sexta-feira, 12 de março de 2010

Permitam-me parasitar por aqui

Posto um poema de uma amiga, arquiteta, poetisa e desacanhada apenas em seus versos, Raquel Beatriz.

A caixa

Fito as imagens,
que fixas só me fingem
retribuir.
Deleito-me com os instantâneos
Perpepasso todo meu ser
em cada momento encapsulado,
para isto que se denomina
posteridade.
Alguns poderiam ser destruídos
em ato de amnésia.
Mas não há jeito ou forma
de fazê-lo.
Somente o silêncio diante do estranhamento
da vida que se passa, sem possibilidade de detenção.
Guardo meus sortimentos na caixa.
Cuidadosamente.


_______ permitam-me postar outro


Tratado do existir


Só sei existir quando me parto,

para enfim ser possível transfigurar
só sei existir quando parte de mim,
es ca pa a a a
sublima a a a

Em estado de sublimação,
sou livre.