenta e inteligente. É idealizador do coletivo idearium e registra aqui suas idéias.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

Felipe Tavares

Felipe Tavares é autor do Blog do Lenhador, local onde disponibiliza as músicas de que tanto gosta. É também idealizador do projeto idearium. Entre no seu perfil do MeAdiciona e saiba onde ele se faz presente na rede mundial de computadores. (siga @lenhador)

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

Coletivo Idearium

Este perfil pertence ao Coletivo Idearium e é por aqui que divulgaremos as notas informativas e o que mais for pertinente associar ao coletivo, e não a autores individuais.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.