Preparados para um show de horrores? Então aí vai a minha lista com os piores filmes de 2009. É claro que muito filme ficou de fora, afinal, eram apostas tão óbvias de serem ruins que nem me dei ao trabalho de conferir. Acho que esta é uma lista onde predominam os filmes que, na verdade, mais decepcionaram neste ano.
Antes da lista oficial, preciso citar dar menções desonrosas para dois filmes que assisti no FIC Brasília e que podem estrear no Brasil em 2010. Caso isso aconteça, corram léguas destes filmes. São eles Every Little Step (documentário sobre o musical Chorus Line. Ídolos deixa-o no chinelo); e Todos Mienten, que nem de filme eu chamaria (para mim, um compilado de situações desconexas e tremendamente entediantes).
Agora chega de enrolação, preparem os seus estômagos e confiram o Bottom 15/2009:
15º - Austrália (idem) – a saga que Baz Lührmann queria contar ficou tão confusa e melodramática que mais parecia um desfile de moda em novela mexicana do que propriamente um filme. Pobre da Nicole Kidman, que só tem errado nas escolhas dela.
14º - Os Normais 2 (idem) – os roteiristas perderam o espírito da série – e do primeiro filme – e fizeram elaboraram uma sequência infindável de situações grotescas e piadas batidas. Um desperdício. Nem Fernanda Torres conseguiu salvar o filme.
13º - Surf Adventures 2 (idem) – mais uma sequência nacional que não deu certo. Os depoimentos eram bem parecidos com os do primeiro filme, a proposta era a mesma, mas o encanto se perdeu. A falta de novidade e de ritmo fizeram deste documentário algo muito chato de se assistir. Merecidamente ignorado pelo público.
12º - Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler's Wife) – outro desperdício. Tinha uma proposta até interessante, mas pensem numa equipe perdida?! Nada deu certo e nem a apelação emotiva funcionou.
11º - A Era do Gelo 3 (Ice Age 3 – The Age the Dinosaurs) – quanta decepção. Os dois primeiros filmes da série do brasileiro Carlos Saldanha eram tão divertidos, que assistir a terceira parte (cheia de novos e desnecessários personagens) foi um programa frustrante. Fora o oportunismo de lançar o filme em 3D (que de tridimensional pouco tinha), o que fez muita gente pensar que a nova tecnologia não era tão boa assim.
10º - Budapeste (idem) – ainda não foi dessa vez que conseguiram fazer uma boa adaptação de uma obra do Chico Buarque. O diretor de fotografia Lula Carvalho fez um bom trabalho, mas nem só de beleza vive um filme.
9º - Inimigos Públicos (Public Enemies) – o excesso de ação arrastada e o roteiro fraco e cheio de furos foram os principais responsáveis pelo fracasso deste filme. Arrecadou um bom dinheiro, mas poderia ter saído-se bem melhor. Fora a exaltação ao vilão. Ninguém merece aquela deturpação de valores. Para mim, a expectativa mais frustrada do ano.
8º - A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth) – fórmula reducionista, atuações preguiçosas e piadinhas machistas acabaram com este filme. E o que foi aquele efeito horroroso do balão, na cena final? Micão.
7º - Che: Parte 1 (Che) – a primeira parte da saga de Che Guevara foi tão arrastada que nem tive coragem de ver a segunda. Steven Soderbergh faz um filmes interessantes, mas definitivamente não dá para confiar.
6º - X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine) – Hugh Jackman se deu mal este ano. Foi elogiado pela apresentação do Oscar, mas depois do fiasco de Austrália, ainda protagonizou esta obra caça-níquel vazia e mal acabada. Hajam efeitos visuais ruins. Bryan Singer faz muita falta para os filmes dos mutantes.
5º - Transformers 2 (idem) – Michael Bay sempre fez filmes visando lucro, sem ligar para a qualidade. Mas desta vez, ele se superou. Um dos filmes com mais clichê por metro de película que eu já vi. Só serviu para inspirar-me para uma das minhas críticas mais divertidas. Preferia não ter assistido.
4º - Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions of a Shopaholic) – futilidade irritante, protagonista histérica, realidade pararela, de um mundo em que poucos vivem. Senti-me um desneurado assistindo isso.
3º - Spirit (idem) – Frank Miller pensou que seria fácil dirigir um filme sozinho. Se deu mal. Além de ter uma fotografia instável (mesclando uma bela plasticidade com tosqueiras), ainda se perdeu em meio à falta de história. Até o elenco parecia não saber o que estava fazendo ali. Merecidamente, foi um fiasco de público e de crítica.
2º - Bela Noite Para Voar (idem) – efeitos horríveis, roteiro fraquinho e interpretações limitadas fizeram deste o pior filme nacional deste ano. JK deve ter remoído-se no túmulo. Corram!
1º - 2012 (idem) – eis um dos maiores absurdos que eu já vi. Tá para nascer um diretor mais oportunista do que Roland Emmerich. O cara pensa que destruir o mundo é sinônimo de grande bilheteria. Estava certo, mas foi difícil encontrar alguém que tivesse gostado do filme. Usar de um pretexto marketeiro (a profecia maia do fim do mundo), para enganar o público não se faz. Não tinha história, não tinha elenco e os efeitos bons estavam todos no trailer. Quem ainda não viu, não veja.
É claro que depois da tempestade vem a bonança. Então, quem quiser pode conferir a lista dos Melhores de 2009, no blog Fred Burle no Cinema!
Um feliz 2010 para todos!
















