Posto um poema de uma amiga, arquiteta, poetisa e desacanhada apenas em seus versos, Raquel Beatriz.
A caixa
Fito as imagens,
que fixas só me fingem
retribuir.
Deleito-me com os instantâneos
Perpepasso todo meu ser
em cada momento encapsulado,
para isto que se denomina
posteridade.
Alguns poderiam ser destruídos
em ato de amnésia.
Mas não há jeito ou forma
de fazê-lo.
Somente o silêncio diante do estranhamento
da vida que se passa, sem possibilidade de detenção.
Guardo meus sortimentos na caixa.
Cuidadosamente.
_______ permitam-me postar outro
Tratado do existir
Só sei existir quando me parto,
para enfim ser possível transfigurar
só sei existir quando parte de mim,
es ca pa a a a
sublima a a a
Em estado de sublimação,
sou livre.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Permitam-me parasitar por aqui
2010-03-12T08:07:00-03:00
Paulinha Tavares
Paulinha Tavares|
