sexta-feira, 30 de julho de 2010

Idéias a serem consideradas, atitudes a serem tomadas


Aconselho todos a assistirem ao video antes de ler. Eduardo Marinho no video expõe suas idéias de uma maneira clara e objetiva, demonstra que é uma pessoa que tem atitude e que não age unicamente por impulso ou desejos egóicos. Tem consciência que grande parte de que tudo que ocorre no mundo é manipulado, renegou viver de uma forma que possa vir a contribuir para que esse tipo de sociedade com ideais distorcidos se mantenha e prospere. Não creio que ele vá mudar o mundo agindo dessa forma, mas ao menos ele é a mudança que ele quer no mundo.

Grande parte das pessoas que aprendem a respeito do socialismo acham lindo, eu achei, uma sociedade onde cada um tem o que precisa e não falta nada. Nesse tipo de sociedade cada um deve fazer a sua função, seus deveres e assumir suas obrigações, o complicado é que grande parte das pessoas que adotam essa postura, se dizem socialistas, querem dividir apenas os benefícios que essa sociedade pode trazer, mas ninguém quer fazer o trabalho, querem só colher os frutos, grande parte das pessoas que conheci que se dizem ser socialistas, não lavam o próprio prato nem arruma a própria bagunça, esse tipo de sociedade sempre vai ser utópica enquanto cada ser humano não tomar atitude de ser a mudança que quer no mundo.

E causar a mudança gera um esforço muito grande, pois temos que sair de nossa zona de conforto, e ao que tudo indica a mudança é solitária, se você quiser gerar alguma mudança ela não deve ser brusca pois isso tende a incomodar pessoas ao seu redor, a não ser que não se importe muito com as pessoas que o cerca, as mudanças sutis são as que geram melhores frutos pois não abala a estrutura em que ela ocorre, podendo ser sempre constante na intenção de uma melhora para aquele meio. Quando saimos da nossa zona de conforto é comum perder alguns privilégios para um bem maior, no caso um bem para toda sociedade.

Tem uma música do Gabriel o pensador, que diz, "Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a gente muda a gente anda pra frente".

Deixo o link do blog do Eduardo Marinho para quem quiser entender melhor a cabeça dele.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Whorkshop SpecialKids

Criado pelo fotógrafo Rubens Vieira, o projeto SpecialKids exerce cidadania e inclusão social de crianças com necessidades especiais através da fotografia.

Nos dias 6 e 7 de agosto, Uberlândia será palco do whorkshop "Fotografando crianças com necessidades especiais", ministrado pelo próprio Rubens Vieira.

Dividido em dois módulos, é destinado a familiares, terapeutas e educadores e a fotógrafos profissionais e amadores.

SERVIÇO:

Workshop "Fotografando crianças com necessidades especiais", com Rubens Vieira.

Módulo Especial
Data: 06 de agosto (sexta-feira), das 19h às 22h
Público: Pais, educadores e terapeutas
Investimento: R$100.

Whorkshop Regular
Data: 07 de agosto (sábado) das 8h30 às 18h | Workshop Regular
Público: Fotógrafos amadores e profissionais
Investimento: R$200.

Local: Cultura Inglesa - Unidade II (Av. Vitalino Rezende do Carmo, nº 313 - Bairro Santa Maria).

Para inscrições ou mais informações, acesse o site do projeto SpecialKids.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

uma amarga doçura...

às vezes, é isso mesmo, às vezes, paramos
e nos vemos cercados de tanto,
e isso é nada, nada mesmo
sem valor, sem essência,
sem significado ou significante...



cada um, lendo isso, pare e pense!
será que vale a pena a correria?
será que vale o atingir a meta a qualquer custo?
será que vale a superficialidade mentirosa?


às vezes, é isso mesmo, às vezes, seria
muito bom parar e pensar um pouco
naquilo que a sociedade se transformou
ou está a nos transformar...!



Yuri Augustus

sábado, 17 de julho de 2010

Caça às bruxas em cor de rosa

Me incomoda muito as argumentações que aparecem quando o assunto é homossexualismo e igualdade nos direitos civis. Como se a igreja representasse a justiça de Deus na terra, centenas de religiosos saem às ruas em passeatas que lembram uma caça as bruxas moderna, sem a obscuridade que vemos nesses filmes que retratam épocas medievais. É extremamente contraditório que esses mesmos justiceiros divinos esqueçam de um dos mais belos mandamentos de Deus: "Ame ao seu próximo como a ti mesmo", e juntamente contradizem o direito de livre arbítrio dado por Deus a todos. Trasformam em ódio e crimiminosos centenas de pessoas, não só homossexuais mas heterossexuais, os quais desacreditam cada dia mais nas religiões, estas com premissas cada vez mais segregadoras. Cada dia creio mais que não há transparência de divindade nesses conjunto de seres humanos que descartam as frases dos adesivos que colocam nos carros, que dizem "Deus é amor", sem ao menos entender o nome e a grandeza do seu significado. O mesmo Deus que criou os céus e a terra é o Deus desses adesivos? É o Deus que descerá numa ira violenta como um anti-herói da Dc Comics e se vingará de todos que não o seguiram? Ora, vejo que são esses religiosos fervorosos os ultimos a se juntarem numa campanha contra a violência, o tráfico, a corrupção no senado, a reforma na educação brasileira ou o escambal. Qual a hierarquia de importância nas milhares de questões aí lanvantadas a cada dia? Qual o tamanho do espírito de porco encrustado em cada um de nós que prefere se chocar com o caso do goleiro bruno do que com uma infinidade de questões mais importantes?

"Deus está para além de Deus"- Paul Tillich

ps: sim, ainda acredito em Deus.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Não pode parar

O nó é pra se desenrolar
É um calo pra tirar, a pulga faz coçar
Os cabelos ousam a cair
Corta o mato e lava a sola do sapato
A nuca endurece, faz a cuca enfraquecer
O pescoço quer cair,
Mas o prazer de trabalhar
É pelejôso, pode te fazer sorrir

A felicidade não é só o destino
Ela está na jornada
Encontra a paisagem quem sobe a serra
Porque a vida é assim
A gente desce na terra
Uns parasitas, outros trabalha
Mas se chega à frente quem caminha
E quem vaga não tem vaga, fica em cima do muro
Quem não abandona o barco e encara a batalha
Consegue encontrar luz até no escuro

A paz é capaz de fazer
No escuro nascer uma luz pra caminhar
E a vida vem ensinando a viver
Se errar, concerta
O erro nem sabe onde foi parar
Deixa ele, sorria, nem lembra, deixa pra lá
Faz do erro um acerto
O certo, sempre é certo
A vida é pra frente, tem que continuar

O materialismo é uma emboscada
A saída é se espiritualizar
Se desligar do que tem e se emocionar da vida
Pedir a verdade é ter o que vêm

Passa a saudade, uma lembrança alegre
Zabumba bate igual o coração
O triangulo da o brilho e representa o tempo
A luz que brilha daí, brilha de cá
Felicidade e o trabalho é como o forró não pode parar

domingo, 11 de julho de 2010

A Teta Assustada


Quero deixar aqui algumas palavras embaraçadas dos sentimentos e percepções que tive após ver este filme.

A Teta Assustada não é um filme pornô, muito menos a continuação de "Não é mais um besteirol americano". Traduzido ao pé da letra do seu titulo original "La Teta Asustada", (um grande mérito brasileiro não ter embelezado o título como fez a industria americada que o traduziu para "the milk of sorrow") o longa da diretora peruana Claudia Llosa, conta a historia de Fausta, uma moça que sofre de uma doença folclórica, fruto de uma época difícil enfrentada pelo Peru e que é transmitida através do leite materno de mulheres que foram violadas durante a guerra civil no país.

Tenso como sua protagonista, o filme nos parece dizer o tempo todo "olha, esta história não é uma ficção" e consegue fazer isso muito bem quando intercala nos momentos tristes mas de leve beleza alguns aspectos culturais do país, como o casamento da prima de Fausta, um elemento de essencial contraste no filme. Contrastes que continuam, Claudia Llosa trabalha muito bem os opostos: timidez e extroversão, classe baixa e classe alta, cultura provinciana e cosmopolita, centro e periferia...Observe o contraste entre as ruas movimentadas do centro de Lima com o deserto de areia das comunidades periféricas, também veja como é lindo ver os jardins coloridos em meio tanto marrom. Claudia lhosa é singela ao nos incomodar.

Junto a isso, interessante perceber como a trilha sonora se encaixa como enredo e não como elemento adicional na construção de uma emoção. Créditos a bela atriz Magaly Solier e nas narrativas tremulamente cantadas ao longo do filme. A dor e o terror descritos com a leveza de uma cantiga de ciranda.

Belo e inquietante. Não consigo mais palavras que não esse texto nada linear.

Reverência.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

desejo

de amor, uma vida cheia
é o que quero
e, ao seu lado,
espero.