O Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, sociedade religiosa sem fins lucrativos, tem por objetivo, contribuir para o desenvolvimento humano, com o aprimoramento de suas qualidades intelectuais e suas virtudes morais e espirituais, sem distinção de cor, credo ou nacionalidade.
A UDV fundamenta seus ensinamentos no princípio da reencarnação evolucionista, preceito milenar adotado tanto pelo espiritualismo do Oriente como pelos primeiros cristãos até o século V da nossa Era.
Este princípio fundamenta-se na convicção de que, através de sucessivas encarnações, o espírito evolui, desenvolve gradual fidelidade à prática do Bem, até atingir a Purificação - a santidade, para as tradições ocidentais.
A União do Vegetal reconhece Jesus Cristo como o Filho de Deus, pautando as orientações espirituais de sua doutrina pelo princípio máximo da cristandade, de que "o discípulo deve amar ao próximo como a si mesmo para ser merecedor do símbolo da União: Luz, Paz e Amor" - conforme as Leis do Centro.
A doutrina é transmitida exclusivamente em seus rituais religiosos. Distribuído pelo Mestre, o chá Hoasca, denominado Vegetal, tem o objetivo de proporcionar aos discípulos um estado equilibrado de concentração mental.
O uso ritualístico do chá Hoasca é assegurado por lei no Brasil, onde se originou, e nos demais países onde a União do Vegetal mantém núcleos de associados que se reúnem regularmente em seus rituais religiosos, Estados Unidos e Espanha.
Os ensinamentos espirituais são transmitidos na UDV por tradição oral e exclusivamente no âmbito do seu ritual religioso. Não há referências escritas para as orientações doutrinárias, cabendo aos dirigentes transmiti-las a partir dos registros de sua própria memória.
Outro aspecto marcante da prática religiosa da União do Vegetal é a atenção com o grau de desenvolvimento espiritual dos discípulos. Cada um deles recebe a instrução dos ensinos de acordo com o lugar que ocupam na escala hierárquica do Centro.
A UDV não difunde dogmas. Os discípulos são estimulados ao exame livre do que se transmite e, sem nenhuma forma de imposição, cada um adquire, a seu devido tempo, a compreensão gradual dos ensinamentos.
É recomendado aos seus discípulos constituírem suas vidas de acordo com princípios morais definidos, buscando a evolução espiritual de maneira equilibrada. A orientação necessária para isto está prescrita nas Leis do Centro.
A doutrina da União e o exemplo dado pelos seus dirigentes desperta o filiado para a necessidade de se responsabilizar por suas decisões, atitudes e palavras.
A prática constante do que orienta esta doutrinação amplia a capacidade do discípulo de aprender com as experiências pessoais e evitar sentimentos e atitudes negativas.
São, todos que adotam tais princípios, conduzidos ao reconhecimento gradual dos seus limites, e estimulados em sua capacidade de superá-los e fortalecer suas virtudes e coerência pessoal, com a busca de uma constante prática do Bem.
A União do Vegetal surgiu na floresta, mas sua doutrina é igualmente assimilada tanto pelas comunidades amazônicas e pelas coletividades urbanas, local para onde se expandiu.
Após meio século de sua fundação, seguindo um processo natural de expansão, a UDV está presente em todos os estados do Brasil, nos Estados Unidos e Espanha. Com mais de 20 mil filiados de diversos níveis sociais, representativos da sociedade. Suas leis situam a cidade de Brasília – Distrito Federal, Brasil – como Sede Geral.
A origem.
Em 22 de julho de 1961, a União do Vegetal foi criada, ainda nos seringais da Amazônia próximos da fronteira do Brasil com a Bolívia, no estado do Acre, por um homem de nome José Gabriel da Costa, nascido no município de Coração de Maria, no estado da Bahia, no dia 10 de fevereiro de 1922.
José Gabriel chegou à Amazônia alistado entre os soldados da borracha, como eram chamados os homens simples que, saídos em sua maioria das regiões do semi-árido do Nordeste brasileiro, foram para aquela região trabalhar na colheita do látex da Seringa, matéria-prima para a produção de borracha.
Utilizando a Hoasca como veículo de concentração mental, Mestre Gabriel reunia regulamente os primeiros seguidores, instaurando a tradição da transmissão oral de sua doutrina espiritual, voltada para o amor ao próximo e a prática fiel do Bem, de acordo com os princípios da evolução reencarnacionista e em comunhão com os ensinamentos do Divino Mestre Jesus, a quem sempre prestou reverência e dedicou, em sua prática por toda a vida, uma firme fidelidade.
O chá, Hoasca.
O uso ritualístico do chá Hoasca entre os povos amazônicos remonta aos períodos anteriores ao descobrimento da América, no século XVI. Durante séculos, este chá, sagrado para os seus usuários, foi comungado pelos povos da floresta sem ritual específico ou mesmo uma doutrina espiritual comum
O chá Hoasca (Ayahuasca, “vinho da alma” em quéchua), que também chamamos de Vegetal, é resultado da decocção de duas plantas: um cipó, o Mariri (Banisteriopsis caapi) e as folhas de um arbusto, a Chacrona (Psychotria viridis), largamente utilizado há muitos séculos pelas comunidades amazônicas e povos andinos em rituais religiosos e de cura.
O Mestre Gabriel já afirmava nos primeiros documentos do Centro assinados por ele que o “Vegetal que chamamos de Hoasca” é "comprovadamente inofensivo à saúde", consciente de que a comunhão desse chá era benéfica à transformação da consciência humana, quando bem orientada.
A partir da década de 60, deu-se a expansão do uso ritualístico da Hoasca para além das fronteiras da Amazônia e a formação de diversas comunidades urbanas usuárias do chá, tanto na UDV quanto em outras entidades de cunho religioso.
Com isto, começaram a surgir questionamentos das autoridades públicas em relação ao uso do Vegetal em rituais religiosos até que, em 1985, o cipó Banisteriopsis caapi foi temporariamente incluído na lista de substâncias proscritas da Dimed, órgão do Ministério da Saúde.
Observando a necessidade de assegurar aos seus filiados o direito de uso do Vegetal em seus rituais religiosos, a Direção do Centro instituiu, em 1986, o Departamento Médico-científico – Demec, criado para atuar como um canal permanente de relacionamento da UDV com a comunidade acadêmica.
Através dos programas do seu Departamento Médico-Científico, a União do Vegetal mantêm abertas as suas portas para que as autoridades públicas e as instituições acadêmicas possam observar, sem restrições ou constrangimentos, o desenvolvimento da nossa prática religiosa e os benefícios notáveis que o uso da Hoasca promove na vida dos discípulos do Centro.
Fonte: www.udv.org.br
(Site Oficial do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal)
Estudo Científico:
A seguir, as principais referências bibliográficas e da internet a respeito do chá Hoasca.
