sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Maturidade

Sempre que utilizamos dessa denominação para nos referirmos se uma pessoa é ou não responsável pelos atos que ela faz, responsabilidade consciente e não só na maioridade referente a idade que possui na carne.
Maturidade está intimamente ligada a dois conceitos, ignorância e sabedoria, ignorância como sendo aquilo que não se conhece, sem conhecimento de causa e obviamente consequências daquilo que é feito. A sabedoria é o oposto do que foi descrito em relação a ignorância, sabedoria é o conhecimento das causas que levam a pessoa a agir de determinada maneira, e todas as suas consequências após ter realizado o ato.


A maturidade é a vivência de algumas atitudes realizadas com ignorância, e que se após analisada do por que foi feita, adquire-se sabedoria. No caso se houve um resultado benéfico e positivo, essa atitude poderá ser realizada outras vezes dependendo apenas das oportunidades que advém do universo. Se no caso o resultado for negativo, desagregador, então só será repetido se a pessoa agir peço vício, sena uma atitude consciente, ela no caso sofre de uma patologia moral, que é algo a ser tratado em outro texto. No caso não houve maturidade intelectual para o aprendizado positivo.
No meu ponto de vista existe diversos tipos de maturidades, citarei as que tenho como uma relevância maior no desenvolvimento dos humanos como SER. Ser algo.


Maturidade intelectual, é a que nossa sociedade dá mais valor, capacidade de aprendizado para alguma realização material. Estudos que são voltados para o nível acadêmico e após isso para o mercado de trabalho. Maturidade que se desenvolve para obter algo de concreto no sentido material da palavra.
Adquire-se lendo e estudando obras de cunho puramente acadêmico. É um fator que deve ser desenvolvido por todos, pois quanto maior a maturidade intelectual, maior o nível de poder, referente a formação de novas opiniões que você pode ter, dá para ser usada como forma de manipular, conquistar, convencer ou explicar aquilo que você quer. Quanto maior a maturidade intelectual, maior o N° de causas que se conhece, isso o distingue do meio comum, é um atributo bom, só que deve ser utilizado com sabedoria, pois maturidade intelectual não tem ligação alguma com a maturidade moral.


Maturidade moral, é aquela que comanda a pessoa a agir Bem, está ligada ao grau de consciência que ela possui em seus atos, atos que podem ou não ter manifestação material, quanto mais se tem, maior é a influência direta dela nessa mundo. Atos aqui são, pensamentos, intenção, palavra e ação, em ordem de poder de mudança direta perceptível. A maturidade moral influi na intelectual, a intelectual não influência e nem flui na moral. Existe moralidade em peões de roça, lixeiros, nos seres encarnados quase invisíveis de nossa sociedade. A moralidade é a partícula de consciência em nossos atos e como todo tipo de maturidade, ela só se desenvolve, praticando. Praticando atos bons e não dando vazão as sementes de atos ruins, a semente é o pensamento. Conheço poucas pessoas que tem o poder de construir e destruir um maus pensamentos, por isso se você não tem essa capacidade, domínio, dont try it.


Maturidade espiritual(NOBREZA), esse tipo de maturidade está ligada ao elemento fogo. Quem conhece algo a respeito sabe que nem preciso escrever muita coisa.
A maturidade espiritual é a mais difícil de ser notada, pois é uma das mais sublimes, pessoas com cascas grossa não percebem e acham que não existem, se ouvem falar acreditam se tratar de alguma mentira.
Maturidade espiritual engloba todas as outras maturidades, ela é a manifestação do conjunto das maturidades, e por estar/ser todas, não se percebe com facilidade. Em uma analogia, seria a água para o peixe. Sublime e essencial. A maturidade espiritual compreende os vícios que os humanos possuem, quem desenvolve esse tipo de maturidade não importa com os julgamentos que os outros lhe oferecem, possuem vidas mais introspectivas e por isso são mais extrovertidas. Isso não quer dizer que não ficam tristes quando algo não muito benéfico ocorre, apenas entende que isso é necessário para o seu desenvolvimento.
É realmente dar sem esperar o retorno, oferece apenas aquilo que deseja para si. E por ser sublime é o que mais penetra em todos.




São pensamentos que tenho a respeito do que vivo, possuímos todos os tipos de maturidades, algumas latentes outras despertas. exercemos todos os tipos em menor ou maior grau, dependendo da situação, quem consegue manter sempre o mesmo grau, já alcançou o equilíbrio naquele tipo de maturidade.
Sei que sou imaturo em várias, por isso se você que está lendo me conhece, peço um pouco de paciência se eu falhei em algum atributo positivo que citei.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Quem são os "donos da ayahuasca"?


Há alguns meses atrás tive uma conversa, muito positiva por sinal, com uma historiadora do Grupo de Trabalho do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) sobre o processo e curso de patrimonialização da ayahuasca.

Percebe-se que o caminho encotrado no Brasil para o uso legal da ayahuasca se dá através do conceito de liberdade religiosa. Até aí tudo bem. A questão é que a ayahuasca em seus milênios, nunca foi religão por si só. Segundo os estudos antropológicos a respeito, a bebida era muito mais um "acessório" dentro de uma cosmovisão já existente (até por que o conceito de religião parece estranho aos povos indígenas). É muito mais um instrumento de acesso a esta cosmovisão do que um eixo a qual orbita a comunidade e a "religião".

No Brasil, o cilo da borracha fez com que os seringueiros nordestinos tivessem contato com a bebida milenar (alguns arqueólogos apontam vestígios de seu uso de mais de 10 mil anos, no rio Napo - Equador) e a partir daí fundissem sua visão cristã com o novo elemento. Através destas reigiões, (especialmente duas: Santo Daime e UDV, a terceiraBarquinha, não se expandiu fora do Acre) a sociedae brasileira pasou a tomar conhecimento da existênca da ayahuasca.

Dentro deste processo é natural que agra, cada vez mais pessoas se interessem em conhecê-la em sua origem ou seja, a partir dosoos idígeas que faze seu uso desde os seus primórdios.

Conversava neste final de semana justamente sobre isso com o cacique Nixi Waca do povo Yawanawá, mais conhecido no Acre, como Biraci Brasil.

Nixi Waca reconhece a importância das religões ayahuasqueiras para o reconhecimento da sociedade nacional sobre os conhecimentos indígenas. Para ele, a existência de grupos ayahuasqueiros em todo país cria uma comunidade significativa de potenciais aliados do movimeto indígena Mas para que isto se torne uma realidade é preciso que se conheça a verdadeira origem deste conhecimento.
"As pessoas querem beber o uni (ayahuasca) com liberdade, mas também com responsabilidade. Para iso, estão buscando nas origens. Quem foi que trouxe essa bebida, foi Cristovão Colombo? Foi Pedro Álvares Cabral? Não, isso é nosso, é dos povos indígenas. Tem gente que diz: veio do Peru. E o que é o Peru? Quem criou o Brasil, a Colômbia e o Equador. Antes era tudo nosso, dos povos indígenas. Nós nascemos junto com esta bebida que não conhece fronteiras. Tem gente que esconde a verdade: de que a ayahuasca é algo da cultura indígena e dos povos indígenas. Mas esta é uma época em que as máscaras estão caindo. Tanto as máscaras do mal, quanto as do bem. Eu tenho a minha máscara de uma jibóia toda pintada. Uma máscara que mete medo, mas por trás dela sou uma pessoa que ama seus filhos, que brinca com os menoriznhos, que se torna criança também, sem medo. E tem gente que usa uma máscara bonita e por trás dela é uma pessoa que só quer as coisas para si. Esta é uma época do fim das máscaras, para que todos conheçam a verdade."