domingo, 28 de março de 2010

Cinema de Rua - microdocumentários urbanos

30 dias - 30 filmes

Esta foi a missão começada por 5 amigos no dia 8 de fevereiro e terminada no dia 8 de março deste ano . O Objetivo: Fazer o upload de 1 video por dia. O tema: Cotidiano. O lugar: São Paulo

O resultado são vídeos belíssimos, imagens de uma cidade recortada pela lente de uma camera operada pelo olho de habitantes que conseguiram enchergar nas ações cotidianas mais simples a beleza do descontrole daquilo que chamamos de urbanidade.

Todo dia, uma edição. A gente levando a câmera junto, rodando a cidade, a hora que dava. No almoço, no horário de verão depois do trampo, no meio de uma locação..
Ao final do dia, um upload.
Rodamos por todo lado, as marginais de noite, o trajeto do ônibus, o sebo, tudo virava um filme.
E no final, os filmes publicados no Vimeo, mostrando a data como um diário dos últimos dias: a gente filmando de domingo a domingo, feliz pra caralho!
(Kico Santos, Fabio Nikolaus, Jones Gama, Sillas Gama e Ricardo Tadashi.)


Entrem no blog feito para divulgar o trabalho e vejam abaixo alguns videos escolhidos por mim. Ah, e é claro, os sigam no twitter e os adicionam na sua lista de cinema.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Animals are not clowns

Interessante essa campanha da LPDA (Liga Portuguesa dos Direitos do Animal) contra o uso de animais para o entretenimento humando. Eu apoio, e você?!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fundo falso

Que a maioria dos filmes hoje em dia usam chroma key, o famoso fundo verde ou azul, todos já sabem. Mas será que você consegue identificar mesmo se uma cena é real ou computadorizada? Existem cenas óbvias, como as dos filmes de ficção científica. E existem também as composições mal feitas, onde o balanço de cor das duas imagens é bem distinto. Mas e quanto às cenas do vídeo abaixo? É incrível a quantidade delas em que a técnica é usada. Será que ainda teremos novos filmes com cenários completamente reais ou que pelo menos façam um uso mínimo da sobreposição de imagens?

quarta-feira, 17 de março de 2010

CAOS

Caos, é uma palavra que incita o pensamento de desordem, bagunça, uma zona no pior sentido, realmente nunca acreditei nessa explicação. Caos é melhor descrito como algo relativamente sem compreensão imediata, pois no contexto geral o caos se apresenta dentro de uma ordem, de uma determinação para que se crie algo após o caos inicial, seria a fagulha para que o combustível possa ser usado.

Esse entendimento que tenho a respeito desse fenômeno me deixa sempre excitado quando algum grande desastre natural ocorre, pois essa fagulha gera uma cadeia de ações que antes o senso comum nem se quer imaginava o que poderia ocorrer, isso gera ação, o que move o mundo é o agir, ninguém fica parado quando ocorre algo caótico; correria, gritos, desabamentos, mortes; isso tudo pode soar como algo triste, mas o melhor sempre fica para o final, o caos gera a harmonia. Após a tempestade vem a calmaria e depois dela a bonança.

Após o caos, todos pensam em agir para um bem maior , caridade, fraternidade, pessoas doando o que podem materialmente, força de trabalho e orações, não consigo ver algo mais  belo que as ações que o caos desencadeia.

Por isso quando algo extremamente assustador ocorrer, espere que a tendência é uma melhora na mesma intensidade. Japão com o episódio das bombas atômicas é um caso de grande extensão do fator caos gerar bons frutos, e em menor escala cada individuo é uma prova viva de que o caos é uma ação que gera uma comunhão com algo superior.

Claro isso tudo do meu ponto de vista.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Permitam-me parasitar por aqui

Posto um poema de uma amiga, arquiteta, poetisa e desacanhada apenas em seus versos, Raquel Beatriz.

A caixa

Fito as imagens,
que fixas só me fingem
retribuir.
Deleito-me com os instantâneos
Perpepasso todo meu ser
em cada momento encapsulado,
para isto que se denomina
posteridade.
Alguns poderiam ser destruídos
em ato de amnésia.
Mas não há jeito ou forma
de fazê-lo.
Somente o silêncio diante do estranhamento
da vida que se passa, sem possibilidade de detenção.
Guardo meus sortimentos na caixa.
Cuidadosamente.


_______ permitam-me postar outro


Tratado do existir


Só sei existir quando me parto,

para enfim ser possível transfigurar
só sei existir quando parte de mim,
es ca pa a a a
sublima a a a

Em estado de sublimação,
sou livre.

terça-feira, 9 de março de 2010

6ª Mostra Nacional de Teatro de Uberlândia

Pessoal, está acontecendo em Uberlândia a 6ª Mostra Nacional de Teatro. Pra quem gosta e reclama que Uberlândia nunca tem nada, são mais de 10 dias de programação, com espetáculos, performances, oficinas em vários cantinhos aqui da cidade. Então, olhe a programação no site da ATU e compre seu ingresso antecipado!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cine Tela Brasil - O cinema vai até você

Hey pessoal, long time no see. Vou compartilhar uma experiência que tive. O texto é grande mas não é chato, acho.

Em 1996, os cineastas Luiz Bolonegni e Laís Bodanzky iniciaram um projeto voluntário cuja idéia era levar filmes brasileiros e suas próprias produções cinematográficas para a periferia de São Paulo. O projeto se chamava “Cine Mambembe”. Um ano depois realizaram o trabalho também no norte e nordeste do país, levando o cinema para localidades em que não havia energia elétrica. Os 15 mil quilômetros percorridos nessa viagem deu origem ao documentário “Cine Mambembe, O Cinema Descobre o Brasil”, ganhador de diversos prêmios nacionais. O Cine Mambembe continuou o trabalho em diversas outras regiões até que em 2004, o projeto deixou de ser mambembe, passando a receber ajuda de leis de incentivo a cultura e patrocínios de grandes empresas. A infra-estrutura do projeto foi incrementada e o Cine Mambembe passou a se chamar Cine Tela Brasil e, um depois, em 2005, já era a sala de cinema com maior taxa de ocupação no Brasil, cerca de 88%.

Hoje, O Cine Tela Brasil conta com uma tenda fechada de 195m², 225 cadeiras, uma tela de 21m², ar condicionado, um projetor cinemascope 35mm e som stereo surround com leitor laser. Duas unidades funcionam simultaneamente em localidades diferentes e atendem os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Os filmes exibidos são sempre brasileiros e os locais escolhidos são municípios que não tenham salas de cinema, estes normalmente interioranos, ou nas periferias de grandes cidades. Dos 5 dias de estadia do cinema na cidade, 2 são para montagem e desmontagem do material e 3 são para as exibições, sendo estas 4 por dia, 2 para crianças e 2 para adultos.

Em junho de 2007, o Cine Tela Brasil incorporou um projeto adicional, o “Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil”, o qual tem o objetivo de levar educação audiovisual aos jovens das comunidades visitadas pelo Cine Tela Brasil. As oficinas oferecem informações, equipamentos e prática de realização cinematográfica, abrangendo todo o processo de criação de um filme: roteiro, produção, fotografia, arte, som, direção e montagem. A equipe das oficinas chega 1 mês antes da chegada do cinema, e no ultimo dia de exibição dos filmes, os curtas produzidos pelos alunos das oficinas são passados na tenda do Cine Tela Brasil. Este dia conta com a presença de um convidado especial, normalmente um profissional reconhecido, roteirista, diretor ou ator, que assiste, comenta os filmes e bate papo com os alunos e a população.

Fiz uma visita ao Cine Tela Brasil no dia 02 de setembro de 2009. Na ocasião ele seria instalado na cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo. Cheguei às 10 horas da manhã e parte da estrutura já estava levantada. O processo de montagem começou às 8 horas da manhã e terminou pouco antes das 8 horas da noite. Entre a chegada dos documentos burocráticos e materiais terceirizados, observei todo o processo de montagem durante todo o dia. O Cine Tela Brasil foi montado numa área periférica da cidade, situado estrategicamente em frente à um colégio estadual de ensino primário, o que provocou a curiosidade das crianças e pais que vinham a todo momento perguntar o que era “aquilo”. Quando descobriam que era um cinema, despencavan-se mil perguntas: “Moça, o que vai ter aqui? Cinema? Quanto que é? De graça? Posso ajudar?”

Ultimas 6 fotos tiradas por mim.

O produtor de campo Edgar, e quem me recebeu, contou que a equipe operacional do cinema fica hospedada normalmente em hotéis e a alimentação é feita em restaurantes. Também comentou que quando estão em cidadezinhas onde não há hotéis nem restaurantes, essas necessidades são satisfeitas com a colaboração da própria comunidade próxima ao local da instalação do cinema, que contribuem com comida, água e até mesmo, se necessário, hospedagem.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Para se refletir

Basta olhar a sua volta, basta sentir a leve brisa, basta sentar e começar a redigir algo... uma reflexão sobre o certo e errado, sobre o positivo e o negativo, ou mesmo uma reflexão nada dicotômica não é complicado... o complicado é você perceber, parar, sentir e ter consciência que precisa mudar, isso sim é complicado...

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pablo Cândido

Essa é uma homenagem ao Pablo Cândido, músico e grande amigo meu. Pablo vive hoje em Cruzeiro do Sul, no Acre, onde além de constatar sua existência desfruta também de sua enorme beleza e hospitalidade. Depois de se mudar para esse Brasil distante que é o norte e acabar com os sonhos de nossa promissora banda adolescente, Pablo ganha a vida produzindo pegajosos jingles publicitários, prova de seu talento nato. De forma autodidata e com um ótimo ouvido herdado de sua mãe musicista, Pablo faz de 'Sábado dia de comprar carro na Saga' jingles de peso. Mas seu forte mesmo é a música como arte, como mostro logo abaixo.

Confira dois vídeos dele cantando Encanto Natural, música de sua autoria que já possui adoradores, inclusive aqueles que prestam sua pequena homenagem tentando cantar sua música no YouTube. Sem contar nos inúmeros pedidos da cifra, o que alavancaria esse fenômeno se fosse fácil assim de tocá-la. No primeiro vídeo Pablo já está no Acre e executa a segunda versão da música. No segundo vídeo ele está na sacada da minha casa com direito a corte antes do final devido a falta de memória da câmera. É válido lembrar que o Pablo também é autor do idearium.

No Teatro - Cruzeiro do Sul, Acre


Na Sacada - Uberlândia, Minas Gerais