Ao próprio corpo
Foi debatido muito nos últimos dias a questão homossexual, casamento e etc. Este tema também pode caminhar junto à onda das coisas que são ruins, ou boas, o que é muito relativo, porque o que é bom para mim pode não ser para o meu próximo e vice-versa.
Quando o estado decide que um homem pode casar oficialmente com outro homem, ele contribui para a diminuição do pré-conceito, facilita as relações homossexuais e até contribui` com o movimento GLS. Antes não havia um reconhecimento das leis quanto a união civil. Agora é direito do cidadão ser reconhecido oficialmente pela sua relação afetiva com pessoas do mesmo sexo. Mas até onde o estado pode intervir positivamente ou negativamente na maneira de viver da população? Exemplo: Se um casal de gays, agora casados oficialmente, fizerem sexo anal, o estado jamais poderia intervir. LÓGICO! SERIA UM ABSURDO. Mas se o mesmo casal decidir acender um cigarro de maconha, “o bicho pega.” Da mesma maneira que a lei não deve dizer o que você pode fazer com o seu corpo para a questão homossexual, ela também não deveria ter que dizer o que o ser humano pode ingerir em seu corpo.
Até onde vai a autonomia política capaz de decidir a vida dos seres humanos em geral? Se houvesse uma pesquisa entre fumar maconha ou se casar com uma pessoa do mesmo sexo (incluindo fazer o que eles fazem durante um casamento) certamente a maioria iria preferir fazer a cabeça. Mas a lei não precisa decidir o que um individuo deve ou não fazer com o seu próprio corpo, desde que o mesmo homem seja educado corretamente.
O papel do estado
Existem modelos de educação familiar com liberdade e orientação e proibição sem orientação. O Brasil, atualmente adota praticamente a segunda opção e quando resolve liberar, não orienta.
Mas o estado deve apenas cuidar da prática burocrática do casamento, legalizar ou não a produção industrial da droga e controlar. Se o resultado é bom? Já é outra estoria. Mas não é desculpa dizer que causariam transtornos caso liberasse, porque se o argumento for esse, teremos que proibir outras drogas também.
Mas o trabalho ainda não é esse, o trabalho é ORIENTAR e dar EDUCAÇÃO para que as pessoas possam decidir o que elas querem da vida. Porque até então, mesmo proibida, há um consumo razoável que poderia ser controlado, colocando um fim no tráfico que mata milhares de famílias. Resta saber o que mata mais. O tráfico ou a droga? A maconha já está em uso mesmo sendo proibida e o tráfico também. Já dá pra saber. Vale a pena ir além e olhar os índices da bebida Alcoólica. " A droga legal. " O mínimo para o estado seria não induzir. Mas as leis não vão contra os empresários, porque políticos querem dinheiro e dinheiro vem dos consumidores que consomem das industrias que levam o dinheiro até o governo que leva o dinheiro até os políticos.
A publicidade defende a droga
Enquanto isso, o consumidor é bombardeado de propagandas induzindo ao consumo(rodas de amigos bebendo, esportistas, ídolos e mulheres gostosas).
Já foi um passo dado proibir as propagandas de cigarro. Era ridículo ver um famoso, um atleta escalar uma montanha e acender um cigarro ao topo. Ao menos o astro poderia escalar a montanha e acender um cigarro de maconha para relaxar. Quimicamente falando teria mais sentido do que um cigarro de tabaco cheio de tóxico. Mas fumaça, drogas e esporte não combinam nada bem. Avisa isso para o Cafú, Luis Fabiano(Guerreiros da Brahma) para o Ronaldo, que fazia gol seguido do símbolo da brama com o dedo indicador. Qual a diferença das propagandas de cerveja (permitidas), para as de cigarro que já foram proibidas? Qual a diferença da maconha(proibida) para a bebida que é permitida e estimulada, sendo que os índices de desgraça(mortes) pela bebida no trânsito, nas famílias e na juventude são desastrosos. Para saúde, ambas são ruins. O álcool não é bom suficiente para ser induzido na TV para quem quiser ver.
“ Criancinhas, olha o que vocês poderão beber no futuro, é uma delícia.” Imagine a interpretação da criança ao ver ídolos fazendo propaganda, somado ao papai bebendo no churrasquinho de quintal. Seria melhor o locutor dizer no final do comercial: “ Brasil, formando alcoólatras.” Publicidade vende mentira! Que tal colocar o Ronaldo, o Cafú, o Luis Fabiano, a Ivete Sangalo pedindo a população para praticar esporte, cultura e se livrar do álcool. Dizendo o quanto faz mal tais drogas lícitas. Esses personagens querem dinheiro, mas garanto que, para campanhas como essas, tem até quem faça de graça, ou nós pagamos através do governo. A gente já paga tanta coisa, que nem sabemos, um pagamento a mais ou a menos não faria diferença, a causa é melhor do que o preço que pagamos pela consequência das negativas propagandas. Publicidade que diz verdade não faz dinheiro e sim valores morais e sociais. O que vale mais a pena, investir em produtos ou investir na formação do ser humano?
Um sonho
Se houver orientação e uma boa educação (inclui ensino antidrogas em geral) a coisa melhora. Nas escolas existem, por exemplo, ENSINO RELIGIOSO na qual esse ensinamento é uma boa pauta para começar e é melhor do que ensinar a bíblia, apesar de ser um livro sagrado não é papel da escola. Sem contar as aulas de ciência que pode mostrar os efeitos das drogas (inclusive cervejinha e cigarrinho
Ao invés de gastar dinheiro com policiais nas ruas , com traficantes, usuários, jovens desorientados na cadeia... Gaste com lazer, cultura, esporte ou até mesmo com mais um turno escolar.
Leis são criadas proibindo drogas, mas não são criadas para tirar dinheiro das industrias de bebidas. Não sou especialista mas a ordem deveria ser algo assim:
Primeiro: É proibido estimular comercialmente qualquer tipo de drogas.
(Serve para remédios. O médico é quem deve dizer qual é o melhor remédio e não a publicidade)
Segundo: O dinheiro arrecadado de impostos de industrias, comércios com drogas lícitas, deve ser revertido em orientação sobre a própria droga nos meios de comunicação, nas escolas e em órgãos de tratamento da própria droga.
Se após esses investimentos, o governo perceber que o dinheiro não está sendo suficiente para reparar os estragos que a legalização faz, talvez seja mesmo a hora de rever o que deve ser liberado e o que deve ser proibido ou então controlar o consumo e continuar a orientação.
Ciência e legalização
Na natureza existem muitas drogas. Não seria melhor tratar as drogas como são tratados venenos? Eu nunca encarei beber veneno de árvores com medo do resultado. Mas encarei cerveja porque ela é “normal” (mesmo sendo álcool) E ninguém precisou proibir, a não ser a recomendação da mamãe. Inclusive o álcool(tampa azul, álcool mesmo) não é proibido e também ninguém quer. Mas se fosse misturado com leite condensado, produzido, comercializado e induzido... iria ser comprado. Temos que ter base científica para que dizer o que é bom e o que é ruim para depois legalizar ou proibir.
Legalização deve ser uma questão mais química do que financeira.
(No Brasil é ao contrário)
O preço da desgraça
Mas financeiramente compensa pra quem?
Algumas empresas, jornalistas, militares, delegados, médicos, juízes, motoristas, clínicas, funcionários em geral, vivem disso. Quantas profissões são criadas para atender essa demanda e quantas pessoas precisam viver da desgraça. A legalização da maconha aumentaria essa demanda e todo esse sistema ficaria mais rico ainda, mas vale a pena investir?
O dinheiro arrecadado de impostos com empresas de bebidas e cigarros, depois de serem indiretamente roubados por corruptos(que se beneficiam do sistema) são gastos com a consequência da legalização e o consumo do produto.
O que vale mais a pena? O tráfico e o estimulo ao consumo, ou a legalização junto a uma boa orientação e controle da produção?
A questão já não é proibir ou legalizar e sim fazer um sistema digno funcionar e orientar. Eu não quero medir o que vale mais a pena, mas posso dizer que quem quiser se alterar psicologicamente, a natureza está ai para lhe atender. A natureza já legaliza. É muito fácil. Para impedir isso a única maneira é utilizar o dinheiro que é gasto com o crime, com armas e publicidade em orientação a verdade as nossas crianças e a população. Ou continua toda a população pagando o preço.
As religiões
A maioria dos Brasileiros são cristãos, distribuídos em diversas religiões. Faz parte da filosofia cristã, da bíblia, o livre-arbítrio, citado nas escrituras sagradas, na qual o homem pode fazer o que quiser e assumir as consequências. As vezes as leis humanas interferem diretamente no livre-arbítrio, dizendo o que você deve ou não fazer e lhe forçando consequências. Então, se Deus dá ao Cristão o livre-arbítrio porque o cristão-político, tira o livre-arbítrio do ser humano proibindo algumas ações que muitas vezes atrapalham tão somente ao próprio individuo. Numa democracia, a lei representa quase todos e quase todos são cristãos. E se a gente trocasse todas as nossas leis pelos mandamentos bíblicos com algumas inserções da palavra de Deus? O que aconteceria? Não seria impossível num país de tantos religiosos, nesse sistema democrático. A minoria teria que se adequar as ideologias da maioria, mesmo sendo contra. Isso já acontece. A mesma maioria que se diz Cristã está dizendo através de leis: “Cerveja e cigarro é legal, maconha é ruim.” Neste caso, evangélicos, maconheiros... tem que aceitar a ideia, mesmo sendo contra. Existe um ditado que diz: “Quem quer agradar a todos, não agrada a ninguém.” Ou libera tudo, ou proíbe tudo. Fácil não é? Não é bem assim. A liberdade era para ser lógica aos cristãos porque há o livre-arbítrio, inclusive é uma ideia fácil de ser assimilada não são eles que dizem que o ser humano pode fazer tudo(livre-arbítrio), mas também deve assumir tudo(plantio e colheita). Livre-arbítrio e anarquia caminham juntos. Mas não sabemos ainda viver sem leis. É ai que entra a religião, porque quem sabe se tivermos mais amor, verdade, perdão, paz, luz, caridade... o ser humano não consiga se livrar das leis que tanto desagrada alguns e agrada a outros.
Enquanto isso.... No Brasil existem muito mais botecos do que igrejas, o que é “justo” afinal o brasileiro trabalha a semana inteira esperando a sexta-feira chegar para se embebedar.
Atenção cachaceiros, também vamos ser justos com os religiosos, enquanto vocês esperam a sexta feira chegar eles esperam o dia de suas reuniões, do culto, etc... para se reunirem. Temos que reconhecer que há muitos casos de “salvação” de alguns indivíduos da sociedade que já mataram, roubaram, assassinaram, se drogaram e se viciaram e agora estão melhores de vida. Não vale a pena julgar, nesses casos a religião teve um papel importante. Enquanto isso a saída para os que são contra a única saída para alguns é “Adotar a Deus” .
Só não vale trocar um vício por outro, o ideal é buscar sempre o equilíbrio.
Quanto as drogas, ciência e religião, no geral, falam basicamente a mesma coisa. “Drogas são ruins” e quando não falarem a mesma coisa, em temas sem comprovação, como a origem do ser humano, o ideal é mostrar os dois lados, afinal tem coisas que a ciência não consegue provar totalmente e a religião explica a sua maneira e as nossas crianças, com conhecimento de ambas ideias podem tirar suas próprias conclusões quando estiverem adultas, assim deve ser tratado diversos temas.
Justo
O ser humano tem o livre-arbítrio além de seus direitos assegurados por lei. Só não é justo e democrático, que alguém que não queira fazer uso de drogas, ou não queira se beneficiar dessas leis, pague o preço. É preciso deixar o ser humano ser livre para fazer suas escolhas e orienta-lo de maneira correta quanto aos malefícios das coisas, pra isso existe a ciência, que define e estuda as coisas químicas legalizadas ou proibidas.
Conclusão: A questão não é legalizar ou proibir, o caminho é educar e orientar.
Mas se ainda sim, não quiserem trocar um sistema consumista pela verdade, ao menos não estimule milhares de crianças, jovens e pobres a se drogarem através da publicidade e do mal exemplo as nossas crianças e jovens que serão o futuro do nosso planeta.