domingo, 30 de maio de 2010

Previously on Lost...



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vi aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Have Love Will Travel

Adoro descobrir versões antigas de músicas que gosto. Não é a primeira vez que isso acontece e a surpresa é quase sempre bastante agradável. A música da vez é a Have Love Will Travel, composição de Richard Berry lançada em 1959. A música teve inúmeras regravações e trago aqui algumas de suas ótimas versões. A versão mais conhecida é a do The Sonics, de 1965, que recentemente fez parte da trilha sonora do filme RocknRolla. The Black Keys também fez sua releitura lançado-a como single do álbum Thickfreakness em 2003. Belushi & Aykroyd, mais conhecidos pelos Blues Brothers, também fazem a sua lançada no mesmo ano. Lady Dottie & the Diamonds deram a sua palhinha em 2008 e mais recente, menos conhecidos mas não menos importantes, The Schills lançaram a sua em 2009. Todas as versões citadas seguem abaixo. Qual sua versão preferida? A dica do post foi da Sil.












<a href="http://schills.bandcamp.com/track/have-love-will-travel">Have Love Will Travel by The Schills</a>

domingo, 16 de maio de 2010

Look at me!

A televisão maravilhosamente sintetizada nesse vídeo.


Ví no URBe.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Outro conto perdido

Na minha loja tinha de tudo e o movimento era ditado pela campainha que instalei na porta de entrada. Parecia uma loja de conveniência. O que eu ganhava vinha das vendas de cigarros, balas, gelo, algumas long necks e também snacks e sanduíches prontos que eu particularmente nunca tive a audácia de experimentar, mas estava na moda, era tendência, e se vendesse lá estava o produto na minha lojinha. Eu gostava de ficar nos fundos cuidando do estoque, catalogando produtos e por isso precisava de um chamariz para ir até o balcão atender o cliente e o trim trim da entrada era mais que suficiente, já que a loja não tinha dimensões extraordinárias.

Simples, acolhedora, com ventilador de teto e uma vitrina que dava para a praça.

Por horas e horas eu ficava observando as pessoas lá fora, cruzando os dedos e torcendo para que percebessem meu pequeno estabelecimento e comprassem algo. Quando alguém ameaçava entrar, olhando para dentro da loja, eu já ia todo esperançoso para a porta. Antes mesmo de entrar, abordava logo de cara a pessoa para que não precisasse pensar demais no vou ou não vou:

- Olá! Como vai? Estamos com promoção em sabonetes líquidos!

Eu não fazia propaganda de rua, era tudo na base do boca a boca, mas acho que ela já emudecera havia décadas. Eram raras as vezes em que alguém entrava e por isso o negócio não ia tão bem fazia tempos.

O tempo me sobrava e por conta desse marasmo acabei adquirindo um novo hobby - dissecar a vida alheia pela transparência do vidro.

Eu sabia com todos os detalhes sobre a rotina de cada morador e proprietário das lojas a partir do meu observatório particular sem precisar trocar uma palavra com ninguém, a não ser com o dono da loja de ferramentas ao lado, que tem a costumácia de querer prosear comigo sobre a bonitona da boutique em frente porque ele morre de amores por ela. Chega a ser engraçado, pra não dizer patético. Se ele a vê caminhando na direção dele, o danado foge e se esconde onde puder. Foi assim que o conheci e é assim que a história dele se resume. O cabeça de prego gasta minha campainha, continua gastando e ainda quer me ocupar com bobices do coração. Tiro de proveito as boas risadas que dou e só o ouço porque ele é um bom marceneiro e conserta vazamentos como ninguém em troca de cigarros. No mais, prefiro ele acolá que aqui.

Tinha também o açougueiro que religiosamente todos os dias, ao fechar o açougue, arrumava um jeito de atrair para dentro do cômodo um bixano e lá o trancava noite toda com a missão de dar fim aos ratos. No dia seguinte ele abria as portas, libertando o desesperado prisioneiro de barriga cheia e limpando os tufos de pêlo e sobras que o gatuno deixava pra trás.

Havia ainda a Igreja do Reino dos Lotes Particulares dos Céus de Todos os Santos Terrestres Pagadores de Dízimos Mensais, estrategicamente posicionada entre o Reino dos Céus e Acima de Todos os Homens. Escola de samba em véspera de desfile na Sapucaí perdia no quesito bateria pra ensurdecedora concentração de pedidos em voz alta. Era fácil ouvir berros dos vizinhos com preces ao vento: “- Deus não é surdo, porra!”

Deus há de perdoar o meu xingamento. Só repasso os acontecimentos para que a história chegue onde quero chegar.

E eis que chegou.

Estes dias corriqueiros, essa rotina que escurece as vistas da gente foi interrompida no final da tarde daquele domingo. Todas as vozes, gritos, pêlos e campainhas emudeceram e pararam para presenciar aquela cena.

De primeiro, notei da vitrina que todo mundo corria para a praça. Ao tentar decifrar a feição de uns poucos, pude perceber olhos corridos, mãos sendo levadas a bocas multiabertas, dedos índices e polegares aos vãos do nariz, olhares úmidos voltados para baixo.

Pensei que fosse o fim do mundo. E que ele viria pelo chão.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Islândia, Eyjafjallajökull - 1 e 2 de Maio, 2010

Nas palavras de Sean Stiegemeier, o autor do vídeo:
Então eu vi todas aquelas fotos medíocres do vulcão na Islândia que ninguém sabe pronunciar o nome e decidi que deveria ir e fazer melhor.
E não é que ele conseguiu. Tendo como brinquedo uma Canon 5D MKII, as imagens que ele fez segue na sequência abaixo.


E completa falando que o tempo estava horrível e que por não poder ficar mais perdeu todas as melhores sequências. Sendo assim esse vídeo seria apenas um teste, algo como uma amostra para o que pretende fazer depois. Tudo bem né, já que ele disse.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Exame

A gente precisa saber o que é certo e o que é errado. Eu prefiro a compreensão de que é relativo, depende do ponto de vista do anglo e da visão em que se direciona a crítica. Mas também é justo (pra não dizer “certo”) dizer que existem duas oposições, em que não é possível ter um meio termo, “quase certo, quase errado” existe? Pra mim é um pouco contraditório, mas se você acha que existe, está certo também, certo com suas ideologias. Já que não conseguimos achar o ponto de equilíbrio entre os opostos é mais fácil a gente dizer igual Raul Seixas: “Faça o que quiseres, pois é tudo da lei.” Talvez alguns religiosos podem questioná-lo, mas o ser humano tem o livre arbítrio, que nem a ciência nem a religião nega, dentro disso acho que a melhor lei é o senso e eu acredito. O senso é o ponto de equilíbrio, é o obvio aquilo que ninguém questiona e balança a cabeça simbolizando a verdade.

Eu quero procurar andar na lei, pra que eu possa ter a lei ao meu favor. Mas você é livre para não praticá-las, apenas saiba o que está fazendo e assuma as conseqüências e está tudo sempre certo. Só permita-me ser livre pra cumpri-las e não venha me convencer de que o errado sou eu. Mas tenho a compreensão de que devemos também ser flexíveis, para não sermos máquinas e usar alguns critérios, desde que esse critério não seja prejudicial.

Acredito que nós, seres humanos ainda não temos grau mental, uma consciência clara para organizar as idéias, diferenciando plenamente o certo do errado. O que prova isso é o erro humano, a não ser que alguém venha me apresentar uma pessoa que nunca erra. A gente não precisa julgar ninguém, pra mim isso é um erro, porque o meu senso não permite que eu julgue alguém estar errado, sendo que eu não sei plenamente ainda o que é certo e o que é errado, se não eu não errava mais e sem o aprendizado não há sentido nenhum estar aqui. Não me leia tentando ver o que está errado, simplesmente leia e faça uma relação aos seus pensamentos. Eu estou certo, com os meus pensamentos e você está certo nos seus pensamentos. É mais fácil uma introspecção e um exame mais completo sobre você, do que procurar achar o erro em mim. Procure me enxergar como um irmão verdadeiramente.

Essa terra é uma nave e nós somos extraterrestres que estamos juntos, iguaiszinhos e o amor nessa nave é a força que movimenta entre nós uma relação de harmonia. O amor cria um caminho para que eu possa chegar até você. Faz com que a gente possa sentir a mesma sintonia que está no ar porque recebemos a mesma freqüência. E se recebemos a mesma freqüência podemos falar a mesa língua desde que, o amor seja o elemento principal entre nós, para que possamos vibrar como as cordas de um violão, fazendo soar um som mais bonito em união.

terça-feira, 4 de maio de 2010

ela

Mulheres de cabelos curtos me atraem. Mulheres de coque, também. Ela sabe das minhas preferências. E se aproveita disso. Mal intencionada, saiu com seus curtos cabelos presos em um coque. De meia calça verde oliva, em minha homenagem, segundo ela, vestido preto curtinho, agasalho cinza e Melissas coloridas, estava deslumbrantemente linda. Em seu rosto, um delicioso sorriso convidativo. Seus lábios, com gosto de cachaça e limão, estavam molhados como nunca. Seu corpo, de pele lisa e branca, quente como sempre.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Livros X Filmes

Todas as pessoas com as quais conversei a respeito de adaptações de livros para filmes, concordam que a obra escrita é sempre melhor do que um filme. Creio eu que tudo que criamos em nossa mente é o mais perfeito para a criação de um filme, em nossa tela mental, cada característica de um personagem, tempo e espaço retratada em um livro é fielmente criada em nossa mente pela imaginação, em alguns casos a força de vontade do leitor em conjunto com a imaginação cria a visualização descrita nos livros, algo belo e nobre de se conseguir.

Por isso creio que a leitura de uma obra é sempre melhor que uma sessão de cinema, pois nossas criações são perfeitas para nós, algumas pessoas conseguem exteriorizar suas telas mentais, com isso se cria os filmes para o cinema, é um dom que muitos não dominam, por isso merece ser honrado com o nome de arte.

Arte é a criação, criação com perfeição da exteriorização de nossas telas mentais.

Com essa onda de filmes em 3D os filmes se aproximaram da perfeita criação da mente, mas ainda assim prefiro obras escritas e minhas criações mentais, peço desculpas por não conseguir exterioriza-las e sugiro que cada um crie seus cinemas em casa ao invés de ingerir apenas cinema de outros.