O nó é pra se desenrolar
É um calo pra tirar, a pulga faz coçar
Os cabelos ousam a cair
Corta o mato e lava a sola do sapato
A nuca endurece, faz a cuca enfraquecer
O pescoço quer cair,
Mas o prazer de trabalhar
É pelejôso, pode te fazer sorrir
A felicidade não é só o destino
Ela está na jornada
Encontra a paisagem quem sobe a serra
Porque a vida é assim
A gente desce na terra
Uns parasitas, outros trabalha
Mas se chega à frente quem caminha
E quem vaga não tem vaga, fica em cima do muro
Quem não abandona o barco e encara a batalha
Consegue encontrar luz até no escuro
A paz é capaz de fazer
No escuro nascer uma luz pra caminhar
E a vida vem ensinando a viver
Se errar, concerta
O erro nem sabe onde foi parar
Deixa ele, sorria, nem lembra, deixa pra lá
Faz do erro um acerto
O certo, sempre é certo
A vida é pra frente, tem que continuar
O materialismo é uma emboscada
A saída é se espiritualizar
Se desligar do que tem e se emocionar da vida
Pedir a verdade é ter o que vêm
Passa a saudade, uma lembrança alegre
Zabumba bate igual o coração
O triangulo da o brilho e representa o tempo
A luz que brilha daí, brilha de cá
Felicidade e o trabalho é como o forró não pode parar
terça-feira, 13 de julho de 2010
Não pode parar
2010-07-13T12:00:00-03:00
Pablo Cândido
Pablo Cândido|
