terça-feira, 30 de junho de 2009

Cinzas da mentira

Eu vi a dor de um sofrimento
Num lamento, mas eu não cedi,
Mesmo amanhecendo... sendo eu,
Tive sede, mas não cedi
A luz foi maior, e me levou mais além
Além já é mais, mais do que um sofrimento
De um lamento que eu já esqueci,
Lamento na mente de quem mente
Mas mentem, até que conheçam a verdade
Só quem não sabe o que é verdade diz mentira
A verdade ou a mentira
Ainda não descobri
Um ponto de força negativa em nós cegos
Desamarrando as cordas e luz aos cegos
Quando resolver essa situação
A escolha entre o bem e o mal
Entre o sim e não
A onde você escolher tem verdade
Porque a verdade é assim
Aparece na mentira, e me tira
Mente, tira de mim essa mentira
Me tira do que é sujeito vir de ilusões por ai
Quando eu estiver na ilusão a verdade aparece
E parece que os pólos positivos já estão dominando o mal
Mas ainda tem muita gente mais pra lá que pra cá
Inteligentes, eu li gentes e sei que elas estão no tempo
Nos trilhos do destino todo mundo chega lá
Bom dia, esse é um sonho
Os sonhos as vezes são confusos
Mesmo eles não sendo sempre verdade eles não são mentira
Assim que eu estou, entre a verdade, a verdade
Entre o sim e o sim, porque o não é sim
E a verdade são as cinzas da mentira.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

nunca



antes tarde do que nunca
antes nunca do que tarde
nunca tarde do que antes.


domingo, 28 de junho de 2009

Catuaba

Catuaba é um coquetel de vinho tinto com Catuaba, Guaraná e Marapuama com características estimulantes, energéticas e afrodisíacas. Seu efeito alucinógeno é até cinco vezes mais potente que o apresentado pela dietilamida do ácido lisérgico - popularmente conhecida como LSD. Reza a lenda que a bebida foi preparada originalmente pelo tinhoso em pessoa.

Causa, em um primeiro momento, dilatação da pupila, elevação do humor, euforia, desinibição e sociabilidade. Dependendo da quantidade ingerida, personalidade do usuário, humor e expectativas, pode causar modificação na percepção de tempo, modificação da sensação de espaço, alucinações e despersonalização.

A Organização Mundial da Saúde e as Nações Unidas não consideram a Catuaba como uma droga proscrita, isto é, proibida. É comercializada legalmente em todo o país sob sugestivovs nomes - Selvagem e Poderoso, por exemplo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Goodbye, King Of Pop


Deixo aqui o meu mais sincero sentimento de nostalgia e tristeza pela morte de Michael Jackson. Um ícone pop consagrado e controverso, acusado de pedófilo e referência quando se trata do termo excêntrico e que contribuiu, mesmo que de maneira indireta, para que minha infância tivesse mais ritmo e fosse mais divertida.
Recordo-me de ficar durante horas imitando incansavelmente passos de músicas como Dangerous, Thriller e Billie Jean, exibidos num especial que foi transmitido pela Globo em 97 - Live in Munich, e gravado em VHS que até hoje guardo comigo.

Do moonwalk ao engenhoso anti-gravitacional, ele foi e sempre será, o Rei Do Pop.
Cry - Michael Jackson
Somebody shakes when the wind blows
Somebody's missing a friend, hold on
Somebody's lacking a hero
And they have not a clue
When it's all gonna end
Stories buried and untold
Someone is hiding the truth, hold on
When will this mystery unfold
And will the sun ever shine
In the blind man's eyes when he cries?
You can change the world (I can't do it by myself)
You can touch the sky (Gonna take somebody's help)
You're the chosen one (I'm gonna need some kind of sign)
If we all cry at the same time tonight
People laugh when they're feelin sad
Someone is taking a life, hold on
Respect to believe in your dreams
Tell me where were youwhen your children cried last night?
Faces fill with madness
Miracles unheard of, hold on
Faith is found in the winds
All we have to do
Is reach for the truth
Change the world

Russian Circle


Bem, eu sou viciado em música, talvez alguns já saibam, mas ultimamente eu estava em uma seca musical, muito grande, precisando encontrar bons sons.

Então pedi ao papai do céu que me enviasse umas 3 bandas boas, que me tocasse a alma de alguma forma e fizessem com que eu me divertisse durante algumas semanas.

ELE OUVIU MINHAS PRECES e me enviou 3 bandas magníficas!


Hoje mostrarei para vocês uma delas chamada Russian Circles.

Esses americanos de Chicago foram muito bem recebidos pela crítica cibernética em 2008 quando lançaram o cd STATION.

Apesar de ler boas opiniões sobre os garotos enquanto o cd baixava, ainda não "botava muita fé" no trabalho deles, pensei que seria mais uma banda de post-rock sem tempero!

EU ESTAVA ERRADO!

Dotados de uma qualidade musical brilhante eles fazem um som instrumental sem grandes firulas.

Simples, hora leve, hora pesado e muito alegre. Como deve ser!

Dica: prestem atenção na bateria.

Música Harper Lewis - Ao vivo

quinta-feira, 25 de junho de 2009

seria

Seria lindo se assim fosse,
mas assim não é.

Terrorchanchada, morra de rir

Populares no Brasil durante 30 anos (1930-1960), as chanchadas - em arte, espetáculo ou filme que predomina o humor ingênuo, burlesco, de caráter popular -, lotaram as salas de cinema por um longo período. Apesar das produções serem feitas a partir da caricatura e trejeitos norte-americanos, eram adicionados temas do cotidiano nacional, como as anedotas tipicamente cariocas e o jeito malandro de falar e comportar do brasileiro.

O termo “chanchada” surgiu, para designar os filmes brasileiros nos anos 30. Para vários críticos esse movimento teve início em 1908 e outros, consideram desde 1929. A chanchada convencional funcionava da seguinte maneira: o mocinho e a mocinha perseguidos pelo vilão, e ajudados pelo cômico, embalados em músicas carnavalescas, muitas confusões e brigas, até chegar ao final apoteótico e feliz.

Alguns filmes B, do gênero terror, são verdadeiras chanchadas. O conceito de filme trash é bastante discutido, mas o mais aceito seriam os filmes de baixo custo, ou que aparentam ser, usando a equipe ou material baratos. O trash normalmente é associado a filmes de terror, mas pode ser usado para qualquer gênero.

Enfim, as chanchadas acabaram e os filmes trash praticamente sumiram. Gostaria de ver renascer esses movimentos com o nome de Terror Chanchada. Não seria nenhuma novidade, porém muitos filmes trash são uma verdadeira comédia sem limites.

Destaque para o famoso e premiado “O Ataque dos Tomates Assassinos”, um clássico.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Barbeiro virtual

Pessoal, isso aqui é uma coisa realmente interessante. Muita gente já deve ter ouvido, mas vale a pena repostar.

Trata-se de uma técnica de som 3D chamada Binaural Recording que passa uma impressionante sensação de realidade. Vale a pena conferir. É obrigatório o uso de fones de ouvido.

Taí o link: http://techloko.blogspot.com/2007/06/teste.html


Sugestão:

Para uma maior sensação de realidade use fones de ouvidos ESTÉREO com o som relativamente alto, feche os olhos e esteja em num lugar em que o som externo não possa ser percebido.


Ps.: Não é brincadeira de susto.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Queda

Perto

ouço um canto

ouço alguém

.

..

...

caído

som desesperado em parecer humano

ouço

um deus

feito um demônio

tocando um blues ali

um samba aqui

numa festa angelical de pecados sonoros.



Estéfani Martins

Bete Gibbons

Ela
vergada
entre a vontade e o estéreo
entre o analógico e o digital
entre o perder e o desesperar
nas brumas equalizadas pelo seu tabaco gêmeo
sua voz elegantemente em mono
adianta-se
atira-se
no abismo que a aproxima de nós,
ouvintes.

Estéfani Martins

domingo, 21 de junho de 2009

Natureza Humana

A humanização da natureza vem sendo utilizada há muito tempo pela mídia para facilitar o entendimento dos fenômenos biológicos por pessoas menos instruídas, mas até quando isso é válido? Dizer que um leão quer pegar sua presa é uma coisa, mas afirmar que ele corre tanto por saber que pode ser sua última chance de caçar antes de morrer de fome é outra. Isso é o que se vê muito em documentários, a racionalização dos animais, o filme “A Marcha dos Pinguins” é o maior exemplo recente disso.

Os animais não formulam, até onde sabemos, pensamentos tão complexos quanto esse. A maior parte de suas ações é guiada por comportamentos descritos por seu DNA. Isso é o instinto dos animais, nada além de ações ditadas pelos genes e que independem de aprendizado para serem realizadas. O estudo do comportamento de animais tem mostrado cada vez mais que eles realizam suas ações por “saberem” geneticamente que aquilo os manterá vivos, alimentados ou os fará reproduzir, e não por terem a consciência de onde seus atos os levarão. Já ficou provado também que demonstrações de puro altruísmo na natureza são raros, e a competição é a regra geral entre os animais.

Outra idéia amplamente difundida é a naturalização da sociedade humana. Competições como a do mercado de trabalho e na bolsa de valores, onde os mais fortes sobrevivem podem lembrar a seleção natural, descrita por Darwin, mas algumas diferenças precisam ser observadas. Segundo as leis da sociedade humana, todos os homens são iguais, e por isso, todos têm direito à vida. Portanto, a competição exagerada dentro da sociedade humana não pode ser naturalizada, ou estaríamos tornando natural também a morte de milhões de pessoas por ano devido à pobreza. A racionalidade da raça humana deveria ser utilizada para diminuir a extrema competição por dinheiro e poder, e reparar os danos feitos ao mundo até então.

Esses danos não se resumem ao mal feito a outros homens, mas também à natureza. O consumismo exacerbado leva a uma produção massiva de lixo, entulhando o planeta com dejetos da sociedade. E esse consumismo é incentivado pela competição de se ter sempre o melhor para comparar com outras pessoas. Falta equilíbrio entre o conforto da vida moderna e o respeito ao próximo, seja ele homem ou outro ser vivo qualquer.

O homem precisa parar de colocar racionalidade nos fenômenos naturais, para dessa maneira compreender e respeitar a natureza com suas peculiaridades. Mas acima de tudo é necessário que se separe a sociedade humana do restante dos seres, já que somos “racionais”. Não precisamos competir o tempo todo por sobrevivência, e por isso sobra-nos tempo de ajudar outras pessoas menos aptas, porém não menos importantes que nós a sobreviver. Se não usarmos nossa racionalidade para promover o altruísmo verdadeiro, tanto para os homens quanto para outras formas de vida, então não poderemos mais nos separar do resto dos animais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pequeno Cidadão para pequenos cidadãos

Já trabalhei um tempo no Hospital do Câncer aqui em Uberlândia como palhaça no grupo Anjos da Alegria. Me lembro que certa vez pedimos a uma criança que estava na brinquedoteca q escolhesse uma musica de q ela gostasse para que nós pudéssemos cantar todos juntos. Eram costumeiros os momentos que tentávamos alegrar um pequenino pedindo para q ele escolhesse uma musica, uma brincadeira, falasse das coisas que gosta, enfim, qualquer coisa para desviar a mente de uma criança de 7 anos da friesa de um hospital. Nesta vez o garotinho disse - canta Fada do Victor e Leo!! . Considerando q isso aconteceu a cerca de 1 ano atras, eu nao conhecia a música, se quer tinha ouvido falar. Fiz um amontoado de 3 notas no violão e um ritmo sertanejo. O garoto cantou toda a musica, claro, gaguejando em certas partes e sendo ajudado pelos voluntários da brinquedoteca. Ele riu mto, riu demais.

Engraçado que na minha infância lembro de gostar de escutar Balão Mágico, passando por Trem da Alegria, Xuxa (ahhh vc tb escutou q eu sei!) e até Sandy e Junior! Pensei, e hoje? O que uma criança ouve? Ou estou muito mal informada ou a musica infantil sofreu um retrocesso incrível. Mesmo pensando que lá atrás os grupinhos formados por crianças e adoslecentes nem eram tão bons assim, sei que nos cativavam principalmente por serem de crianças as vozes das musicas que as vezes nem eram tão infantis.

A conversa chegou até aqui pq tenho ouvido um ótimo cd da banda Pequeno Cidadão formada pelos musicos Antonio Pinto, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Taciana Barro. Assim como Adriana Calcanhoto, que deu um time na sua carreira pra se dedicar ao publico infantil tornando-se Adriana Partimpim, esses caras tb estão tentando preencher esse buraco do mundo infantil. Mas vem cá, as crianças do hospital continuam não ouvindo se quer os novos cd's da Xuxa e Eliana, quanto menos a ótima Adriana Partimpim e outros da mesma linha. É uma pena que ótimos trabalhos como este sejam mais ouvindos pelos fãs de Adriana e Arnaldo Antunes do q por crianças de fato.

Não importa o esforço, a cultura destinada ao público infantil tem de ser de massa sim! Deve grudar na mente das crianças mais que qualquer funk q inevitavelmente ouçam por aí. É intragável que esses meninos sejam sujeitos a ouvir Crew e outras aberrações. Fora o Crew! Quero enjuar de ouvir sobrinhos e priminhos cantando músicas feitas para eles de verdade. Espero muito que Pequeno Cidadão se desvencilie do ar cult e atinja realmente o público q interessa.

Ouçam Pequeno Cidadão no myspace. Minha música preferida é O Sol e a Lua.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Modernos Tempos de Diversão

Há alguns dias, li que haveria uma exibição da obra do diretor e ator de cinema Jacques Tati [em São Paulo], como já tinha ouvido falar do francês, aproveitei pra procurar alguma coisa dele para assistir... E apesar de "Mon Oncle" ser considerado o "toptop", acabei começando por Playtime.

As semelhanças com “Tempos Modernos” não param no nome, Playtime tem temática semelhante, no entanto, nessa comédia, Jacques Tati, retrata, ainda que exageradamente, o modo de vida nos tempos da modernidade pós-guerra, tema de grande parte da obra do diretor. O tempo das pessoas imersas no capitalismo calculista, da padronização e da frieza das relações que se reflete no filme por meio da arquitetura racional da linha reta, minimalista, indiferente e funcional do cenário e na ausência de longos diálogos, que, aliás, faz da comédia coreografada, dos ruídos e das composições visuais pontos mestres do filme. Parte da história circunda um grupo de turistas estadunidenses que em visita a Paris se deparam com o próprio modo de vida da “América” nos anos 60, da espetacularização do mínimo, e outra retrata o jeito desastrado do personagem central Hulot, vivido pelo próprio Tati, frente às inovações da modernidade. Ainda que numa quase releitura de Tempos Modernos, Tempos de Diversão vale ser conferido.

Aqui uma prévia [mesmo que com mais de 5 minutos, huhu], reparem que a ausência de legendas é uma mero detalhe.

Enjoy.

terça-feira, 16 de junho de 2009

10 Fatos que Fariam do Mundo um Lugar Melhor para se Viver

Hoje eu acordei com uma vibe we-are-the-world-we-are-the-children. Tomei café, dei bom dia aos passarinhos, olhei o céu azul e me senti feliz por viver em um planeta tão afável e aconchegante.

Aí, envolto nessa onda de pensamentos positivos, me pus a pensar no que poderia ser feito para que o mundo fosse um lugar ainda mais supimpa. Não pensei na paz mundial ou no desmatamento da Amazônia, e sim naqueles pequeninos fatos do dia-a-dia que poderiam, efetivamente, deixar as pessoinhas ainda mais sorridentes.

Depois de muito matutar, cheguei a um ranking. OS DEZ FATOS QUE FARIAM DO MUNDO UM LUGAR MELHOR PARA SE VIVER:


#10: Casseta e Planeta no Airbus.
Indo pra França. Numa tempestade. Com raios e tubarões no oceano. Com o tacógrafo estragado. Por via das dúvidas, com poltronas que não flutuem na água.


#9: A extinção da Globo Minas
Naquele domingo ensolarado, você, cidadão triangulino, morrendo de vontade de beber uma gelada e assistir àquele jogão de futebol. Esse é um dos maiores certames do ano, a TV com certeza vai transmitir. Chega o horário, você sintoniza [hahaha, palavra velha] a Globo e dá de cara com um emocionante Atlético MG x Avaí, com uns 6 espectadores no campo e comentários do grande Bob Faria.

Será que ninguém da TV Integração se ligou que o Triângulo Mineiro tem tanta ligação com Belo Horizonte quanto eu tenho com Vladivostok?


#8: O pênis do namorado de Jaque Khury cair
Se você acessar o portal Globo.com, as chances de dar de cara com alguma notícia eletrizante sobre Jaque Khury são altas. “Jaque Khury compra biscoitos para o café”; “Jaque Khury pisa em cocô de cachorro na calçada”; “Jaque Khury passeia em Copacabana com freada de bicicleta.

Aí você, leitor esperto, tem a mesma dúvida que eu tive: QUEM DIABOS É ESSA P!$@#* DE JAQUE KHURY?

Segundo o Google, ela é uma ex-BBB (ô racinha...) que foi eliminada na PRIMEIRA SEMANA, o que nos leva à seguinte conclusão: existe alguém na Globo sapecando Jaque Khury. Favor arrumar uma cueca de lítio pro safadão.


#7: Pedro Bial correspondente internacional na Faixa de Gaza
Seria engrandecedor para a população mundial se o exímio jornalista Pedro Bial fizesse a cobertura do conflito judaico-palestino. Somente ele, com toda a bagagem acumulada em anos de serviços prestados, poderia nos fornecer um elucidativo panorama sobre a briga de vizinhos mais famosa da política mundial, com toda sua sagacidade, astúcia e uma pitadinha de humor. Por isso, não tenha medo de desejar: Pedro Bial dando uma espiadinha na Faixa de Gaza, já! De preferência vestindo o uniforme da seleção palestina de futebol.


#6: Pandemia de gripe suína para os alternativos
Um mês de repouso assistido voluntário e o mundo seria outro. Revigorado, sabe? Imagina passar 30 dias sem ouvir que Radiohead é a melhor banda do mundo, que Belle & Sebastian revolucionou o jazz (-q/) ou que as letras dos Loser Manos tocam o coração?

30 dias sem ouvir que samba é música de intelectual, sem ler nenhum review de filme iraniano, sem ninguém se masturbar para o Tarantino...

30 dias sem ninguém deixar de tomar cerveja pra tomar capuccino, sem ouvir gente falando que ama o Bob Dylan sem nunca ter ouvido um disco inteiro, sem camisetas engraçadinhas e modernas...

Sonho meu, sonho meu, eu posso tudo o que eu sonhar.


#5: Preta Gil arrumar uma profissão
Por mais que eu tenha fé no ser humano, eu não consigo vislumbrar em Preta Gil nenhuma qualidade que me convença que ela mereça existir 5 segundos de fama. Aparência, jeito de ser, carisma, papel social, nome... Nada. E ainda se acha "A" gordelícia.

Contudo, como prova da minha boa-fé, acredito que um emprego, daqueles que a pessoa tem que cumprir uma tarefa predeterminada para ganhar uma remuneração no final do mês, a deixaria ocupada demais para falar bobagem/fazer bobagem/respirar.


#4: Cláudia Leitte ficar muda
Poucas vezes vi alguém se esforçar tanto pra aparecer. Até da doença do filho ela fez um espetáculo (como se alguém estivesse interessado). Ivete, te cuida, pois essa Leitte é the-biggest-stalker-of-all.

Longe de mim querer que Claudinha seja acometida por alguma enfermidade que neutralize suas cordas vocais. Ela pode muito bem se converter a alguma religião introspectiva, pode fazer uma promessa (“Não falo mais nenhuma palavra enquanto não virar Ivete Sangalo”), pode fazer do silêncio uma filosofia de vida, enfim, não importa.

Portanto, pessoas do mundo, uni-vos! Vamos dizer, gritar, cantar, em uníssono, numa só voz, numa só emoção à Claudinha: “Vaca amarela pulou a janela...


#3: Lobotomia no movimento estudantil
Tem coisa mais chata do que você passar no vestibular e simplesmente querer estudar, mas ser interrompido por militantes das ciências humanas para falar da terceirização do RU, da proibição à prática de capoeira no campus e da crise do capitalismo na República do Togo?

Eu fiz Ciências Sociais, eu sei do que estou falando.

Eu até devia sugerir o mesmo que sugeri à Preta Gil, mas um militante jamais, nunca, em hipótese alguma, considerou a possibilidade de... trabalhar. Forget it. Impossível.

Proponho, então, lobotomia coletiva a laser. Se tirarmos apenas aquilo que eles tem de pior, quem sabe o militante de hoje não possa se tornar o ex-BBB de amanhã.


#2: Aposentadoria da Glória Perez
Marroquinos, indianos e norte-americanos falando em português, expressões árabes no horário nobre, músicas bisonhas, Juliana Paes protagonista (e vestida), Vera Fischer pagando de gatinha, Cissa Guimarães sendo Cissa Guimarães, viagens intercontinentais de 30 minutos, danças indianas, boi Bandido, vaca...

Alguma pergunta?


#1: Rubens Barrichello na ilha de Lost
Alguém já parou pra pensar no que seria o mundo sem Rubens Barrichello? Seria uma utopia? Estou pedindo demais? A humanidade não merece tamanho regozijo? Deus, ó todo-poderoso, temos que pagar até hoje pelos pecados de Eva?

Rubens Barrichello é a única pessoa que me faz ter vergonha de ser brasileiro, e olha que eu levei em consideração a existência da Irislene Stefanelli.

Tomara que ele nunca leia este blog, pois é capaz de me culpar pelas performances (!?) constrangedoras nas pistas de corrida. Afinal, “Ferrari”, “problema hidráulico”, “equipe”, “Schumacher” e “gasolina” já são desculpas um tanto quanto velhas.

Aliás, se tem uma pessoa que tem fé no mundo é o Barrica, pois, por mais que a pessoa seja otimista, ela nunca acreditaria em Rubens. Mas ele acredita em si mesmo. É até meio bonito isso.

São 16 anos de segundo piloto, de desculpas esfarrapadas, de falta de humildade, de marcha lenta, e da bandeira do nosso querido Brasil ao lado do nome “Rubens Barrichello” nos geradores de caracteres de todo o mundo, mostrando ainda mais ao mundo o nosso sofrimento.

Não. Basta. Já chega. Quaisquer que tenham sido os erros da nação tupiniquim no passado, eles já foram pagos, com juros e correção. ESTE PAÍS MERECE UM POUCO DE ORGULHO, UMA FATIA DE DIGNIDADE PARA CHAMAR DE NOSSA.

Rubinho, meu querido... Boa sorte na ilha de Lost. A gente até constrói um autódromo só pra você. Assim você pode quebrar ou rodar, mas pelo menos nenhum outro piloto vai chegar na frente.

E aí, feito?




_____________________________
Nem me apresentei formalmente aos demais integrantes do Idearium. Bom, como vocês podem notar, eu sou o Gustavo, e não costumo dizer muita coisa útil. Espero conhecer cada um aqui, com o tempo. Saudações!

Gustavo Rezende

Gustavo Rezende é cientista social, músico amador e estudante de direito (ninguém é perfeito). Autor do Você de novo não! e de vários outros blogs desde 2001 (nenhum vale a pena, acredite), escreve por prazer. Orkut e Twitter.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Apenas uma Vez [Once]

Hello, long time no see.
Aqui, um post publicado no meu blog pessoal em 27 de Janeiro de 2009:


Já faz algumas semanas que vi esse filme e durante meu trabalho na solitaria e vazia ufu em periodo de férias tenho colocado o filme pra rodar enquanto faço as fichas de inventário. Cheguei a uma conclusão, o belo filme q começou bem minha lista de 2009 poderia ser facilmente vendido em cd.

Falando basicamente do roteiro do filme. Um rapaz toca violão nas ruas de Dublin nos seus tempos livres de trabalho como consertador de aspiradores de pó. Uma noite uma garota se encanta com a musica e a voz do rapaz e a partir de então passa a segui-lo até q os dois se tornem parceiros de musica, oq os unem de maneira inesperada mas excepcional.

O longa, filmado em poucos dias (se n me engano, 15) tem como atores os musicos Glen Hansard e Marketa Irglova, que apesar de não serem atores desenpenham seus papeis a ponto de aflorar a minha inveja. No filme, eles são apenas apresentados por suas caracteristicas e em nenhum momento são citados seus nomes. É aqui onde começa a minha identificação com o filme. Assim como em Antes de Amanhecer, o roteiro é simples e se lido, provavelmente não teria o mesmo impacto que visto. Nesse caso Apenas uma Vez se mostra um filme extremamente inteligente, intuitivo, auditivo e visual. Foram inúmeras as vezes q me emocionei por um simples olhar, uma frase, um gesto, pelas musicas que cantadas, transformam cenas de calmaria ao ápice da lamúria.

Filmado com câmera digital, nos encontramos no filme como quem estivesse a metros de distancia da cena e a todo momento nos vemos tentando transcrever o que se passa. Apesar de parecer um musical o filme trata a musica de forma simples fazendo com q esta se apresente principalmente como fator de união do casal, oq não faz com q essas cenas deixam de ser belíssimas. No mais, o filme é uma ótima opção pros editores de filmes caseiros e aspirantes a cineastas, mostrando que uma câmera digital, pouca verba e talento podem dar um caldo.

Vou deixar aqui uma apresentação de Falloing Slowly, musica que ganhou o Oscar de melhor canção original. Vale a pena também dar uma olhada no trabalho de Glen Hansard e Marketa Irglova, a força com q interpretam suas canções é de esbabacar.

domingo, 14 de junho de 2009

rolê de bike

Eu não sei como é a sua vida, mas tenho certeza que ela melhoraria um bocado se você começasse a andar de bicicleta.

Metade do trecho casa-trabalho, lá pelas 8h da manhã.

sábado, 13 de junho de 2009

Piratas suecos no parlamento europeu

Em 2006 a polícia sueca, pressionada por algumas grandes empresas norte americanas, invadiu o local onde ficavam os servidores do site de compartilhamento Pirate Bay, confiscaram os hardwares e foi iniciado um processo judicial por quebra de direitos autorais contra os donos do site por facilitarem a disseminação de conteúdo protegido pelos copyrights. Esse foi um marco pra luta a favor da liberdade na internet. Após isso desenvolveram-se grupos de ação direta em todo o mundo. Foi criado o Partido Pirata Sueco, o piratpartiet, que em 2006 concorreu ao parlamento europeu alcançando 0,6% dos votos e que agora em 2009 atingiu a incrível marca de 7,1% dos votos, o que significa 214.313 eleitores insatisfeitos com as leis de propriedade intelectual e no mínimo uma cadeira no parlamento europeu.

Isso foi possível em partes graças a atitude dos defensores dos direitos autorais, que condenaram o Pirate Bay a um ano de prisão e a pagarem uma elevada multa. Após o veredicto o tráfego do site cresceu cerca de 10% e o Partido Pirata ganhou mais de 14.000 membros filiados de uma hora para outra. A condenação dos responsáveis pelo Pirate Bay e a eleição de um parlamentar pirata são outros grandes marcos pra livre disceminação da cultura e do conhecimento.

O movimento não ficou apenas na Suécia. O piratpartiet influenciou grupos de todo o mundo a fundarem o seu próprio partido pirata ou mesmo coletivos de ação direta. E no Brasil já existe um. Conheça o Partido Pirata Brasileiro, participe do fórum e vamos construir um espaço de debate e ação. O projeto é novo, portanto ainda está sendo organizado, mas com certeza promete boas ações por aqui.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A vida está mudando!

Life is Change from Eduardo Morais on Vimeo.

"Para" mendigo

Para a fome; esperança
Para o abrigo; andança
Para o frio; jornal
Para a qualidade; banal

Para o apelo; o não
Para a crítica; o sim
Para a vida; solidão
Para a cultura; "não é pra mim"

Para o cimento; cama
Para as ruas; drama
Para os outros; "não é comigo"
Para minha solução; mendigo

esperança, andança, jornal, banal
o não, o sim, solidão, "não é pra mim"

Cama, drama, cadeia . . . Possibilidades de uma vida alheia.

Altair Júnior

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Agradecimento

Agradeço aos moderadores do Idearium por considerarem a ideia de receber mais um membro. Minha primeira postagem será um texto cujo título é "Juvenal". Grande abraço.


Juvenal era um menino normal se comparado aos noticiários que sempre lhe pareciam coisa de outro mundo. Normal e submisso àquelas notícias do cotidiano, Juvenal acordava todos os dias e estudava e trabalhava. Era menino responsável. Aliás, sempre fora. Garoto de família, com princípios e educação básicos - nada exagerado, nada britânico. Sua idade era 2 décadas seu nascimento e mais um pouco - o pouco que ele achava muito e que às vezes achava pouco porque, segundo ele, a bagagem que carregou durante a sua vida sempre foi muito ou pouco distribuída às duas perfeitas pernas que ele tinha. Pernas estas que lhe carregavam pra onde quisesse ir, seja no concreto, seja no abstrato. Tinha desejos baseados na carne e baseados no objeto, assim como qualquer outro garoto normal, e era um objeto feito de carne ou uma carne feita de objeto - dependia de quem almejava a carne ou de quem o via como objeto.
Às vezes se sentia tão superficial que preferiria voltar a ser feto. Às vezes se sentia tão superior que poderia ocupar qualquer trono real de qualquer universo que fosse, mas nunca deixou que isso o afetasse nem para mais nem para menos. Acordava pedindo por dias melhores... dormia agradecendo e com esperanças de novamente outro nascer, outro suspiro que carregasse o sangue que corre nas veias e que bombeia o seu coração.
Ouvia músicas que acalentavam seus pensamentos e músicas que o faziam viajar sem ter que sair do chão a não ser para arriscar um passo ou outro no balanço do compasso descompassado. Era um garoto normal, exceto por uma coisa: O “Pseudo-verdadeiro”- vocábulo que ele mesmo inventou para designar a massa de formigas que seguiam por um só caminho, procurando apenas por comida e que no fundo no fundo (do formigueiro) sempre haveria uma mãe; a rainha de todas as formigas, na qual deveria ser servida. Algo tão robótico, tão ensaiado, que não aceitava de maneira alguma que aquilo fosse chamado de vida, mas aceitava tranquilamente que fosse chamado de EGO.
Era assim que ele se via em meio à massa – homogêneo e submisso.
Submisso claro!
“Essa massa de Maria-vai-com-as-outras!”, resmungava sempre ele...
O pior é que ele seguia as Marias mesmo sendo Juvenal,
mesmo sendo educado,
mesmo sendo responsável,
mesmo sendo normal.
Sua vida era normal, sua casa era normal, até seu nome era normal demais.
Ele às vezes se sentia cansado disso, mas nada fazia porque senão, iria ser diferente e ele não queria. Não queria ser visto como aberração.
Pelo menos pelo lado de fora.
Altair Júnior

Altair Júnior

Depois que descobri que letras “ajuntadas” fazem grana e que recebi meu primeiro salário como redator publicitário, prostituo minhas ideias e deixo para abusar delas em momentos mais íntimos, como este. Tenho 23 anos e muita bobagem na cabeça – minha sorte é que piso em ovos 24hrs por dia e elas ficam guardadinhas pras minhas orgias da escrita.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Anderson Tissa

Anderson Tissa é jornalista e escritor.

Clique aqui para ver todas as postagens deste autor.

domingo, 7 de junho de 2009

A Feira

Sempre achei um saco acompanhar meu pai quando ele vai à feira. Mas ultimamente, não sei se é por estarmos indo a uma feira diferente por semana, isso tem se tornado um evento cada vez mais interessante. Não sou das melhores pra escolher frutas, e nem sempre sei quando o legume está fresco ou não... Prefiro mesmo é ficar encarregada de segurar as sacolas e livre para ver o povo, esbarrar, pedir desculpas e nem sempre receber resposta, ver pessoas de todas as tribos, do salto alto ao chinelo de dedo, ouvir comadres e compadres se cumprimentarem, mandarem lembranças "e tudo e tal". Sentir os cheiros, da melancia cortada ao do óleo queimado do pastel.
É bom ver o usual das mais variadas formas, e até exoticamente, num mesmo lugar.

Foto: Itororó- BA, jan-2009. De passagem pela cidade, não resisti ao ver a feira e: "Nossa! Ó a feira, vamo lá olha?" Paramos, andamos, olhamos, nem tudo foi agradável, mas de ervas milagrosas a passarinhos típicos encontramos a venda. Nessas cidades do norte de Minas e da Bahia a feira ainda é o mercado, a compra da semana, o ganha-pão, o dia de ir à cidade, do encontro. Fantástico.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

C'était un rendez-vous

Um passeio a alta velocidade em Paris no ano de 1976 às 5:30. Esse é o curta C'était un rendez-vous de Claude Lelouch. Nenhuma rua foi fechada para a filmagem e Lelouch foi bastante criticado pela negligência ao colocar em risco a vida de pedestres e motoristas. O diretor chegou a ser preso após a primeira exibição e o filme foi proibido passando a circular apenas no meio underground. Há várias especulações acerca desse filme. Dizem que o carro usado foi uma Ferrari 275 GTB pilotada por um amigo do diretor que era piloto de fórmula 1 e que em certos trechos o carro chegou a 324Km/h. A forma arriscada como foi filmado, os inúmeros rumores, a proibição e a escassez de vídeo tapes deixou o filme com um status cult. Confira abaixo os quase nove minutos de que estamos falando.


Agora se você quiser deixar a parte romântica de lado, saiba que o carro usado foi uma Mercedes-Benz 450SEL 6.9, e que o carro não passou de 200Km/h. De qualquer forma o curta é emocionante e proporciona uma viagem ao tempo de volta ao ano de 1976 pelas ruas de Paris de forma única. Clique aqui para ver o trajeto realizado.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rua Augusta

Registro aqui meu sincero apreço pela honesta e efervescente vida noturna da Augusta.